Brasil vence a Suíça com golaço de Casemiro e garante vaga nas oitavas da Copa

Caiu raio no deserto. O Brasil venceu a Suíça por 1 a 0, com golaço de Casemiro, garantiu-se nas oitavas da Copa do Mundo e respirou aliviado. Mas foi um sufoco. Sem Neymar, sentiu a falta de alguém que pudesse chamar o jogo de seu. Até que Tite colocou um dos caçulas da Seleção Brasileira. Rodrygo, 21 anos, mudou a cara do jogo que parecia fadado ao empate.

Parecia que a Seleção ganharia a partida no ônibus. Eu, se fosse um daqueles recatados jogadores da seleção da Suíça, já teria entregue os tacos antes mesmo de a partida se iniciar.

Casemiro comemora seu gol com Vinicius Junior Foto NELSON ALMEIDA / AFP

O ônibus do Brasil estacionou no 974 Stadium, Tite e sua comissão desceram. Os jogadores seguiram lá, batucando, dançando e cantando samba de estremecer o metal dos contêineres do 974. A câmera da transmissão interna da Fifa se fixou na roda do ônibus e nos amortecedores trabalhando, tamanha era a festa brasileira lá dentro.

Todos os jogadores desceram rindo, se abraçando. Pronto, pensei. Não vai sobrar suíço nesta noite aqui em Doha. Só que a seleção suíça, a essa altura, estava no vestiário, concentrada e decorando todos os movimentos para anular o Brasil. E como decoraram. Eles jogaram com uma precisão que só os relógios do país deles têm.

Murat Yakin trocou extrema por meio-campista e montou 4-1-4-1 que formava barricadas na área. Quando Vini pegava na bola, um suíço partia faminto para cima dele. Se a bola passava, ele ficava. Malvadeza com o Malvadeza. Do outro lado, Raphinha gingava sua fina perna esquerda, negaceava e levava alguma vantagem. O problema, porém, estava no meio.

Tite optou por Militão e, com isso, Brasil ficou com quatro jogadores de características mais defensivas, já que Alex Sandro sai menos do que Danilo. Casemiro também saía de forma menos aguda. Fred até se movimentava, buscava, mas com aceleração, não com jeito. Como Paquetá se enfiava entre os suíços, faltava armação. Faltava Neymar, a essa altura numa maca do hotel, tratando o tornozelo.

Assim, o primeiro tempo foi de bocejar. Os suíços estacionados na frente da sua área, os brasileiros embretados, e o samba aquele foi diminuindo. A torcida, que havia começado frenética atrás do gol de Alisson, também foi amornando, amornando, amornando até que restou um único tantan tocando sozinho. Foi triste até de ver.

A única chance do Brasil veio em um lance iniciado e finalizado por Vini. Ele roubou a bola do lateral, tocou para Casemiro, ela rodou e chegou em Raphinha. O cruzamento conectou as duas pontas, e Vini arrematou, livre, mas mal. Os suíços pouco ameaçavam.

Tentavam em lançamentos, sempre interceptados por um Marquinhos soberbo. O que fazia o jogo ser quase que todo de jogadas para os lados. Ficou tão monótono que alguém pescou sentado na sala de comando e bateu no interruptor. A luz do estádio apagou e, dois segundos depois, voltou. Mas isso foi insuficiente para tirar o Brasil da letargia. Foi quando Tite decidiu colocar Rodrygo para aquecer.

Segundo tempo teve a marca do Raio
O Brasil voltou do intervalo já com o guri do Real no lugar de Paquetá. Não é de graça que o chamam de Raio. Ele animou o time. Aos cinco, ele passou pelo meio de dois suíços, e um deles, Rieder, acertou-o no rosto. Levou amarelo.

Depois, Rodrygo dominou a bola confiante e virou para Richarlison. A torcida se animou, elevou o tom do seu samba. O jogo ganhou vida de novo, só que também animou os suíços. Numa invertida de bola, aos sete, Widmer cruzou livre, e a zaga bloqueou o chute. Depois, Alisson saiu com os pés e, por pouco, Embolo não bloqueou.

Os suíços começaram a chegar com algum perigo e até rondaram a área brasileira. Aí, apareceu o Raio. Em um lance casual, o Brasil saiu meio arrevesado de trás. Richarlison ganhou a disputa, Rodrigo acionou Casemiro, que acionou Vini. Do pé dele foi para a rede. Porém, a supermáquina do VAR flagrou impedimento de Richarlison na origem. Gol anulado, festa em vão.

