Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (14), em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Minas Gerais.
O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) deflagrou na manhã desta terça-feira (14), a Operação Alumidas, para combater um esquema criminoso de fraude tributária estruturada, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica que desviou aproximadamente R$ 200 milhões do Fisco em MS.
Dracco deflagrou na manhã desta terça-feira (14), a Operação Alumidas,
No país, a Receita Federal do Brasil estima que a fraude tributária pode ter gerado prejuízo superior a R$ 500 milhões aos cofres públicos.
Ao todo, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (14), em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Minas Gerais.
As investigações apontaram que as empresas investigadas faziam pagamentos e recebimentos envolvendo empresas laranjas, com o intuito de serem responsabilizadas por eventuais autuações fiscais, dificultando a identificação dos reais beneficiários pelas fraudes.
Operação foi deflagrada em MS e mais quatro estados. — Foto: Reprodução
Envolvidos na operação de hoje, chegaram a ser investigados em outras operações, como a Blindagem Metálica, ocorrida em setembro de 2021. Assim como autuados em outras oportunidades.
A ação é realizada em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda de MS (Sefaz), Ministério Público do Mato Grosso do Sul, Policia Civil de São Paulo e Receita Federal do Brasil.
Nova fase da operação ‘Dark Money’ investiga suposto desvio em Maracaju; mais de 100 policiais participam da ação.
Equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), cumprem 22 mandados de busca e apreensão e suspende funções de vereadores de Maracaju (MS), envolvidos em um suposto esquema de corrupção da prefeitura do município, entre os anos de 2019 e 2020, na manhã desta quarta-feira (7).
As investigações iniciadas em 2021 apuram o desvio de mais de R$ 23 milhões através de um esquema criminoso que utilizava contas clandestinas, abertas em nome da prefeitura, sem conhecimento dos órgãos de controle.
Nova fase da operação Dark Money foi deflagrada nesta quarta-feira em Maracaju — Foto: Polícia Civil
Na terceira fase da Operação Dark Money, nomeada como “Mensalinho”, foi deferida a suspensão do mandato de 8 dos 11 vereadores investigados, que ainda estão em exercício no município de Maracaju.
Além disso, também foram determinadas medidas de sequestro e indisponibilidade dos bens dos investigados.
Os valores recebidos por cada vereador variavam, até mesmo de acordo com a influência e participação de cada um na gestão. Em apenas um ano, os pagamentos identificados aos vereadores chegam a R$1.374.000,00.
A ação conta com mais de 100 policiais civis e é deflagrada em data próxima do Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado na sexta-feira (9).
Propinas As propinas eram pagas por ordem do, então, prefeito, Maurilio Ferreira Azambuja – preso na primeira fase da operação, em 2021 – com a anuência de outros servidores e integrantes da gestão municipal, e tinham como objetivo afrouxar a fiscalização das contas da prefeitura pela Câmara, além de aprovar projetos, leis que eram de interesse da Prefeitura.
Ainda segundo a Polícia Civil, a intenção do pagamento de propina aos vereadores tinha por objetivo impedir o funcionamento adequado da fiscalização por parte das autoridades, permitindo o desvio de verbas e se aproveitando da função dos parlamentares.
O esquema se assemelha ao conhecido caso “Mensalão”, que era operado em nível federal em tempos passados. No âmbito municipal, durante o período investigado, foi identificado que 11, dos 13 vereadores que integravam a Câmara Municipal, na época, teriam recebido pagamentos indevidos.
De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, do Dracco, os pagamentos eram feitos ora por meio de cheques, recebidos diretamente pelos parlamentares, ou por “laranjas” indicados por eles, ou mesmo em espécie, estratégia que era utilizada para dificultar a fiscalização e o rastro do dinheiro.
Procurado pela reportagem, o prefeito do município de Maracaju, José Marcos Calderan, disse estar acompanhando a operação.
“Estou em Bonito, no encontro de prefeitos, promovido pela Assomasul. Estou acompanhando por meio das notícias, mas sei que é continuação da operação do ano passado. Minha preocupação agora é com a votação do orçamento do ano que vem, que está previsto para a semana que vem, mas o jeito é aguardar. Os suplentes devem ser nomeados”.
