Nessa quarta-feira (28), por volta das 16h30, policiais Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) deram cumprimento a Mandado de Prisão Preventiva em desfavor do empresário Geraldo Fernando Soares da Silva de 39 anos, em Sorriso (MT).
Policiais conduzem Geraldo Fernando, preso ontem em Sorriso, em MT (Foto: Divulgação)
Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um domiciliar e dois em estabelecimentos comerciais, na mesma cidade.
Os mandados foram cumpridos pelas equipes da Defron e da Delegacia de Polícia de Sorriso (MT) na atual casa e nos estabelecimentos comerciais do empresário, sendo arrecadados aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e um veículo BMW X1.
10 toneladas
As investigações iniciaram-se no mês de outubro de 2022, por ocasião da apreensão de quase 10 toneladas de maconha em uma propriedade rural.
Geraldo é apontado como sócio do policial militar da reserva Azan Alves Martins, 56, dono do sítio onde a droga foi apreendida. Na propriedade, localizada na margem da BR-376, no distrito de Indápolis, havia um contêiner usado para armazenar maconha.
O dono dos fardos de maconha havia se mudado de Dourados para cidade de Mato Grosso após apreensão – (Crédito: Dourados News)
Com a prisão do sócio, segundo os investigadores, Geraldo se mudou de Dourados para o interior de Mato Grosso, onde abriu um mercadinho e um açougue.
Ontem, policiais de Dourados foram até Sorriso para cumprir os mandados de prisão preventiva de Geraldo e de busca e apreensão na casa dele e nos dois estabelecimentos comerciais. As ordens foram expedidas pela Justiça de Mato Grosso do Sul.
Nos endereços, os policiais apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos, documentos de interesse para as investigações e um SUV BMW X1. Geraldo não estava presente nos locais, mas foi localizado horas depois em lava-rápido no bairro Laguna, em Sorriso.
O empresário foi levado para a delegacia da cidade, interrogado e indiciado por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele deve passar por audiência de custódia ainda hoje.
José Prado de Lima, 62, morreu após acidente de trânsito registrado na noite de domingo (19/2) em Pedra Preta, no Mato Grosso. O caminhão que ele conduzia saiu da pista e caiu de uma ponte. A vítima morava em Costa Rica, região Norte do Estado.
Motorista de MS morreu em acidente de trânsito no Mato Grosso – Crédito: MS Todo Dia
De acordo com o MS Todo Dia, chovia bastante no momento do acidente. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas a vítima já estava se vida.
A ponte fica 1 km após a cidade de Pedra Preta. Com o impacto a carroceria esmagou a cabine que encheu rapidamente de água e o motorista ficou preso às ferragens.
O Corpo de Bombeiros de Rondonópolis esteve no local e mas como não havia iluminação e a correnteza estava muito forte, após muitas tentativas, eles não conseguiram ter acesso a vítima, por isso o resgate voltou na manhã desta segunda-feira (20) e retiram o corpo de entre ás ferragens e com apoio de guinchos foi possível retirar a carreta do riacho.
O motorista ia pegar um carregamento de gados em um município de Mato Grosso para descarregar em um frigorífico no estado de São Paulo, ele seguia sentido Alto Garças/ Pedra Preta, quando perdeu o controle.
Relicitação vai ocorrer após atual concessionária da rodovia, CCR MSVia pedir a rescisão do contrato, em 2019, alegando prejuízos com a operação
Atendendo um pedido de Mato Grosso do Sul, o Governo Federal está mais próximo de relicitar a rodovia BR-163, que corta o Estado de Norte a Sul. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) realizará uma audiência pública para colher sugestões e contribuições para a concessão de 379,6 quilômetros da rodovia BR-163, a partir do entroncamento com a BR-262, em Campo Grande, até a divisa com o Estado de Mato Grosso, no fim da ponte Rio Correntes. A sessão pública vai ser realizada presencialmente e por videoconferência (formato híbrido) no dia 22 de março.
Trecho da BR-163 em Mato Grosso do Sul, administrao pela CCR MSVia — Foto: CCR MSVia/Rachid Waqued
O trecho foi denominado de Rota do Pantanal. Estão previstas melhorias como a duplicação de 67 quilômetros, 84 quilômetros de faixas adicionais, 2,5 quilômetros de vias marginais, implantação de travessias urbanas e diversos dispositivos de segurança, passagens de fauna, pontos de ônibus e passarelas.