Tite mudou. Colocou Antony e Jesus. Yakin trocou peças e colocou um volante para fechar o lado. Passou para o 4-4-2, com todos da intermediária para trás. O Brasil tinha a bola, mas não ameaçava. O cronômetro da placa hi-tec do 974 Stadium parecia acelerado. Eram 38 do segundo, e o Brasil não havia chutado a gol no segundo tempo. Mas se lembram do Raio?

Ele caiu no mesmo lugar, no deserto, onde só tem tempestade de areia. Marquinhos tocou Vini, que tocou para ele. Em um toque rápido, de costas, achou Casemiro. O chute saiu fatiado, bonito de ver. A bola roçou na nádega direita de Akanji, o suficiente para entrar e desafogar o Brasil. Essa triangulação saiu muitas vezes no Real. Nos salvou agora, de amarelo.

Era o 1 a 0 do desafogo, da vaga antecipada. O 1 a 0 das novas caras do Brasil, mescladas com a experiência de um Casemiro. A partir daí, o samba voltou. Os contêineres do 974 pareciam dançar junto com a batida dos brasileiros. A noite em Doha estava só começando. Nos vemos de novo na sexta, mas já com o olho nas oitavas.

Copa do Mundo: Senegal vence e praticamente elimina o anfitrião Catar

Situação delicada para os anfitriões pode ser consolidada em empate na partida restante do grupo na segunda rodada

A seleção catari se tornou a primeira a perder duas partidas sediando uma Copa do Mundo. O feito foi consumado com a vitória de Senegal por 3 x 1, na manhã desta sexta-feira (25/11), no Estádio de Al-Thumama, em Doha. O resultado recoloca os Leões de Teranga na briga pela classificação às oitavas de final.

(crédito: AFP)

A escalação inicial dos tricolores apontava cadência e menor ritmo para jogar em pé de igualdade e conservar o ritmo de seus jogadores para o jogo da terceira rodada, que promete ser uma decisão. No duelo, em si, o Catar ofereceu perigo apenas quando teve o embalo de sua torcida, na etapa final. À sua maneira e sem pressa, os visitantes aproveitaram as boas oportunidades e conseguiram um triunfo cômodo para dar sobrevida à sua campanha neste Mundial.

Os africanos agora terão confronto direto contra o Equador, no Estádio Internacional de Khalifa, às 16h da próxima quinta-feira (1º/12). Antes disso, os sul-americanos têm compromisso contra a Holanda, às 13h. Em caso de empate, os cataris já não terão mais chances de seguir na competição e encerrarão sua participação concomitantemente ao duelo direto, diante dos neerlandeses, no Estádio de Al-Bayt, em Al-Khor.

O jogo

Os senegaleses tomam as iniciativas em ritmo menor, sem tanta pressa para tocar a bola em todos os setores do campo. Os cataris se livraram da posse da bola por pelo menos duas vezes nos primeiros cinco minutos. Entretanto, velocidade não indicava ser a tônica do duelo desde o princípio, apesar da necessidade do resultado e da característica dos comandados de Aliou Cissé.

A primeira chance do jogo veio somente aos 15 minutos: Krepin Diatta interceptou passe com linhas altas e finalizou para a primeira defesa de Meshaal Barsham no jogo. Uma nova oportunidade com perigo voltou a acontecer em chute de fora da área de Gana Gueye, aos 22. Senegal pressionava cada vez mais na marcação e o Catar tinha o chute de fora da área como raro recurso, sem assustar Edouard Mendy.

Novamente, aos 27, os Leões de Teranga tiveram outra ocasião de gol: Barsham saiu mal do gol em disputa com Ismaila Sarr e a bola sobrou fora da área para Youssouf Sabaly, que finalizou para fora. Aos 33, na primeira chegada do Catar no duelo, Akram Afif saiu cara a cara com Mendy e sofreu carga por trás, oferecida pelo mesmo Sarr. O espanhol Antonio Mateu Lahoz não marcou pênalti e o árbitro de vídeo não o chamou à tela.

Aos 40 minutos, Boulaye Dia teve um presente raríssimo ao Boualem Khoukhi errar o corte na linha da pequena área. Dali, foi fácil para o camisa nove senegalês abrir o marcador, em disparo rasteiro e forte. O tento fechou os destaques na primeira metade da partida.

Na etapa final, Senegal ampliou o placar em sua primeira oportunidade. Em escanteio vindo da direita, Famara Diedhiou desviou bem de cabeça e superou o arqueiro, aos três minutos. A resposta veio em chance perigosa aos cinco, com Hassan Abdelkarim cabeceando para fora.

