Mato Grosso do Sul foi um dos destaques do Grand Slam de Taekwondo 2023. A delegação sul-mato-grossense fechou a competição com nove medalhas (três ouros, uma prata e cinco bronzes), além de garantir quatro atletas na seleção brasileira. As disputas aconteceram no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 8 e 12 de fevereiro.
A equipe de Mato Grosso do Sul foi composta por nove atletas e quatro técnicos (Foto: Divulgação)
O campeonato foi organizado pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd) e recebeu aproximadamente 600 taekwondistas, de todos os estados do país, envolvendo os estilos kyorugui (lutas) e poomsae (conjunto sequencial de movimentos fundamentais variados da arte marcial), nas categorias infantil, cadete, juvenil, sub-21 e adulto.
A equipe de Mato Grosso do Sul foi composta por nove atletas e quatro técnicos. Thays Henrique de Souza, Vitoria Pinheiro Bitencourt e Jheferson Glaciel Ribas da Silva foram medalhistas de ouro e garantiram a titularidade na seleção brasileira da categoria cadete para a temporada. Já Luiz Felipe de Almeida Aquino ficou com a prata e passa a integrar a lista reserva de atletas da seleção nacional.
“Os atletas de Mato Grosso do Sul representaram muito bem o estado, a grande maioria medalhou nesta competição, que é considerada a mais difícil do país. Conseguimos colocar três atletas na seleção brasileira como titular e um como reserva. A gente fica muito feliz e vamos trabalhar para obter resultados ainda maiores na próxima competição”, destaca o presidente da Federação de Taekwondo de Mato Grosso do Sul (FTkdMS) e chefe de delegação no evento, Fábio Costa.
Ouro
Thays Henrique de Souza – cadete – até 51 kg (poomsae por equipes) – atleta titular da seleção brasileira
Vitoria Pinheiro Bitencourt – cadete – até 44 kg (kyorugui) – atleta titular da seleção brasileira
Jheferson Glaciel Ribas da Silva – cadete – até 57 kg (kyorugui) – atleta titular da seleção brasileira
Prata
Luiz Felipe de Almeida Aquino – adulto – até 58 kg (kyorugui) – atleta reserva da seleção brasileira
Bronze
Carlos Henrique Estival Alvarenga – cadete – até 65 kg (kyorugui)
Yumi Rodrigues Elias da Silva – cadete – acima de 59 kg (kyorugui)
Thays Henrique de Souza – cadete – até 51 kg (kyorugui)
Thays Henrique de Souza – cadete – até 51 kg (poomsae individual)
Lucas Vieira Kanashiro Masculino – júnior – até 45 kg (kyorugui)
O ano mal começou e a multicampeã Amanda Lima Leal já conquistou sua primeira medalha no wrestling, modalidade também conhecida como luta olímpica. Beneficiária do Bolsa Atleta, programa do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e coordenado pela Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte), a sul-mato-grossense faturou o ouro no Campeonato Brasileiro de Luta de Praia. A competição abriu oficialmente a temporada do wrestling nacional, no último sábado (21), no Rio de Janeiro (RJ).
A atleta de Mato Grosso do Sul, de 23 anos, foi a melhor da categoria 60 kg, deixando para trás quatro adversárias. Com o resultado, Amanda Leal classificou-se para os Jogos Sul-Americanos de Praia, que acontecerão em maio, em Santa Marta, na Colômbia.
A luta de praia, também conhecida como beach wrestling – Crédito: Fundesporte/Divulgação
Disputado na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), no bairro da Urca, na capital fluminense, a competição realizada pela Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) reuniu atletas de nove estados: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
Para Amanda, começar o ano já com medalha no peito é uma motivação a mais. “É muito motivador. A cada pequeno passo me sinto mais perto dos meus objetivos como atleta, tenho me dedicado e quando eu ganho uma competição sinto que valeu a pena cada sacrifício que a vida de um atleta precisa ter”, destaca a atleta, que treina com Agnaldo Pereira dos Santos, um dos contemplados pelo programa Bolsa Técnico em Mato Grosso do Sul.