Desde 2014 toda a extensão da BR-163 em Mato Grosso do Sul, 847,2 quilômetros, estão sob a concessão da CCR MSVia, mas, em 2019 a empresa pediu a ANTT a rescisão amigável do contrato, solicitando a devolução do trecho, com a alegação de prejuízo com a operação.
A relicitação da BR-163 em MS foi qualificada em uma resolução do Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos em 2020 e desde 2021 o processo está sendo submetido à análise de viabilidade.
Em setembro de 2022 o prazo para a relicitação foi prorrogado e foi assinado um aditivo para que a CCR MS Via continuasse a administrar a rodovia por mais 24 meses.
Com objetivo de garantir a continuidade dos serviços operacionais e manutenção da segurança aos usuários, bem como proporcionar ampliação de capacidade e melhorias no trecho rodoviário, a ANTT passou analisar o trecho na sua extensão total de 847,2 km.
Durante a realização dos estudos de viabilidade e reuniões técnicas com a equipe do Ministério da Infraestrutura, atual Ministério dos Transportes, se identificou a necessidade de dividir o lote inicialmente composto pelas rodovias BR-163 e BR-267, com objetivo de viabilizar a concessão.
Além disso, buscando ampliar a capacidade do sistema rodoviário com segurança e proporcionando melhor trafegabilidade ao usuário do trecho, o projeto prevê passagens de fauna, pontos de ônibus e melhorias como acessos, passarelas e a duplicação do trecho.
A tarifa básica de pedágio de pista simples está dimensionada no valor inicial de R$ 14,20 a cada 100 quilômetros aproximadamente.
Serviço A sessão híbrida (virtual e presencial) da audiência será realizada no dia 22 de março de 2023, em Brasília, com transmissão ao vivo no Canal ANTT no Youtube. O evento começa às 10h e deve se prolongar até 18h (horário DF).
O período para conhecimento do projeto e o envio de contribuições escritas pelos usuários começa no dia 27 de fevereiro e vai até as 18h do dia 13 de abril.
A interligação dos pantanais da Nhecolândia, Paiaguás, Abobral e Nabileque por estradas acessíveis o ano todo, nos municípios de Porto Murtinho, Miranda, Corumbá, Aquidauana, Rio Verde e Coxim, está mudando a realidade de uma região isolada secularmente. O Governo de Mato Grosso do Sul promove uma verdadeira revolução em logística, beneficiando a pecuária e o turismo, com implantação de 1,5 mil km de estradas, ao custo de R$ 930 milhões.
A meta do governo é interligar os pantanais ao Porto Jofre, em Poconé (MT), na divisa com Mato Grosso do Sul, pela MS-214, que sai de Coxim Foto Chico Ribeiro
Com recursos 100% do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS), projetos já executados desde 2017 e em andamento ou em fase de licitação traduzem um novo momento para o Pantanal, que neste governo está recebendo também cobertura energética por meio de geração solar. Acesso e energia elétrica eram gargalos que o pantaneiro enfrentava, incrédulo com promessas não cumpridas por outros governos.
“Estamos promovendo o desenvolvimento, o acesso facilitará não só a evolução pecuária e o fomento ao turismo, vai melhorar a vida dos ribeirinhos e também a possibilidade de chegar a infraestrutura mais rápida para apagar os incêndios florestais”, pontua o governador Reinaldo Azambuja. “A saída do boi e a chegada do insumo sem entraves vai transformar a pecuária, ampliará a capacidade de investimentos na produção, assim como no turismo.”
A implantação das estradas é feita com aterros elevados a até três metros de altura, em alguns trechos, e toda a malha será cascalhada com material in natura, segundo técnicos do Departamento de Suporte de Manutenção Viária, da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), executora das obras. Respeitando as vazões hidrológicas sazonais do Pantanal, as vias contam com sistema de drenagem (pontes e galerias).
