Uma mulher, de 29 anos, residente de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, descobriu aborto após procurar o Hospital Regional de Ponta Porã (MS) com fortes dores abdominais nesta segunda-feira, 11 de abril. A interrupção da gestação, no entanto, teria sido induzida por homem chamado José, com o qual a vítima teve envolvimento.
Segundo o registro policial, a mulher foi levada por José para um endereço desconhecido, no Paraguai, e forçada a tomar um medicamento, que a fez dormir. Após acordar, sentiu fortes dores abdominais e pediu para um amigo levá-la para a unidade hospitalar sul-mato-grossense.
No local, descobriu que estava grávida de aproximadamente 20 semanas. A vítima passou por cirurgia e segue em observação no Hospital Regional.
Ainda, informou a uma enfermeira não saber onde o homem reside, em Pedro Juan Caballero. Ela foi orientada por Policiais Militares da Força Tática a procurar uma comissária no país vizinho e registrar a denúncia.
O caso também foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã como abordo provocado por terceiro sem o consentimento da gestante.
Tratamento deve ser usado por pessoas com IMC específico e combinado com dieta e exercícios
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou um novo tratamento para pessoas com obesidade ou sobrepeso na última segunda-feira (2). O Wegovy, que usa como princípio ativo a semaglutida, é uma injeção usada em conjunto com uma dieta hipocalórica e a prática de exercício físico intenso para melhorar o controle (perda e manutenção) de peso.
Wegovy: Anvisa aprova injeção para tratar obesidade Medicamento é aplicado com a ajuda de uma caneta Foto: Reprodução
O tratamento é indicado para pessoas com os seguintes IMCs (índice de massa corporal) iniciais:
– ≥ 30 kg/m² (obesidade);
– ≥ 27 kg/m² a < 30 kg/m² (sobrepeso) com pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso — por exemplo, disglicemia (pré-diabetes ou diabetes melito tipo 2), hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular.
O medicamento será comercializado sob prescrição médica. Ainda não há, porém, um preço definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Também não há uma previsão exata para a disponibilização da injeção no mercado, por questões de logística de distribuição do fabricante e dos revendedores, o que influencia diretamente no prazo de entrega.
Cinco hospital estão habilitados a fazer tratamento da doença com o uso do medicamento
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) disponibilizará a cinco hospitais de Mato Grosso do Sul, o medicamento Baricitinibe 4mg comprimido, utilizado no tratamento de pacientes adultos com Covid-19 hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva. O medicamento foi uma doação enviada pelo Ministério da Saúde.
Foto Divulgação
Segundo a Resolução publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (27), o Ministério da Saúde enviou à Secretaria de Estado de Saúde, 3.480 comprimidos, correspondendo a 249 tratamentos, até que as instituições hospitalares organizem seus processos aquisitivos e possam ofertar o medicamento na lógica usual da assistência hospitalar.
O Baricitinibe chega como mais uma opção para pacientes com Covid-19 que requer internação. É a primeira medicação para Covid-19 disponibilizada pelo SUS especificamente para tratamento da Covid-19 em pacientes adultos hospitalizados que ainda não estão na forma mais grave da doença e que podem se beneficiar do tratamento.
Considerando as decisões da Comissão Intergestores Bipartite, que tornou pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, o Baricitinibe, os hospitais escolhidos para receber o medicamento foram: Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, ambos em Campo Grande; Hospital Regional Dr Jose de Simone Netto, de Ponta Porã; EBSERH Hospital Universitário Grande Dourados e Hospital Municipal de Naviraí.
A resolução faz as seguintes recomendações aos hospitais participantes: a solicitação dos hospitais que tem estoque estratégico não poderá ultrapassar o limite de estoque estratégico. A SES/MS poderá selecionar outros hospitais para manter estoque estratégico do medicamento baricitinibe 4mg baseando-se na ordem decrescente de maior frequência de produção do procedimento de Tratamento de Infecção pelo Coronavírus, caso algum dos hospitais participantes não deseje receber o tratamento. E ressalta que a SES/MS remanejará estoque entre hospitais caso seja necessário.
A resolução é assinada pelo secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto e pela presidente do Cosems, Maria Angélica Benetasso.
Veja quanto comprimidos cada hospital vai receber:
Baricitinibe
O baricitinibe 4mg é o primeiro medicamento para o tratamento da Covid-19 incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – já tem registro no Brasil com indicação para artrite reumatoide ativa moderada a grave e dermatite atópica moderada a grave. A liberação ocorreu pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde.
O medicamento é um inibidor seletivo e reversível das enzimas janus quinases (JAKs), em especial JAK 1 e 2, responsáveis pela comunicação das células envolvidas na hematopoese (processo de formação e desenvolvimento das células do sangue), na inflamação e na função imunológica (função de defesa do corpo).