Esta foi a segunda vez em que Amanda disputou uma competição de wrestling na areia. A primeira foi no ano passado, nos Jogos Universitários Brasileiros de Praia (JUBs Praia), no Ceará, tendo assegurado também a medalha dourada. “Essa luta na areia é a mesma modalidade que eu treino todos os dias. Então, a adaptação foi fácil, porque o estilo precisa de uma postura mais alta e fazer bastante força”, explica a atleta.
A luta de praia, também conhecida como beach wrestling, é a versão das areias do wrestling olímpico. Os lutadores e lutadoras competem em área circular no solo arenoso em round único de três minutos. O objetivo é marcar três pontos. Existem três maneiras de pontuar. O atleta que derrubar o adversário e fazê-lo cair com as costas no solo recebe três pontos e vence o combate. Projetar o adversário, sem que o oponente toque com as costas na areia, vale um ponto. Retirar o oponente da área delimitada, um ponto. Caso a luta termine empatada, vence o atleta que marcar o último ponto.
Seleções fizeram um jogo movimentado, que terminou com vitória dos africanos, nesta sexta-feira
Não foi do jeito que o torcedor esperava, mas o Brasil terminou como líder do Grupo G da Copa do Mundo. A Seleção Brasileira perdeu para Camarões por 1 x 0 e agora enfrenta a Coreia do Sul nas oitavas de final. Os africanos estão eliminados.
Alex Teles, lateral da Seleção, marca Bryan Mbeumo em jogo contra Camarões Lucas Figueiredo/CBF
Mesmo com muitos reservas em campo, o Brasil não sentiu muito a falta de entrosamento. Aos 15 minutos, Gabriel Martinelli apareceu livre para cabecear, mas parou em Epassy, goleiro de Camarões. Melhor no jogo, o Brasil passou a criar boas chances de gol.
Porém, foi a seleção de Camarões que quase inaugurou o marcador, mas Ederson fez milagre em cabeçada de Mbeumo e o jogo seguiu sem gols para o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, Camarões voltou a pressionar e assustar o gol de Ederson. A Seleção respondeu com dois ataques perigosos, mas parou no goleiro Epassy. Tite passou a rodar o time, colocando nomes como Pedro e Everton Ribeiro em campo.
Já nos acréscimos, Camarões marcou com Aboubakar e saiu na frente do marcador, decretando a vitória dos africanos.
Caiu raio no deserto. O Brasil venceu a Suíça por 1 a 0, com golaço de Casemiro, garantiu-se nas oitavas da Copa do Mundo e respirou aliviado. Mas foi um sufoco. Sem Neymar, sentiu a falta de alguém que pudesse chamar o jogo de seu. Até que Tite colocou um dos caçulas da Seleção Brasileira. Rodrygo, 21 anos, mudou a cara do jogo que parecia fadado ao empate.
Parecia que a Seleção ganharia a partida no ônibus. Eu, se fosse um daqueles recatados jogadores da seleção da Suíça, já teria entregue os tacos antes mesmo de a partida se iniciar.
Casemiro comemora seu gol com Vinicius Junior Foto NELSON ALMEIDA / AFP
O ônibus do Brasil estacionou no 974 Stadium, Tite e sua comissão desceram. Os jogadores seguiram lá, batucando, dançando e cantando samba de estremecer o metal dos contêineres do 974. A câmera da transmissão interna da Fifa se fixou na roda do ônibus e nos amortecedores trabalhando, tamanha era a festa brasileira lá dentro.
Todos os jogadores desceram rindo, se abraçando. Pronto, pensei. Não vai sobrar suíço nesta noite aqui em Doha. Só que a seleção suíça, a essa altura, estava no vestiário, concentrada e decorando todos os movimentos para anular o Brasil. E como decoraram. Eles jogaram com uma precisão que só os relógios do país deles têm.
