Laudo aponta colapso cardíaco para causa da morte criança de 2 anos

Mãe da vítima, de 14 anos, apresentou três versões diferentes para explicar o caso; polícia segue investigando

O laudo da necropsia revelou que a criança de 2 anos que morreu em casa, na noite de domingo (2), em Aquidauana (MS) – a 134 quilômetros de Campo Grande – foi vítima de colapso cardíaco, ou seja, a causa da morte foi considerada natural. Segundo o registro policial, a criança chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no hospital da cidade.

Caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana. — Foto: Divulgação

A Polícia Civil informou que segue ouvindo pessoas ligadas a vítima e também militares do Corpo de Bombeiros que prestaram atendimento ao menino. Os depoimentos vão ajudar a polícia a entender o que aconteceu, principalmente após a mãe perceber que havia algo de errado com a criança.

Conforme o delegado responsável pelo caso, Luis Fernando Domingos Mesquita, a mãe da vítima, de 14 anos, apresentou três versões diferentes para explicar o caso.

“Informações narradas no boletim de ocorrência informaram que a genitora havia entregado a criança para a tia paterna, por volta das 17h. A tia devolveu a criança por volta das 3h, teria dito que não poderia ficar com a criança até o começo da manhã. A genitora percebeu que a criança estava gelada, procurou o irmão. Acionaram o Corpo de Bombeiros de Aquidauana, que encaminhou a criança ao Hospital Regional, onde a morte foi constatada”.

Ao longo das investigações, a mãe do menino acabou mudando a versão do ocorrido. “Ela informou que permaneceu com a criança o dia todo e durante a noite. Na madrugada, ao verificar a criança, viu que ela estava gelada e rígida. Dessa forma, acionou a CB e encaminhou a criança para o pronto-socorro de Aquidauana”, contou Mesquita.

Durante o atendimento médico, a equipe realizou massagens de reanimação, mas o menino não resistiu. O caso continua em investigação para tentar elucidar a dinâmica dos fatos.

Laudo aponta que menina de 10 anos foi estuprada e espancada até a morte em Campo Grande

Conforme o documento expedido pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), teve traumatismo craniano. O suspeito, Maykon Araújo Pereira, foi preso após confessar o crime

Laudo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) aponta que Isadora Araújo Martins, de 10 anos, foi estuprada e espancada até a morte. O documento divulgado, nesta segunda-feira (06), diz que a menina foi vítima de traumatismo craniano. O suspeito da violência sexual e morte, Maykon Araújo Pereira, foi preso após confessar o crime.

Criança completaria 11 anos. — Foto: Reprodução

O documento encaminhado à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) comprova a hipótese levantada pelas investigações que menina foi brutalmente agredida e violentada pelo suspeito.

De acordo com a Polícia Civil, Isadora Araújo Martins estava sozinha em casa com os dois irmãos menores de idade quando o suspeito chegou. Um vizinho da família contou à polícia que ouviu o homem chamando pela mãe da menina.

A mãe da menina, Inezita Ramos de Oliveira Araújo, de 39 anos, foi presa por abandono de incapaz e teve a prisão preventiva decretada.

O caso
Em depoimento à polícia, Maycon disse que foi até a residência para realizar um programa sexual com Inezita. De acordo com as investigações policiais, o homem entrou pelos fundos do imóvel e abordou Isadora na cozinha.

A criança foi encontrada pela mãe caída na cozinha, com ferimentos no rosto e inconsciente. As outras duas crianças estavam em um quarto da residência. O Corpo de Bombeiros foi acionado e os socorristas tentaram reanimar a Isadora durante uma hora, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a polícia, a mãe das crianças estava visivelmente sob o efeito de álcool e foi presa em flagrante pelo crime de abandono de incapaz. As outras crianças foram acolhidas pelo Conselho Tutelar.

Prisões
Inezita foi presa em flagrante por abandono de incapaz e teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira. Maycon foi preso em 12 de dezembro. Em depoimento, ele confessou praticar os crimes contra Isadora.

Laudo aponta violência sexual em Sophia

Sophia de Jesus Ocampo morreu após sofrer trauma na coluna decorrente de agressões do padrasto

Foi concluído nesta sexta-feira (3), o laudo de necropsia do corpo da menina Sophia Jesus Ocampo, que morreu aos 2 anos, em Campo Grande. O documento, emitido pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), apontou que a causa da morte foi por traumatismo na coluna cervical e confirmou o estupro.

Sophia, de 2 anos, foi morta após constantes agressões do padrasto – (Foto: Arquivo Pessoal)

Stephanie de Jesus Da Silva e Christian Campoçano Leitheim, mãe e padrasto da menina, estão presos preventivamente pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O inquérito policial será encaminhado para o Poder Judiciário nesta sexta-feira (3).

Conforme a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), o laudo atesta que a menina sofreu “traumatismo raquimedular em coluna cervical e violência sexual não recente”. Sophia chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, no dia 26 de janeiro.

Ao ser informada sobre o óbito, a mãe não teria esboçado surpresa ou remorso, segundo descreve o registro policial. A Polícia Civil afirma que as investigações apontam que o padrasto teria orientado a genitora a dizer que a criança “caiu do playground [parquinho]”.

Investigadores do Grupo de Operações e Investigações (GOI) foram acionados até a UPA. A princípio, a mãe negou que agredia a menina. Relatou que trabalhava durante o dia e que a filha ficava sob cuidados do padrasto. Então, apontou que o homem batia na menina com tapas e socos, para “corrigi-la” e afirmou, inclusive, que participava das agressões.

O casal foi preso em flagrante e atuado por homicídio qualificado e estupro de vulnerável. Chama atenção o fato de que a criança tinha passado por vários atendimentos na UPA, mais de 30 vezes, segundo os registros. Inclusive, numa delas, estava com a tíbia quebrada.