Paulo Corrêa articula criação de um “Plano Master de Drenagem” para Bonito

O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), segue articulando a implantação de mais obras de infraestrutura que contribuam com o desenvolvimento sustentável de Bonito, principal destino de ecoturismo do Brasil.

“Bonito é um município que precisa de especial atenção do poder público e nós, claro, estamos sempre à disposição para construir políticas públicas que garantam o desenvolvimento sem prejudicar o meio ambiente, sempre ouvindo a prefeitura, vereadores, produtores rurais e a população em geral, porque esse assunto é de responsabilidade de todos nós”, pontua.

Paulo Corrêa em reunião com o prefeito Josmail e o secretário de infraestrutura Hélio Peluffo

O deputado e o prefeito Josmail Rodrigues se reuniram, na última terça-feira (7), com o secretário se Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo, para discutir a implantação do minianel viário, construção de casas populares, pavimentação asfáltica e a elaboração de um “Plano Master de Drenagem” para garantir a qualidade das águas fluviais do município.

O projeto técnico, adianta Josmail, deve ser licitado já no próximo mês, em parceria com o Governo do Estado, e a execução contará com recursos captados em fontes de financiamento internacional voltados à conservação ambiental em territórios que possuam certificação em Carbono Neutro.

E a preocupação de Paulo Corrêa com a qualidade da água de Bonito não é de hoje. Ele lutou e conseguiu tirar do papel diversos avanços para a cidade, começando ainda em 1998, quando criou a “Lei das Águas Cristalinas”, que estabeleceu uma faixa de proteção de 150 metros de cada lado das margens dos rios de águas cristalinas da Serra da Bodoquena.

 

À espera de dragagem, 29 embarcações estão atracadas no Rio Paraguai em MS

Trecho do Rio Paraguai que banha o território sul-mato-grossense está em situação crítica para navegação. O nível baixo das águas e o assoreamento têm dificultado o tráfego de embarcações. Atualmente 29 embarcações estão paradas em pontos críticos do rio, número que pode se elevar a partir de fevereiro, com o início do escoamento da safra agrícola.

De acordo com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a situação tem atrapalhado o escoamento das exportações sul-mato-grossenses. Nos pontos críticos será necessária a realização de um trabalho de dragagem, mas as atividades esbarram em autorização do Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental em todo o Brasil.

Embarcação no Rio Paraguai, do lado sul-mato-grossense (Foto: Divulgação/Governo MS)

Estão previstas obras de dragagem em três pontos do lado do Rio Paraguai no Estado: o primeiro começa na confluência com o Rio Paraná até o quilômetro 387, o segundo do quilômetro 387 até o 704, e o terceiro segue do quilômetro 704 até a confluência com o Rio Apa, onde o rio passa a fazer divisa entre Brasil e Paraguai.

Nos três setores que aguardam autorização do Ibama, estima-se que serão extraídos entre 1,5 milhão a 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O trabalho deve durar um período de 36 meses para ser concretizado no lado brasileiro do rio.

“Toda vez que temos um ponto que interrompe a navegação, é preciso desconectar as barcaças, o rebocador passa com uma ou duas barcaças, para depois refazer a composição. Portanto, tempo e custo de viagem aumentam, encarecendo o produto e reduzindo os ganhos do produtor”, frisou Jaime Verruck, titular da Semadesc.

Ao contrário do lado brasileiro, no lado vizinho do rio, o governo paraguaio deu inicio no serviço de dragagem dos pontos críticos. O trabalho, iniciado na semana passada, foi comunicado pelo MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai à Semadesc.

O trecho que passa por dragagem é o que separa o Paraguai da Argentina, em área conhecida como Vuelta Quese, no quilômetro 60 do rio. A previsão é que somente neste ponto o trabalho, executado e custeado pelos paraguaios , deve durar duas semanas.

Estimativa

A movimentação de cargas pela hidrovia do Rio Paraguai, a partir dos portos de Mato Grosso do Sul: Corumbá, Ladário e Porto Murtinho, superou 4,2 milhões de toneladas no ano passado. O crescimento do transporte hidroviário foi de 36,94% de janeiro a outubro de 2022 em relação ao mesmo período de 2021, conforme dados do último levantamento da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Entre os produtos transportados o maior volume ficou com o minério de ferro, que totalizou 3,9 milhões de toneladas no período, seguido pela soja, que atingiu a marca de 300 mil toneladas, e pelo açúcar com 20 mil toneladas. Aparece na lista também o ferro e o aço, que somaram 10 mil toneladas transportadas.