Murat Yakin trocou extrema por meio-campista e montou 4-1-4-1 que formava barricadas na área. Quando Vini pegava na bola, um suíço partia faminto para cima dele. Se a bola passava, ele ficava. Malvadeza com o Malvadeza. Do outro lado, Raphinha gingava sua fina perna esquerda, negaceava e levava alguma vantagem. O problema, porém, estava no meio.
Tite optou por Militão e, com isso, Brasil ficou com quatro jogadores de características mais defensivas, já que Alex Sandro sai menos do que Danilo. Casemiro também saía de forma menos aguda. Fred até se movimentava, buscava, mas com aceleração, não com jeito. Como Paquetá se enfiava entre os suíços, faltava armação. Faltava Neymar, a essa altura numa maca do hotel, tratando o tornozelo.
Assim, o primeiro tempo foi de bocejar. Os suíços estacionados na frente da sua área, os brasileiros embretados, e o samba aquele foi diminuindo. A torcida, que havia começado frenética atrás do gol de Alisson, também foi amornando, amornando, amornando até que restou um único tantan tocando sozinho. Foi triste até de ver.
A única chance do Brasil veio em um lance iniciado e finalizado por Vini. Ele roubou a bola do lateral, tocou para Casemiro, ela rodou e chegou em Raphinha. O cruzamento conectou as duas pontas, e Vini arrematou, livre, mas mal. Os suíços pouco ameaçavam.
Tentavam em lançamentos, sempre interceptados por um Marquinhos soberbo. O que fazia o jogo ser quase que todo de jogadas para os lados. Ficou tão monótono que alguém pescou sentado na sala de comando e bateu no interruptor. A luz do estádio apagou e, dois segundos depois, voltou. Mas isso foi insuficiente para tirar o Brasil da letargia. Foi quando Tite decidiu colocar Rodrygo para aquecer.
Segundo tempo teve a marca do Raio O Brasil voltou do intervalo já com o guri do Real no lugar de Paquetá. Não é de graça que o chamam de Raio. Ele animou o time. Aos cinco, ele passou pelo meio de dois suíços, e um deles, Rieder, acertou-o no rosto. Levou amarelo.
Depois, Rodrygo dominou a bola confiante e virou para Richarlison. A torcida se animou, elevou o tom do seu samba. O jogo ganhou vida de novo, só que também animou os suíços. Numa invertida de bola, aos sete, Widmer cruzou livre, e a zaga bloqueou o chute. Depois, Alisson saiu com os pés e, por pouco, Embolo não bloqueou.
Os suíços começaram a chegar com algum perigo e até rondaram a área brasileira. Aí, apareceu o Raio. Em um lance casual, o Brasil saiu meio arrevesado de trás. Richarlison ganhou a disputa, Rodrigo acionou Casemiro, que acionou Vini. Do pé dele foi para a rede. Porém, a supermáquina do VAR flagrou impedimento de Richarlison na origem. Gol anulado, festa em vão.
Tite mudou. Colocou Antony e Jesus. Yakin trocou peças e colocou um volante para fechar o lado. Passou para o 4-4-2, com todos da intermediária para trás. O Brasil tinha a bola, mas não ameaçava. O cronômetro da placa hi-tec do 974 Stadium parecia acelerado. Eram 38 do segundo, e o Brasil não havia chutado a gol no segundo tempo. Mas se lembram do Raio?
Ele caiu no mesmo lugar, no deserto, onde só tem tempestade de areia. Marquinhos tocou Vini, que tocou para ele. Em um toque rápido, de costas, achou Casemiro. O chute saiu fatiado, bonito de ver. A bola roçou na nádega direita de Akanji, o suficiente para entrar e desafogar o Brasil. Essa triangulação saiu muitas vezes no Real. Nos salvou agora, de amarelo.
Era o 1 a 0 do desafogo, da vaga antecipada. O 1 a 0 das novas caras do Brasil, mescladas com a experiência de um Casemiro. A partir daí, o samba voltou. Os contêineres do 974 pareciam dançar junto com a batida dos brasileiros. A noite em Doha estava só começando. Nos vemos de novo na sexta, mas já com o olho nas oitavas.