O mesmo zagueiro teve chance clara aos nove, chutando contra a marcação após uma falta cometida por Ismail Jakobs. Na infração em questão, o colegiado não expulsou o lateral-esquerdo mesmo tendo utilizado o braço no rosto do marcador, já advertido com cartão amarelo anteriormente. Abdelkarim voltou a finalizar de fora da área aos 15, passando perto da meta.

A primeira interferência do guarda-metas senegalês veio no minuto seguinte, ao defender chute rasteiro de Almoez Ali. Entretanto, sua melhor participação foi aos 21, ao espalmar finalização de Mohammed Ismaeel, em defesa digna de um goleiro premiado como melhor do mundo. Este momento do jogo é dos anfitriões.

Com a boa fase no jogo, veio o gol de desconto, aos 32. Mohammed Muntari subiu mais alto que toda a defesa senegalesa e cabeceou para baixo, indefensável para o arqueiro do Chelsea inglês, anotando o primeiro da história do país nos Mundiais. Porém, o golpe de misericórdia dos tricolores veio aos 38, por intermédio de arremate de Bamba Dieng dentro da área rival.

Abdelkarim voltou a assustar Mendy aos 43, com chute perigoso após jogada ensaiada em cobrança de falta e Almoez Ali finalizou de fora da área aos 48, nas últimas chances dos anfitriões no jogo.

Ficha técnica:

COPA DO MUNDO
Grupo A – 2ª Rodada
Catar 1 x 3 Senegal
Estádio Al-Thumama, Doha, Catar

Catar

Barsham; Pedro Miguel (Waad), Khoukhi, Abdelkarim e Homam (Salman); Madibo, Boudiaf (Hatim), Ismaeel e Al-Haydos (Muntari); Afif e Almoez Ali

Técnico: Félix Sánchez

Senegal

Édouard Mendy; Sabaly, Koulibaly, Diallo e Jakobs (Cissé); Gueye, Nampalys Mendy (Pape Sarr) e Diatta (Ciss); Diedhiou (N’Diaye), Dia e Ismaila Sarr (Dieng)

Técnico: Aliou Cissé

Gols: Dia, aos 40 minutos do 1º tempo, Diedhiou, aos 3, e Dieng, aos 38 minutos do 2º tempo (Senegal); Muntari, aos 32 minutos do 2º tempo (Catar)

Cartões amarelos: Ismaeel, Homam e Madibo (Catar); Dia, Jakobs e Ciss (Senegal)

Arbitragem: Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

Com gols nos acréscimos, Irã vence País de Gales pelo Grupo B

O Irã venceu País de Gales por 2 a 0 nesta sexta-feira (25), na abertura da segunda rodada do Grupo B da Copa do Mundo de 2022. A partida foi disputada no Ahmed bin Ali Stadium, em Al-Rayyan.

Rouzbeh Cheshmi e Ramin Rezaeian marcaram os gols da vitória iraniana, ambos após os 52 minutos do segundo tempo.

Jogadores da seleção do Irã comemoram vitória sobre País de Gales na Copa do Mundo do Catar Foto REUTERS/Hannah Mckay

A partida começou brigada, e assim permaneceu durante todo o primeiro tempo. O grande momento da etapa inicial aconteceu aos 16 minutos, quando Ali Gholizadeh marcou o primeiro gol do jogo. No entanto, o árbitro Mario Escobar assinalou impedimento no lance.

No segundo tempo, País de Gales buscou ficar mais tempo com a posse da bola, mas não conseguiu oferecer grande perigo ao gol de Hossein Hosseini. Do outro lado, oIrã chegou a chutar a duas bolas na trave.

Aos 40 minutos do segundo tempo, o goleiro Hennessey fez falta dura no atacante Mehdi Taremi, e foi expulso direto após revisão do VAR.

A seleção iraniana aproveitou a superioridade numérica para abrir o placar aos 52 minutos do segundo tempo, Rouzbeh Cheshmi aproveitou falha da zaga de Gales e chutou forte para abrir o placar.

Pouco depois, em rápido contra-ataque, Ramin Rezaeian invadiu a área e bateu de cavadinha, por cima do goleiro Danny Ward, para fechar o marcador em 2 a 0.

Irã e País de Gales participam da última rodada da fase de grupos na terça-feira (29). Irã encara os Estados Unidos no Al Thumama Stadium, em Al Thumama, enquanto País de Gales joga contra a Inglaterra no Ahmed bin Ali Stadium, em Al-Rayyan.

 

Richarlison faz golaço de voleio e Brasil vence Sérvia por 2 a 0 na estreia

Foram mais de quatro anos de espera, mais de 2,1 milhões de minutos, mas que passaram voando comparados com a tensão dos primeiros 62 minutos do Brasil na Copa do Mundo do Qatar. O nervosismo tomava conta do país do futebol quando Richarlison liberou o grito de gol e abriu caminho para a vitória sobre a Sérvia por 2 a 0, hoje (24), no estádio Lusail.

