PF faz nova ação contra fraude em auxílio emergencial em MS

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (12/7) mandado de busca e apreensão na cidade de Batayporã em operação que mira suspeita de fraudes no recebimento de auxílio emergencial.

Operação realizada em Batayporã cumpre mandado de busca e apreensão – Crédito: Divulgação/PF

Essa é a segunda ação a ocorrer em menos de 15 dias no Mato Grosso do Sul. Antes, em 28 de junho, os agentes haviam realizado operação semelhante em Ivinhema.

Denominada Miser Fraudis, os policiais atuaram nesta manhã cumprindo determinação judicial na residência de homem identificado como responsável por diversas fraudes ao sistema Caixa Tem.

A suspeita é que valores de terceiros eram desviados por meio da geração de boletos e de transferências em favor de contas criadas para este fim.

De acordo com a PF, a pena para crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, que podem se encaixar nessas situações, podem chegar a 8 anos se somadas.

O nome da operação, Miser Fraudis, ocorre em alusão ao fato de ter a fraude ocorrido em benefício social federal que tem por objetivo amenizar a situação de miséria de parte da população em decorrência da pandemia de Covid-19, segundo informa a Polícia Federal.

Segunda em poucos dias

No dia 28 de junho, agentes estiveram em Ivinhema onde deflagraram a Operação “Contritio Fiduciae”. Investigações apontaram para uma funcionária terceirizada da CEF (Caixa Econômica Federal) que se apropriava da senha de um servidor do banco para fraudar benefícios do auxílio emergencial.

Funcionária da Caixa Econômica Federal fraudava auxílio emergencial

Funcionária era terceirizada e teria usado senha de outro servidor para obter os benefícios

Policiais federais de Dourados cumprem mandado de busca e apreensão em Ivinhema dentro da Operação “Contritio Fiduciae”, visando desarticular esquema de corrupção realizado por parte de uma funcionária terceirizada da CEF (Caixa Econômica Federal).

Ela é suspeita de se apropriar de senha de servidor do banco para fraudar benefícios do auxílio emergencial pagos pela União.


Policiais federais de Dourados cumprem mandado de busca e apreensão em Ivinhema – Crédito: Hedio Fazan/Dourados News

Em posse dos dados, a mulher realizou dezenas de inserções e alterações referentes ao programa, criado desde o início da pandemia do coronavírus.

“As apurações demonstraram que a investigada gerou dezenas de benefícios fraudulentos, em benefício próprio e de terceiros que também participavam do esquema, resultando prejuízos a União Federal em montante total que ainda está sob apuração”, diz as explicações da PF.

O nome da ação, “Contritio Fiduciae”, ocorre em alusão à quebra de confiança pela investigada, se utilizando de senha de servidor público para invadir a área restrita da CEF e modificar os dados.

A investigada pode responder pelos crimes de peculato, modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações, além de estelionato.