Um adolescente, de 17 anos, foi apreendido, nessa terça-feira (22), suspeito de matar o idoso Luiz Venitte Reina durante um roubo e jogar o corpo da vítima em um rio, em Itaquiraí (MS), a 405 km de Campo Grande. O crime ocorreu em agosto de 2022, o jovem chegou a ser apreendido no mesmo período, mas foi solto por decisão judicial, segundo a Polícia Civil.
O jovem foi apreendido em Campo Grande pela equipe do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). O suspeito foi encaminhado para uma Unidade Educacional de Internação (Unei) da capital, onde vai responder por ato infracional análogo ao crime de latrocínio.
Vítima foi morta com dois tiros. — Foto: Reprodução/RedesSociais
A polícia suspeita da participação de quatro jovens na ação. De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos demonstraram bastante frieza e crueldade na forma de execução, assim como não demonstraram arrependimento, confessando que a ação foi premeditada.
A delegada da Dracco, Ana Cláudia Medina disse que outros dois envolvidos, também menores de idade, estão apreendidos em Itaquiraí. “Existe a participação de um quarto que ainda está em tramitação”, completa.
O CASO
No início de agosto de 2022, a Polícia Civil foi informada do desaparecimento de Luiz Venitte Reina, de 68 anos. O homem morava no assentamento Santa Rosa, em Itaquiraí. Com o início das investigações, a polícia passou a ter como principal suspeita o crime de latrocínio, pois receberam informações que um grupo de adolescentes passou pela casa da vítima e bens haviam desaparecido.
Após buscas pela cidade, as autoridades encontraram dois adolescentes, de 16 e 17 anos, que confessaram que haviam roubado uma caminhonete, uma moto e uma arma da vítima, além de atirarem contra ela. Outros pertences de Luiz também foram localizados com os suspeitos.
A polícia também chegou à conclusão de que os jovens teriam ocultado o corpo da vítima, jogando-o em um rio da cidade. Em 16 de agosto, o corpo de Luiz foi encontrado no Rio Amambai, localizado na cidade em que ele morava.
Caminhonete da vítima apreendida com um dos envolvidos. — Foto: Reprodução/RedesSociais
Outros adolescentes também foram apontados como atuantes no ato infracional. Um deles, com então 16 anos, havia ficado com a caminhonete da vítima e viajado para Campo Grande, levando uma menina de 11 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso, de acordo com a polícia.
O jovem foi encontrado dentro da caminhonete, que estava estacionada em frente à casa de um parente dele. Ele estava junto à menina e portava a arma roubada da vítima. Segundo a Polícia Civil, a criança foi deixada sob custódia do Conselho Tutelar para que fosse reintegrada à família, que já realizava buscas por ela.
O adolescente foi apreendido, porém devido a uma decisão judicial foi solto. Nessa terça-feira (22), ele foi apreendido novamente.
As investigações concluíram que a ação foi premeditada. Um dos envolvidos era enteado da vítima e tinha informações sobre os pertences dela, assim como da rotina da casa. O grupo pegou uma arma de fogo e foram até a residência de Luiz.
No local, praticaram o ato infracional análogo a roubo e ainda dispararam contra a vítima, atingindo-a no peito e na nuca. Na sequência, levaram o corpo da vítima na carroceria da caminhonete até o Rio Amambai, onde abandonaram o cadáver, aponta a polícia.
Policiais do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apreenderam quase meia tonelada de cocaína no último final de semana. A ação, realizada na capital, faz parte da Operação Hórus do Ministério da Justiça, que visa coibir crimes como tráfico de drogas, armas e contrabando.
Quase meia tonelada de cocaína foi apreendida nesse final de semana – Foto: Polícia Civil
A apreensão foi realizada na região do bairro Universitário na capital após a equipe do Dracco abordar um caminhão que havia sido carregado com colchões no mesmo endereço onde foi encontrado. Além do motorista, mais duas pessoas estavam no local, incluindo um menor de idade com 14 anos.
