Prefeitura de Bonito orienta moradores a usarem rota por Aquidauana. Ao todo, 23 municípios do estado estão em situação de emergência
Um trecho da MS-345 que da acesso ao distrito Águas do Miranda foi interditado há dois dias, após o rio Mato Grosso transbordar e o volume de água invadir a rodovia. A situação é resultado de fortes chuvas que cai na região de Bonito, há cinco dias.
Aviso de interdição no trecho afetado pelas chuvas que caem na região de Bonito. — Foto: Reprodução
O transbordamento do rio destruiu o acesso na rodovia, onde uma ponte de concreto está sendo construída ser destruído.
Conforme a prefeitura da cidade a 283 km de Campo Grande, a situação não permite que veículos cruzem pelo local. Por isso, a orientação aos moradores que necessitarem se deslocar entre Bonito e o distrito, é usar a rota por Aquidauana.
Para hoje, quinta-feira (16), a previsão é de mais chuva na região. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), pancadas podem ocorrer em pontos isolados, a qualquer hora. À tarde, as chances de temporais aumentam. A temperatura fica entre 20°C e 31°C, em Bonito.
Monitoramento dos municípios. — Foto: Reprodução
Situação de emergência De acordo com a Defesa Civil de Mato Grosso do Sul 23 municípios do estado, estão em situação de emergência após temporais nas últimas semanas. Dentre os municípios estão as cidades de Ponta Porã e Caracol, as quais o governo federal reconheceu situação de emergência.
Trecho do Rio Paraguai que banha o território sul-mato-grossense está em situação crítica para navegação. O nível baixo das águas e o assoreamento têm dificultado o tráfego de embarcações. Atualmente 29 embarcações estão paradas em pontos críticos do rio, número que pode se elevar a partir de fevereiro, com o início do escoamento da safra agrícola.
De acordo com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a situação tem atrapalhado o escoamento das exportações sul-mato-grossenses. Nos pontos críticos será necessária a realização de um trabalho de dragagem, mas as atividades esbarram em autorização do Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental em todo o Brasil.
Embarcação no Rio Paraguai, do lado sul-mato-grossense (Foto: Divulgação/Governo MS)
Estão previstas obras de dragagem em três pontos do lado do Rio Paraguai no Estado: o primeiro começa na confluência com o Rio Paraná até o quilômetro 387, o segundo do quilômetro 387 até o 704, e o terceiro segue do quilômetro 704 até a confluência com o Rio Apa, onde o rio passa a fazer divisa entre Brasil e Paraguai.
Nos três setores que aguardam autorização do Ibama, estima-se que serão extraídos entre 1,5 milhão a 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O trabalho deve durar um período de 36 meses para ser concretizado no lado brasileiro do rio.
“Toda vez que temos um ponto que interrompe a navegação, é preciso desconectar as barcaças, o rebocador passa com uma ou duas barcaças, para depois refazer a composição. Portanto, tempo e custo de viagem aumentam, encarecendo o produto e reduzindo os ganhos do produtor”, frisou Jaime Verruck, titular da Semadesc.
Ao contrário do lado brasileiro, no lado vizinho do rio, o governo paraguaio deu inicio no serviço de dragagem dos pontos críticos. O trabalho, iniciado na semana passada, foi comunicado pelo MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai à Semadesc.
O trecho que passa por dragagem é o que separa o Paraguai da Argentina, em área conhecida como Vuelta Quese, no quilômetro 60 do rio. A previsão é que somente neste ponto o trabalho, executado e custeado pelos paraguaios , deve durar duas semanas.
Estimativa
A movimentação de cargas pela hidrovia do Rio Paraguai, a partir dos portos de Mato Grosso do Sul: Corumbá, Ladário e Porto Murtinho, superou 4,2 milhões de toneladas no ano passado. O crescimento do transporte hidroviário foi de 36,94% de janeiro a outubro de 2022 em relação ao mesmo período de 2021, conforme dados do último levantamento da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
Entre os produtos transportados o maior volume ficou com o minério de ferro, que totalizou 3,9 milhões de toneladas no período, seguido pela soja, que atingiu a marca de 300 mil toneladas, e pelo açúcar com 20 mil toneladas. Aparece na lista também o ferro e o aço, que somaram 10 mil toneladas transportadas.
