Roberto Guilherme, o Sargento Pincel, morre aos 84 anos no Rio

O ator e humorista estava internado na capital carioca e lutava contra um câncer

O ator e humorista Roberto Guilherme, que ficou conhecido por interpretar o Sargento Pincel em Os Trapalhões, morreu nesta quinta-feira, 10, no Rio de Janeiro, aos 84 anos. O artista estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, e tratava um câncer. A informação foi confirmada pelos familiares e por Lilian Aragão, esposa do ator Renato Aragão.

Apesar do extenso currículo como ator, Roberto ficou conhecido na TV como o irreverente Sargento Pincel, papel que interpretou por mais de 30 anos. Ele contracenava com o ‘Soldado 49’, personagem de Renato Aragão, em Os Trapalhões, na TV Globo.

Roberto Guilherme Foto: Estevam Avellar/Globo

Em uma esquete humorística, Roberto teve seus cabelos raspados e passou a assumir a careca e o bigode como marcas registradas. A identificação com o personagem era tanta, que até dentro de casa sua família o chamava pelo apelido de “Pinça”, segundo contou em entrevista.

O último trabalho foi na série de comédia Dra. Darci (2018), da Multishow, estrelada por Tom Cavalcante e Fabiana Karla. Roberto Guilherme interpretou General Armando, avô e sogro de Darci, interpretada por Tom Cavalcante.

Trajetória
Batizado como Edward Guilherme Nunes da Silva, Roberto Guilherme adotou o novo nome em homenagem a Roberto Carlos. O ator nasceu em Ladário, Corumbá (MT), em 25 de agosto de 1938. Ele morou em Natal (RN), e aos 8 anos se mudou para o Rio de Janeiro. Aos 11 anos, trabalhou em uma tamancaria, e aos 14, começou a jogar futebol profissionalmente como ponta-esquerda no Vasco da Gama.

Aos 18, Roberto Guilherme se alistou ao Exército e se tornou paraquedista, mas não abandonou o futebol. Ele até chegou a disputar partidas pela Seleção Brasileira Militar de Futebol ao lado de Pelé.

Sua história com o teatro também começou no Exército. Roberto escreveu uma peça, encenada no Olaria Atlético Clube, no Rio, e precisou entrar em cena quando um dos atores faltou. Sua atuação chamou a atenção de um produtor, que o convidou para trabalhar na TV.

O ator conheceu Renato Aragão, que eternizou o personagem Didi, e os dois passaram a contracenar no humorístico ‘Um Dois, Feijão Com Arroz’ (1965), que ainda tinha no elenco Dedé Santana, Dary Reis e Átila Iório. Depois, Roberto começou a fazer parte do elenco fixo de ‘Os Trapalhões’.

Roberto Guilherme foi para a TV Record, onde viveu o ‘sargento Pincel’ pela primeira vez, no programa ‘Quartel do Barulho’, em 1966. Mais tarde, na TV Tupi, ele teve a chance de participar de diversos programas, se consolidando como um grande nome do humor televisivo.

Nos anos 80, o ator participou de um teste para ser o palhaço Bozo, no SBT, mas perdeu a vaga para Wandeko Pipoca. Em 1981, ele foi para a TV Globo, e participou do ‘Viva o Gordo’ e ‘Balança Mas Não Cai’. Com o retorno dos ‘Trapalhões’ para a TV, Roberto Guilherme pôde eternizar o sargento na memória dos espectadores.

Sargento é preso após apontar arma para pessoas em shopping, Exercito apura o caso

O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (18). O homem foi levado para a delegacia, mas logo foi liberado. Por se tratar de um militar do exército, a Polícia do Exército conduzirá a ocorrência

Um militar do Exército, de 23 anos, bêbado, foi detido e encaminhado para a delegacia após apontar uma arma para pessoas que estavam na praça de alimentação do Shopping Campo Grande em Campo Grande, na noite dessa quinta-feira (18).

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 21h20, o suspeito estava no local e, de repente, sacou a pistola calibre 380 que levava, e começou a apontar para outras pessoas presentes.

A ação do militar, gerou medo entre clientes e funcionários, que pediram ajuda para seguranças.

Policiais militares foram acionados e quando chegaram na praça, encontraram o militar, sargento do Exército, bastante alterado.

Uma abordagem foi realizada e o militar foi encaminhado para a sala de segurança, onde foi desarmado e algemado. Embriagado, o sargento não conseguia responder às perguntas feitas pelos policiais e foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.

O registro da arma foi entregue a polícia, mas como estava com problemas no RG, foi entendido que ele não estava com a “documentação regulamentar de porte de arma de fogo”, por isso, o caso foi tratado inicialmente como porte ilegal de arma.

Por se tratar de um militar do exército, a Polícia do Exército foi avisada e cuidará do caso. A equipe de reportagem encontrou em contato com o Comando Militar do Oeste (CMO) e foi informada que a arma do militar está registrada, como determinado por lei, mas que o documento de identidade dele estava “vencido”.

Recém-formado, o sargento deveria trocar a identidade militar provisória por uma definitiva, mas ainda não tinha feito isso. Depois que as irregularidades nos documentos foram esclarecidas, o delegado Willian Rodrigues de Oliveira Júnior entendeu que não havia crime e liberou o militar.

Contudo a arma foi apreendida. Além de 19 munições intactas e três carregadores que estavam com o militar.

Por nota, a assessoria do Shopping Campo Grande confirmou a situação e afirmou que está à disposição das autoridades competentes “para quaisquer esclarecimentos”.

Confira a nota enviada pelo exército na íntegra:

“A respeito da ocorrência policial envolvendo militar do Exército em um shopping da cidade de Campo Grande, o Comando Militar do Oeste informa que na noite da última quinta-feira, 18, um sargento foi abordado pela segurança do estabelecimento após ser visualizado com sua arma.

O militar foi conduzido pela Polícia Militar até a delegacia e, após todos os procedimentos, foi liberado. Serão conduzidos todos os trâmites para elucidar a postura do Sargento e apurar as responsabilidades.

Cabe destacar que a documentação referente ao armamento do militar estava regular e de acordo com a legislação vigente.

O Exército Brasileiro ressalta que não admite atos dessa natureza, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei e que firam os princípios e valores cultuados pela Força Terrestre.”