O que chamou a atenção dos policiais foi que, dentro do imóvel que não tinha identificação, haviam placas de isopor em formato de colchão, espumas, tecidos e máquinas de costura, indicando que os colchões eram também fabricados no ambiente, fato que não havia sido mencionado pelos envolvidos no interrogatório.
Após a suspeita, ao examinarem o interior dos colchões que estavam no caminhão, os policiais civis encontraram 381 tabletes de cocaína que totalizaram em 412,50 kg da droga. A quantidade da cocaína foi avaliada em aproximadamente R$ 40 milhões.
O veículo e os colchões foram apreendidos e encaminhados para a sede do Dracco. Foi dada voz de prisão ao responsável pelo local por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores (ECA) e posse irregular de arma de fogo, acessórios e munições.
Duas pessoas prestaram depoimentos na manhã desta segunda-feira (19) na sede do Dracco (Departamento de Repressão à Corrução e ao Crime Organizado), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, acerca do inquérito policial que investiga as denúncias de supostas fraudes nas contratações do Proinc, o Programa de Inclusão Profissional da prefeitura de Campo Grande.
Inquérito apura se houve fraudes no programa que deveria beneficiar ‘só’ desempregados e carentes
De acordo com as informações iniciais, ao menos dois servidores da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), pertencentes à prefeitura da Capital, estiveram presentes na delegacia para serem ouvidos.
Um dos ouvidos conversou rapidamente com a imprensa e, com um semblante de tranquilidade, relatou que respondeu muitas perguntas feitas pelos investigadores, mas não detalhou qual foi o assunto tratado.
Quando questionado, disse que trabalha na Agência há seis meses e que não atua na campanha de Marquinhos Trad.
A outra pessoa envolvida na investigação não quis conversar com a imprensa.
O certo seria que o plano municipal beneficiasse famílias carentes, com baixa renda e integrantes desempregados. Contudo, conforme acusações, o Proinc teria favorecido microempresários e até donos de clínica de fisioterapia.
Há a suspeita de que o programa seria um meio de políticos empregarem seus partidários, apoiadores em campanhas políticas. Em torno de 2,5 mil são favorecidas com o projeto em questão, criado 12 anos atrás.
À tarde, uma blogueira, que recebeu dinheiro do Proinc, prestará depoimento. O projeto social da prefeitura oferta, além de emprego às pessoas com baixa qualificação profissional, um salário mínimo, cesta básica e vale transporte. A maior parte dos contratados atuam em serviços gerais, limpeza, no caso.
O caso virou notícia depois que vereador professor André do partido Rede fez denúncias em sessão na Câmara Municipal. Houve uma tentativa de criar-se uma CPI, mas a intenção não avançou porque o presidente da Casa, Carlão, do PSB, disse que a comissão poderia ganhar um rumo político e isso poderia influenciar nas eleições de outubro.
Para obter a relação dos contratados pelo Proinc, o vereador teve de entrar com uma apelação judicial, devido à resistência da prefeitura em liberar a lista. Hoje, no entanto, o município mostra os nomes das pessoas empregadas pelo plano social por meio da internet.
Ação conjunta entre Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e Delegacias de Polícia Civil da Regional de Naviraí, culminou na apreensão de uma aeronave Beech Aircraft, Modelo A36 (Bonanza) prefixo, PP-BAR, carregada com drogas e fuzis.
Aeronave apreendida nesta sexta-feira transportava drogas e armas – Crédito: Divulgação/PCMS
O fato ocorreu numa propriedade rural na cidade de Itaquiraí, no Sul do Estado.
O Dracco recebeu informações de que uma aeronave teria realizado um pouso de emergência numa propriedade rural, situada em Itaquiraí.
De imediato, foram acionadas as delegacias de policia civil de Itaquiraí, Iguatemi e Naviraí, para que se dirigissem ao local dos fatos, constatando a veracidade da informação. O piloto teria fugido numa mata fechada.
Equipe do Dracco assumiu a ocorrência e se desloca para a região para as providências envolvendo apuração versando sobre tráfico de drogas (modal aéreo) e organização criminosa, bem como promover as buscas para prisão do autor, pesagem da droga e demais providências
Não há informação, neste momento, sobre a quantidade de drogas apreendida.