MS-228 e 423-Fto-Chico Ribeiro
Valor da terra triplicou A mudança na produção bovina – 90% no sistema de cria -, já começou com a implantação da malha viária na planície pantaneira. Muitas fazendas estão introduzindo a engorda, o que era inviável sem o acesso, vencido pelas longas jornadas das comitivas. “A facilidade do escoamento da produção vai gerar a melhoria genética do rebanho e o Pantanal se tornará em breve um novo celeiro de engorda”, aposta o produtor Luciano Aguilar Leite, de Corumbá.
Na região da Nhecolândia, onde se concentra grande parte dos investimentos rodoviários do Estado, a Fazenda Santa Alayde, de oito mil hectares, produz gado de corte em grande escala. Localizada em Corumbá, mas distante 100 km de Rio Verde de Mato Grosso, a propriedade abate seis mil bois por ano. Sem estrada, porém, o caminhão boiadeiro levava um dia para chegar à Serra da Alegria, próxima à BR-163. Hoje, são apenas quatro horas de viagem.
“O acesso proporcionou ao pantaneiro benefícios incalculáveis”, afirma o pecuarista Olímpio Stehler Neto, 34, gerente da fazenda. “Eu achava que nem meus netos iriam ver essa maravilha (estradas). Estamos aqui há 20 anos e sempre ouvimos promessas, mas agora o governador Reinaldo Azambuja está cumprindo o que prometeu e revoluciona o Pantanal com essas benfeitorias, além de trazer a energia elétrica e dar incentivo fiscal”, completa.
MS-228 e 423-Fto-Chico Ribeiro
Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá – maior município do bioma, com 70% de sua porção no Estado -, Gílson de Barros, o pantaneiro ainda não tem noção do que representa os investimentos do governo na infraestrutura da região. “Vai reduzir drasticamente o frete absurdo, um dos mais caros do Brasil, e triplicou o valor da terra”, cita. “Temos uma gratidão eterna ao governador, ele fez o que os outros não fizeram em 45 anos do Estado.”
Pecuarista Olímpio Stehler Neto – MS-228 e 423-Fto-Chico Ribeiro
Nhecolândia-Paiaguás As estradas pantaneiras eram precárias, sem infraestrutura, e o acúmulo de areia e trechos alagados dificultavam o acesso. O ousado programa de integração viária do Pantanal começou há cinco anos, com a implantação em revestimento primário das MS-423 (Serra da Alegria-Conceição) e MS-228 (BR-419-Conceição), numa extensão de 98,8 km, entre Rio Negro, Aquidauana, Rio Verde e Corumbá, em direção à planície da Nhecolândia.
Em 2018, é implantado o acesso ao Corichão (19 km, a partir da MS-228), e em 2020, foram abertos 40 km da MS-228 (Curva do Leque-Fazenda Alegria). Em outro extremo (Corumbá-Porto Murtinho), o prolongamento da MS-243 (29 km) e da MS-195 (25 km, em direção ao Naitaca) garantiu acesso ao centro criatório do Nabileque. Na mesma região, está em obras a ligação (11 km) de Porto Esperança com a BR-262, e em licitação o acesso (60 km) ao Forte Coimbra, pela BR-454.
O maior volume de obras concentra-se entre a Nhecolândia e o Paiaguás, em várias frentes. Na MS-228, foram concluídos mais 50 km da estrada (fazenda Pica-Pau) e outro trecho (Campo Alto-Campinas), de 50 km, está com 20% do aterro finalizado. A ligação da MS-228 se dará entre as fazendas Campinas e Alegria, cujo aterro de 50 km foi concluído. Em licitação 45 km ao Porto Rolon, pela MS-228, e, mais ao Norte, foram implantados 22 km da MS-214 e 59 km estão com 70% rematados.
A meta do governo é interligar os pantanais ao Porto Jofre, em Poconé (MT), na divisa com Mato Grosso do Sul, pela MS-214, que sai de Coxim. São cinco trechos e um segundo, de 35 km, está em processo de licitação. A ligação da MS-228 com a MS-214 (a sonhada integração Nhecolândia-Paiaguás) é uma realidade: foram concluídos 54,3 km da Estrada do Taquari, chegando à ponte sobre o rio do mesmo nome, e 45 km estão em obras, com aterro finalizado.