A seleção brasileira teve o controle da partida desde o início, mas não conseguia furar o bloqueio sérvio. Raphinha teve a melhor chance do primeiro tempo, mas bateu fraco. Alex Sandro acertou a trave já na segunda etapa, mas foi então que Richarlison entrou em ação.

Seleção brasileira vence Sérvia com golaço do jogador Richarlison; confira memes — Foto: Divulgação/FIFA

O camisa 9 da seleção brasileira aproveitou jogada de Neymar, chute de Vini Jr e rebatida do goleiro Vanja para provar toda sua presença de área e abrir o placar. Depois, Vini Jr recebeu pela esquerda e serviu o Pombo, que viu a bola subir no domínio e não teve dúvidas: virou um voleio espetacular para ampliar e fechar a conta para o Brasil.

Com o resultado, o Brasil lidera o Grupo G por ter um saldo de gols maior do que a Suiça, que venceu hoje mais cedo a seleção de Camarões por 1 a 0. O time de Tite volta a campo na segunda-feira (28), às 13h (de Brasília), para enfrentar justamente os suíços.

Primeiro tempo duríssimo

Enquanto o Brasil confirmou a escalação ofensiva com apenas um volante, a Sérvia foi para o jogo com somente um atacante. O técnico Tite preparou formas de furar a retranca do rival, mas os primeiros 46 minutos foram de poucas oportunidades criadas.

Logo nos primeiros minutos, a Sérvia deixou claro sua estratégia: marcar, marcar, marcar e talvez armar algum contra-ataque. Aos 5′, o zagueiro Pavlovic levou amarelo. Na sequência, Neymar ficou sem camisa ao ser agarrado por Lukic. O primeiro susto para os europeus só ocorreu no minuto 12, quando Neymar tentou gol olímpico e obrigou o goleiro Vanja Milinkovic-Savic a fazer a defesa.

Com Vini Jr bastante acionado pela esquerda e Raphinha ajudando muito na marcação pela direita, o Brasil começou o jogo melhor e dando trabalho para a Sérvia. A equipe manteve a posse de bola em quase todo o tempo no campo de ataque, mas não conseguiu levar perigo o suficiente para arrancar o “uh” da torcida.

O melhor lance do primeiro tempo foi um quase gol olímpico de Neymar. Raphinha teve chance cara a cara, mas finalizou fraco. A Sérvia conseguiu conter o ímpeto brasileiro depois dos 20 minutos, mas estava claramente mais preocupada em não levar gols do que em abrir o placar. Alisson quase não tocou na bola.

Com Neymar muito bem marcado (nove das 12 faltas da Sérvia foram nele), coube a Casemiro e Lucas Paquetá a ajuda na criação. O centroavante Richarlison tocou apenas 12 vezes na bola e ficou encaixotado na marcação.

O Brasil teve cinco finalizações, três delas na direção do gol, e a Sérvia chegou uma única vez, sem oferecer nenhum perigo para o goleiro Alisson. A partida foi, literalmente, de ataque contra defesa.

Pombo abre a porteira

Com menos de um minuto de jogo, o Brasil quase abriu o placar. Raphinha roubou a bola no campo de ataque, saiu cara a cara com o goleiro e bateu em cima dele. Neymar, do lado e sozinho, ficou desesperado por não receber o passe.

A seleção brasileira continuou melhor e acertou a trave, com Alex Sandro, no 15º minuto. Aos 18, os sérvios não conseguiram mais resistir. Casemiro acionou Neymar, que cortou os marcadores e a bola sobrou para Vini Jr finalizar. No rebote do goleiro Vanja, Richarlison apareceu para empurrar. O Pombo estava sumido, mas esteve no lugar certo na hora certa. 1 a 0.

A Sérvia fez substituições e buscou a reação, mas abriu os espaços que o Brasil precisava. Aos 27 minutos, Vini Jr cruzou, Richarlison não dominou bem e improvisou: um lindo voleio no canto do goleiro. Um golaço do Pombo que já havia sido ensaiado em um dos treinos na preparação em Turim, na Itália. Foi o fim da “maldição do 9”.

Com o 2 a 0 no placar e as substituições com mais “perninhas rápidas” como Antony e Rodrygo no segundo tempo, o Brasil empilhou chances: Casemiro, Fred, Rodrygo… Todos puderam transformar a vitória em goleada, mas o placar terminou com o 2 a 0, com direito a “olé” no estádio com mais de 88 mil pessoas.