O corpo do promotor de vendas Luiz Carlos Costa, 47, foi encontrado na tarde desta terça-feira (3/1) nas águas do Rio Botas, em Ribas do Rio Pardo. Ele estava desaparecido há três dias, após se afogar.
Homem morreu após salvar criança e se afogar – Crédito: Divulgação
Militares do Corpo de Bombeiros realizaram as buscas e corpo distante 1,4 mil metros de onde ocorreu o afogamento.
A perícia foi acionada e está a caminho do local.
A vítima se afogou quando participava com outras pessoas da mesma igreja de uma confraternização em uma chácara, no dia 31 de dezembro.
Logo após o almoço, o grupo foi até a beira do rio. Segundo a família, Luiz ficou na parte rasa junto de outras crianças porque não sabe nadar.
Houve grito de socorro de um menor que estava se afogando, o homem entrou na água e conseguiu salvar a criança, jogando-a em direção ao pai, mas ele acabou ficando nas águas.
Florizete Moraes Vieira desapareceu no início da noite dessa quarta-feira (23) e foi encontrado a 5 metros de profundidade
O Corpo de Bombeiros de Corumbá, a 420 km de Campo Grande, encontraram nesta quinta-feira (24) mais um corpo de pessoa desaparecida no rio Paraguai. Florizete Moraes Vieira, de 27 anos, é o terceiro resgatado somente nesta semana.
Em menos de uma semana, mergulhadores encontram 3º corpo no rio Paraguai — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Segundo os militares, o homem desapareceu no fim da noite de quarta-feira (23) e foi encontrado a 5 metros de profundidade, em frente ao porto formigueiro. A Polícia Civil e funerária foram acionadas e o acidente segue em investigação.
Terceiro caso Esse é o terceiro caso de morte por afogamento nesta semana. Na segunda-feira (21), foi encontrado o corpo do assessor parlamentar Reinaldo Vilalva, que estava desaparecido no Rio Paraguai desde o acidente com embarcação, no fim de semana.
Reinaldo estava no barco na companhia do vereador Elinho Junior e do subsecretário de governo, José Roberto do Nascimento Filho, que morreu afogado. De acordo com os bombeiros, o barco teve uma pane mecânica e, devido a um movimento brusco, os três ocupantes caíram na água.
O ator e humorista estava internado na capital carioca e lutava contra um câncer
O ator e humorista Roberto Guilherme, que ficou conhecido por interpretar o Sargento Pincel em Os Trapalhões, morreu nesta quinta-feira, 10, no Rio de Janeiro, aos 84 anos. O artista estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, e tratava um câncer. A informação foi confirmada pelos familiares e por Lilian Aragão, esposa do ator Renato Aragão.
Apesar do extenso currículo como ator, Roberto ficou conhecido na TV como o irreverente Sargento Pincel, papel que interpretou por mais de 30 anos. Ele contracenava com o ‘Soldado 49’, personagem de Renato Aragão, em Os Trapalhões, na TV Globo.
Roberto Guilherme Foto: Estevam Avellar/Globo
Em uma esquete humorística, Roberto teve seus cabelos raspados e passou a assumir a careca e o bigode como marcas registradas. A identificação com o personagem era tanta, que até dentro de casa sua família o chamava pelo apelido de “Pinça”, segundo contou em entrevista.
O último trabalho foi na série de comédia Dra. Darci (2018), da Multishow, estrelada por Tom Cavalcante e Fabiana Karla. Roberto Guilherme interpretou General Armando, avô e sogro de Darci, interpretada por Tom Cavalcante.
Trajetória Batizado como Edward Guilherme Nunes da Silva, Roberto Guilherme adotou o novo nome em homenagem a Roberto Carlos. O ator nasceu em Ladário, Corumbá (MT), em 25 de agosto de 1938. Ele morou em Natal (RN), e aos 8 anos se mudou para o Rio de Janeiro. Aos 11 anos, trabalhou em uma tamancaria, e aos 14, começou a jogar futebol profissionalmente como ponta-esquerda no Vasco da Gama.