Preocupação com o craque

Aos 34 minutos de jogo, Neymar sentiu um problema no tornozelo direito e precisou ser substituído. O camisa 10, como mostrou as imagens de transmissão da Globo, chorou no banco de reservas enquanto recebia gelo no local.

Neymar chora no banco de reservas com dor no tornozelo direito Imagem: Reprodução/Globo

Neymar saiu de campo andando, mas abatido. Quando sentou no banco, começou a chorar e foi atendido pelo departamento médico.

 

Próxima adversária do Brasil, Suíça vence Camarões pelo Grupo G da Copa do Mundo

Equipes abriram o quinto dia de jogos no Mundial no Catar

A Suíça venceu Camarões por 1 a 0 nesta quinta-feira, no Estádio Al Janoub, na abertura do Grupo G, o mesmo do Brasil, na Copa do Mundo. Os africanos foram melhores no primeiro tempo, mas os europeus tiveram mais equilíbrio e decidiram a partida no segundo. O herói do dia foi Embolo, autor do gol logo aos dois minutos da etapa final. Foi a primeira vez na história do torneio que um jogador balançou a rede do seu país natal.

Suíça bate Camarões com gol de Embolo (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

HOMENAGEM A ROGER MILLA
Antes do início da partida, o camaronês Roger Milla foi homenageado. Ele é o jogador mais velho a fazer gol em Copa do Mundo. Foi em 1994, contra a Rússia, quando o ex-atacante tinha 42 anos.

CAMARÕES AMEAÇA
A primeira chegada do jogo foi de Camarões. Logo aos nove minutos, Mbeumo chutou cruzado, Sommer espalmou para o meio, e Ekambi mandou a sobra por cima do gol. Na sequência, a equipe teve outra grande chance de abrir o placar. Choupo-Moting recebeu na esquerda, levou para dentro da área, mas sofreu pressão de Akanji e concluiu fraco no gol.

SUÍÇA TEM CALMA
Quem chegou foi Camarões, mas a seleção que reteve mais a bola foi a Suíça. A seleção europeia manteve a calma para trocar passes e chegar ao ataque. Faltou mais objetividade e ousadia para ter boas chances na primeira etapa.

LEI DO EX EM SELEÇÃO?
O gol saiu logo na volta do intervalo. Aos dois minutos, Freuler recebeu boa bola no meio e lançou na direita para Shaqiri, que cruzou para Embolo pegar de primeira e marcar. O atacante demonstrou respeito e não comemorou contra o país onde nasceu.

CANSOU
O gol da Suíça desequilibrou a partida. Camarões se descontrolou e afrouxou a marcação, dando espaços para o ataque adversário criar mais. O treinador camaronês fez mudanças no time e colocou novos atacantes em busca do empate. Mas não deu.

SEQUÊNCIA
Na segunda rodada do Grupo G, na próxima segunda-feira, a Suíça encara o Brasil, às 13h, enquanto Camarões duela com a Sérvia, às 7h.

 

Após pressão e pênalti perdido do Canadá, Bélgica vence jogo de estreia na Copa

Michy Batshuayi marcou para os belgas; o canadense Alphonso Davies teve um pênalti defendido no primeiro tempo

A Bélgica venceu o Canadá, por 1 a 0, nesta quarta-feira (23), no estádio Ahmed bin Ali, pelo grupo F da Copa do Mundo do Catar.

Aos 10 minutos do primeiro tempo, após o chute de Tajon Buchmann, Yannick Carrasco colocou a mão na bola dentro da área. O árbitro zambiano Janny Sikazwe revisou o lance no VAR, assinalou penalidade máxima e deu cartão amarelo para o belga.

O lateral Alphonso Davies partiu para a cobrança no canto esquerdo, mas o goleiro Thibaut Courtois se esticou e defendeu. No rebote, o canadense ainda isolou a bola.

Michy Batshuayi, da Bélgica, comemorando seu gol contra o Canadá, pelo grupo F da Copa do Mundo do Catar Reprodução/Twitter

Michy Batshuayi abriu o placar, aos 44 minutos, com um chute de primeira, depois de um grande laçamento do zagueiro Toby Alderweireld.

O melhor lance da segunda etapa, até então, foi uma cabeçada de Cyle Larin, aos 35 minutos que parou nas mãos de Courtois.

Entretanto, o Canadá não conseguiu ter efetividade em seus ataques, com os belgas apenas segurando o resultado e sem muitas aventuras.

A posse de bola de 50% para cada seleção, sintetiza a igualdade e falta de criatividade durante o jogo.