Aos 18, Roberto Guilherme se alistou ao Exército e se tornou paraquedista, mas não abandonou o futebol. Ele até chegou a disputar partidas pela Seleção Brasileira Militar de Futebol ao lado de Pelé.
Sua história com o teatro também começou no Exército. Roberto escreveu uma peça, encenada no Olaria Atlético Clube, no Rio, e precisou entrar em cena quando um dos atores faltou. Sua atuação chamou a atenção de um produtor, que o convidou para trabalhar na TV.
O ator conheceu Renato Aragão, que eternizou o personagem Didi, e os dois passaram a contracenar no humorístico ‘Um Dois, Feijão Com Arroz’ (1965), que ainda tinha no elenco Dedé Santana, Dary Reis e Átila Iório. Depois, Roberto começou a fazer parte do elenco fixo de ‘Os Trapalhões’.
Roberto Guilherme foi para a TV Record, onde viveu o ‘sargento Pincel’ pela primeira vez, no programa ‘Quartel do Barulho’, em 1966. Mais tarde, na TV Tupi, ele teve a chance de participar de diversos programas, se consolidando como um grande nome do humor televisivo.
Nos anos 80, o ator participou de um teste para ser o palhaço Bozo, no SBT, mas perdeu a vaga para Wandeko Pipoca. Em 1981, ele foi para a TV Globo, e participou do ‘Viva o Gordo’ e ‘Balança Mas Não Cai’. Com o retorno dos ‘Trapalhões’ para a TV, Roberto Guilherme pôde eternizar o sargento na memória dos espectadores.
Um motorista acabou afundando o veículo no início da noite de quarta-feira (7/9) em Corumbá. Ele manobrava a caminhonete e acabou parando dentro do rio Paraguai.
Homem acabou caindo com o veículo no rio Paraguai – Crédito: Diário Corumbaense
O caso aconteceu na região da Apa Baía Negra, área de preservação ambiental, mais conhecida como Codrasa, em Ladário. O condutor, que estava sozinho dentro do veículo, na hora do incidente, estava com mais pessoas em uma pousada.
De acordo com o Diário Corumbaense, ele tentava fazer a retirada de uma embarcação do rio, utilizando uma carretinha, quando perdeu o controle de direção e entrou na água, devido à área ser íngreme.
A caminhonete foi arrastada cerca de cinco metros de profundidade.
Corpo de onça morta com tiro na cabeça é encontrado boiando no Rio Paraguai
De acordo com o médico veterinário do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) essa é a segunda onça encontrada morta em três semanas. Polícia Militar Ambiental investiga o caso.
A Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) acompanham o caso e investigam a causa da morte. — Foto: Redes sociais
Uma onça-pintada foi encontrada morta nesta segunda-feira (4), boiando às margens do Rio Paraguai, em Ladário, a 421 km de Campo Grande. A fêmea adulta estava já estava em estado de decomposição há dias e apresentava escoriações.
A Polícia Militar Ambiental (PMA) que preliminarmente, identificou um buraco na cabeça da fêmea, que pode ter sido provocado por arma de fogo, indicando caça ilegal.
O capitão Kelvin Augusto Rodrigues Valente, comandante da PMA na região, explica que apenas uma perícia poderá confirmar se a morte decorreu de tiro, mas de qualquer forma havia uma perfuração no crânio. “Estamos aguardando perícia para afirmar a causa da morte”, disse, enfatizando que a morte, pela análise preliminar, teria ocorrido há uma semana.
Nas redes sociais o médico veterinário Diego Viana lamentou o ocorrido. “Nós estamos monitorando essas onças próximas ao perímetro urbano de Corumbá, mas em três semanas nós temos duas onças, uma morta por atropelamento e essa morta ainda por uma causa não identificada, apesar de apresentar algumas escoriações”, informou Diego Viana, médico veterinário do IHP.