A próxima partida da Bélgica é contra o Marrocos, no domingo (27), às 10h (de Brasília). O Canadá encara a Croácia, no mesmo dia, às 13h.

 

Mais uma zebra! Japão reage e faz 2 a1 sobre a Alemanha

Assim como em 2018, a Alemanha estreou perdendo na Copa do Mundo novamente. Em partida eletrizante, os alemães foram derrotados por 2 a 1. O resultado do Japão foi construído de virada, já no segundo tempo do duelo.

Na primeira etapa da partida, a Alemanha controlou o jogo e, em uma penalidade convertida por Ilkay Gündoğan, saiu à frente do placar. Nos acréscimos, os alemães chegaram a anotar um segundo gol com Kai Havertz, mas a finalização foi anulada por impedimento.

No segundo tempo, o goleiro japonês anotou quatro defesas seguidas, segurando o ímpeto da seleção alemã. Momentos depois, após a entrada de Ritsu Doan e Takumi Minamino, o Japão chegou ao gol de empate, justamente com os jogadores que entraram na partida. Doan empatou a partida e, oito minutos depois, Takuma Asano virou o jogo, assegurando a vitória japonesa.

Vencedor do duelo, o Japão volta a campo no domingo, dia 27, em partida contra a Costa Rica. Já a Alemanha encara a Espanha, em clássico europeu, no mesmo dia.

 

Giroud e Mbappé brilham, e França vence a Austrália na estreia da Copa do Mundo

Os Socceroos saíram na frente, mas não foram páreos pars os Bleus, que viraram e venceram com facilidade na estreia do Mundial do Qatar. Giroud (2), Rabiot e Mbappé fizeram os gols

A defesa do título mundial começou com vitória da França. Nesta terça, no Estádio Al Janoub, os atuais campeões estrearam diante da Austrália e, após sair atrás no placar – Goodwin marcou pelos Socceroos -, viraram e venceram por 4 a 1. Os gols de Rabiot e Giroud, ainda no primeiro tempo, deram a tranquilidade para o time de Didier Deschamps administrar a partida. Na etapa final, Mbappé e Giroud, de novo, definiram o resultado.

Mbappé comemorando o seu gol na vitória da França sobre a Austrália (Foto: Chandan Khanna/AFP)

Os Socceroos, que saíram na frente com um belo gol de Goodwin, não foram páreos. A seleção francesa lidera a chave com três pontos, enquanto a Austrália está na lanterna.

A segunda rodada do Grupo D do Mundial será no sábado, dia 26. Às 7h, Tunísia e Austrália se enfrentam. Às 13h, a França encara a Dinamarca.

SUSTO E AUSTRÁLIA NA FRENTE!

Lesões em série, “maldição do campeão”, baixas: a França estreou na Copa do Mundo com razões para estar ressabiada, e os primeiros minutos da partida contra a Austrália confirmaram o temor. O time de Deschamps não fez um bom início de jogo e os rivais aproveitaram. Em rápida inversão de lado, Leckey recebeu no mano a mano com Lucas Hernandez e o deixou para trás. O cruzamento encontrou Goodwin, que abriu o placar.

Para piorar, Lucas Hernandez foi substituído após lesionar-se sozinho, no lance do gol.

ACELEROU E VIROU RÁPIDO

A reação dos Bleus não foi imediata. A “pegada” no meio de campo não estava ideal, mas, aos poucos, Mbappé e Dembélé, abertos um de cada lado, foram entrando no jogo, acelerando o ritmo da França. Aos 27, já com um ensaio de pressão, Theo – que substituiu o irmão – ficou com o rebote de escanteio e, livre, cruzou para Rabiot deixar tudo igual.

Antes e depois do gol, a verdade é que os Socceroos sequer ameaçaram a meta de Lloris. Assim, não demorou para a virada da França. Cinco minutos depois do empate, a pressão na saída de bola deu certo: Rabiot desarmou e tabelou com Mbappé antes de deixar Giroud na cara do gol: o camisa 9 desencantou após passar a Copa de 2018 em branco.

Antes do intervalo, Giroud, Griezmann, Dembélé, Mbappé tiveram chances de marcar. O time de Deschamps finalizou oito vezes (a Austrália, duas), e 2 a 1 acabou ficando barato.

GOLS SAEM COM A MAIOR NATURALIDADE

O cenário seguiu o mesmo após o intervalo. A França, leve e diante de um adversário retraído, tocou, criou chances e perdeu gols até que, aos 22, Mbappé conseguiu marcar, de cabeça, após cruzamento de Dembélé. Na sequência, o camisa 10 arrancou pela esquerda, deixou o marcador falando sozinho e cruzou para Giroud fazer o quarto do jogo. Um gol histórico para o centroavante, que igualou os 51 de Henry na artilharia dos Bleus.

Com mais de 60% de posse de bola e nenhuma finalização sofrida na etapa final, a França cumpriu seu papel e estreou na Copa do Mundo com uma vitória categórica no Grupo D.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 4X1 AUSTRÁLIA

Estádio: Al Janoub, em Al Walkrah (QAT)
Data e hora: 22 de novembro, às 16h (de Brasília)
Árbitro: Victor Gomes (AFS)
Assistentes: Zakhele Siwela (AFS) e Souru Phatsoane (LES)
Árbitro de vídeo: Drew Fischer (CAN)

Renda/Público: N/D.

Gols: Goodwin (0-1, 9’/1ºT), Rabiot (1-1, 27’/1ºT), Giroud (2-1, 32’/1ºT), Mbappé (3-1, 22’/2ºT), Giroud (4-1, 26’/2ºT)

Cartões amarelos: Duke, Irvine e Mooy (AUS)
Cartão vermelho: Não houve.

FRANÇA (Técnico: Didier Deschamps)

Lloris; Pavard (Koundé, 43’/2ºT), Konaté, Upamecano e Lucas Hernandez (Theo Hernandez, 12’/1ºT); Tchoauméni (Fofana, 31’/2ºT), Rabiot e Griezmann; Dembélé (Coman, 31’/2ºT), Mbappé e Giroud (Marcus Thuram, 43’/2ºT).

AUSTRÁLIA (Técnico: Graham Arnold)

Ryan; Atkinson (Degenek, 40’/2ºT), Rowles, Souttar e Behich; Mooy, McGree (Mabil, 28’/2ºT) e Irvine (Baccus, 40’/2ºT); Leckie, Goodwin (Kuol, 29’/2ºT)e Duke (Cummings, 11’/2ºT).

 

Holanda marca no fim e ganha de Senegal

Sarr e Diallo compensaram desfalque de Mané no primeiro tempo, mas holandeses aproveitaram poucas chances para marcar gols

Sem Sadio Mané, Senegal estreou na Copa do Mundo do Catar contra a seleção da Holanda nesta segunda-feira (21), em jogo equilibrado. A partida aconteceu no estádio Al Thumama, em Doha, e marcou o último jogo da primeira rodada do Grupo A. Com gols de Gakpo e Klaassen, os holandeses venceram a partida por 2 a 0.

Em sua estreia em Copa do Mundo, Gakpo marcou seu primeiro gol na primeira partida da Holanda no Grupo A (Foto REUTERS/MATTHEW CHILDS)

No primeiro tempo da disputa, as duas equipes chegaram próximas ao gol, mas nenhum dos times balançou as redes. O lateral-esquerdo senegalês, Diallo, e o ponta, Sarr, criaram entrosamento e fizeram a maioria das jogadas pelo lado esquerdo do campo.

Na segunda etapa do jogo, os técnicos das duas equipes fizeram alterações. Apesar da superioridade na posse de bola da Holanda, a seleção de Senegal conseguiu atacar mais vezes no gol de Noppert. No apagar das luzes e no único ataque dos holandeses, Gakpo cabeceou a bola cruzada por de Jong e inaugurou o placar.

No fim dos acréscimos, Klaassen aproveitou a falha do goleiro Mendy e chutou com força a bola para o fundo da rede.

Próximos jogos
Na segunda rodada do Grupo A, a seleção de Senegal entra em campo contra o Catar, na sexta-feira (25), às 10h (de Brasília), no estádio Al Thumama. Os holandeses enfrentarão o Equador também na sexta-feira , às 13h, no estádio Internacional Khalifa.

FICHA TÉCNICA
Senegal 0 x 0 Holanda
Local: Estádio Al Thumama, Doha, Catar
Data e hora: segunda-feira (21), às 13h (Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (BRA)
Assistentes: Bruno Boschilia (BRA) e Bruno Pires (BRA)
VAR: Juan Soto (EQU)

Gol: Gakpo 84’/ Klaassen99′

SENEGAL: Édouard Mendy, Youssouf Sabaly, Kalidou Koulibaly, Pape Cissé, Abdou Diallo (Jakobs), Cheikhou Kouyaté (Pape Gueye), Nampalys Mendy, Idrissa Gueye, Ismaïla Sarr, Boulaye Dia (Dieng), Krepin Diatta (Jackson). Técnico: Aliou Cissé

HOLANDA: Andries Noppert, Denzel Dumfries, Matthijs de Ligt, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Daley Blind, Frenkie de Jong, Cody Gakpo (de Roon), Steven Berghuis (Koopmeiners), Vincent Janssen (Depay), Steven Bergwijn (Klaassen). Técnico: Louis van Gaal

Riedel vence Contar em 72 das 79 cidades de MS; incluindo Campo Grande

Com 100% das urnas apuradas o tucano obteve no total, 808.210 votos, o que corresponde a 56,90% dos votos válidos, contra 43,10% de Contar

O governador eleito, Eduardo Riedel (PSDB), ganhou em 72 cidades, incluindo Campo Grande e obteve a preferência de 56,90% do eleitorado sul-mato-grossense neste domingo (30) (802.210 de votos). Capitão Contar (PRTB), candidato derrotado à eleição, ficou com 7 municípios e 43,10% % dos eleitores (612.113 votos).

Eduardo Riedel consegui neste segundo turno virar a votação em 22 municípios do Estado

Com 100% das urnas apuradas, Riedel obteve 56,90%, contra 43,10% do Capitão Contar (PRTB), que conseguiu 612.113 votos. A diferença foi de 196.097 votos, ou seja, 13,8%.

No primeiro turno, no entanto, Riedel teve maior votação no interior, mas ficou em quarto na disputa em Campo Grande, atrás de Contar (26,64%), André Puccinelli, do MDB (21,82%), e  Marcos Trad, do PSD (15,48%).

Isso se deve muito ao apoio da prefeita da Capital Adriane Lopes (Patri) e sua equipe, que logo passado o primeiro turno, resolveu apoiar o projeto tucano, por entender que esta parceria traria muitos benefícios para a cidade.

Tacuru teve maior votação em Riedel – foram 84,86% contra 15,14%. Na sequência, Japorã (78,4%), Coronel Sapucaia (76,31%), Paranhos (76,18%) e Dois Irmãos do Buriti (73,81%) tiveram maiores votações no tucano.

Brasilândia teve 50,51% dos votos em Riedel e 49,49% em Contar, e foi o município mais acirrado com maioria de votações no PSDB. Por outro lado, Jardim, São Gabriel do Oeste, Ivinhema, Cassilândia, Aparecida do Taboado, Naviraí e Chapadão do Sul tiveram maioria de votos em Contar.

Chapadão do Sul teve maior votação no deputado estadual – 61,81%, enquanto em Jardim houve maior disputa, de 50,13%. As maiores cidades do Estado, incluindo Campo Grande, com 55,6% dos votos válidos no tucano, tiveram maioria em Riedel – Aquidauana (61,56%), Corumbá (58,27%), Ponta Porã (58,04%), Dourados (56,04%) e Três Lagoas (54,16%).

O ex-secretário de Infraestrutura na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB) virou em 22 municípios do Estado – Alcinópolis, Anastácio, Angélica, Camapuã, Corguinho, Coxim, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ladário, Nova Andradina, Pedro Gomes, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, Sidrolândia e Três Lagoas. Nesses municípios, Contar ou André Puccinelli (MDB) venceram no primeiro turno.

Cidades que mais votaram em Eduardo Riedel

Água Clara

Alcinópolis

Amambai

Anastácio

Anaurilândia

Angélica

Antônio João

Aquidauana

Aral Moreira

Bandeirantes

Bataguassu

Batayporã

Bela Vista

Bodoquena

Bonito

Brasilândia

Caarapó

Camapuã

Campo Grande

Caracol

Corguinho

Coronel Sapucaia

Corumbá

Costa Rica

Coxim

Deodápolis

Dois Irmãos do Buriti

Douradina

Dourados

Eldorado

Fátima do Sul

Figueirão

Glória de Dourados

Guia Lopes da Laguna

Iguatemi

Inocência

Itaporã

Itaquiraí

Japorã

Jaraguari

Jateí

Juti

Ladário

Laguna Carapã

Maracaju

Miranda

Mundo Novo

Nioaque

Nova Alvorada do Sul

Nova Andradina

Novo Horizonte do Sul

Paranaíba

Paranhos

Paraíso das Águas

Pedro Gomes

Ponta Porã

Porto Murtinho

Ribas do Rio Pardo

Rio Brilhante

Rio Negro

Rio Verde de Mato Grosso

Rochedo

Santa Rita do Pardo

Selvíria

Sete Quedas

Sidrolândia

SonoraTacuru

Taquarussu

Terenos

Três Lagoas

Vicentina

Cidades que mais votaram em Capitão Contar

Chapadão do Sul

CassilândiaAparecida do Taboado

São Gabriel do Oeste

Jardim

Ivinhema

Naviraí