Proteção de crianças e adolescentes é reafirmada por Gerson Claro em evento

O presidente da Alems destacou a necessidade da união de esforços para combater a violência e fortalecer a rede de apoio

O presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro (PP), reafirmou ontem (17) o compromisso do Parlamento Estadual com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes que vivem no Estado.

Durante o 1° Encontro Interinstitucional sobre o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente de Campo Grande, no Bioparque Pantanal, o parlamentar destacou a necessidade da união de esforços para combater a violência e fortalecer a rede de apoio.

Presidente da Alems, Gerson Claro (PP) (Foto: Carlos Godoy)

“Precisamos envolver as famílias para que haja compromisso, responsabilidade e participação dentro da escola, para que possa acompanhar de perto os acontecimentos”, disse Gerson Claro. Segundo ele, famílias em situação de vulnerabilidade devem ser assistidas de perto, com atendimento multidisciplinar de todos os atores da rede de proteção. “Nosso objetivo é diminuir a violência e atender melhor nossas crianças e adolescentes e, fica aqui, o compromisso da nossa Casa e dos 24 deputados. Estamos todos comprometidos e, certamente, os projetos nesse sentido terão o nosso apoio”, enfatizou o presidente.

A desembargadora Elizabete Anache, da Coordenadoria da Infância e Juventude do TTJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), abriu os trabalhos, destacando o empenho de todos os atores envolvidos no atendimento às crianças e adolescentes.

Segundo ela, o evento marcou o início da parceria para a implantação de espaço para reunir, em um mesmo local, os principais programas e serviços voltados para o atendimento integral de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência, por meio de equipes multidisciplinares.

O que também foi defendido pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto (PSDB), presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da ALEMS. “Não podemos permitir nossas crianças serem abusadas, serem maltratadas e não fazermos nada.

Precisamos dar a segurança que as nossas crianças realmente merecem”, disse o parlamentar, parabenizando todos os entes envolvidos na criação do Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente Vítimas ou Testemunhas de Violência.

Também participaram do encontro representantes dos Poderes Executivo, Judiciário, além do secretário de Assistência Social de Vitória da Conquista (BA), Michel Farias, do consultor da Unicef e da Childhood Brasil, Benedito Rodrigues.

Ele destacou uma nova cultura de tomada de depoimentos e compartilhou experiências de como é possível ouvir as crianças uma única vez, sem revitimizá-las. Também compareceram ao evento representantes de entidades ligadas ao tema.

Campanha Abril Laranja vai às ruas e escolas contra maus-tratos aos animais

Quarto mês do ano será destinado as ações de prevenção a crueldade envolvendo cães e gatos

A campanha Abril Laranja está sendo lançada para conscientização de crianças e adultos contra maus-tratos aos animais domésticos. Blitzes e palestras serão intensificadas nas ruas e escolas de Campo Grande durante este mês.

Segundo Bruno Nóbrega, idealizador da campanha, abril é o mês de prevenção a crueldade ao animal. “A população precisa se antenar mais sobre essa data importante. A partir de segunda-feira estaremos nas ruas distribuindo panfletos, nas escolas, conscientizar as crianças para a importância da denúncia”.

O principal objetivo da campanha é mobilizar a população (Foto: Amanda Gonzalez)

Tradicionalmente o Abril Laranja é o mês da conscientização e prevenção contra a crueldade animal. A iniciativa foi criada em 2006 pela ASPCA (sigla que, traduzida, significa Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais).

“Tem grupos pequenos de pessoas que cuidam desses animais, que ajudam, mas o poder público tem que estar junto nessas campanhas, para atingir o maior número de pessoas. O principal objetivo da campanha é mobilizar a população, divulgar, usar as redes sociais, ensinar como denunciar, o que é os maus-tratos”.

Ele ressalta que, grande parte da população ainda não sabe quais são os maus-tratos previstos em lei, e que é importante educar e esclarecer sobre essas questões.

“Muita gente acha que os maus-tratos é apenas envenenar um animal, mutilar ou matar ou animal mas não, tem uma série de coisas que a população não sabe e que são maus-tratos. Por exemplo, deixar um cachorro com uma corrente curta por muito tempo, num lugar pequeno, muito sujo ou sem higiene, é considerado maus-tratos. Sem alimento, água e sol também, então as pessoas precisam se atentar a isso e a população precisa denunciar”, reforça.

No dia 14 de abril haverá uma ação junto aos estudantes do colégio estadual Joaquim Murtinho, no Centro de Campo Grande. Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), PMA (Polícia Militar Ambiental) e OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) são parceiros da ação.

“No Brasil, os maus tratos contra os animais é crime previsto em lei. A pena pode chegar a até cinco anos de prisão, pagamento de multa, e inclusão do nome do infrator no registro de antecedentes criminais. Quem comete crueldade contra os animais pode ser preso em flagrante pela autoridade policial”.

“Para acabar um pouco com esse abandono de animais, seria necessário a castração, para diminuir a superpopulação. Então o poder público tem que ajudar as pessoas, as Ongs; se o poder público não atuar o problema dos maus-tratos vai demorar a acabar”.

Somente no fim de semana, pelo menos três casos de maus-tratos a animais foram registrados em Campo Grande. No sábado (1), um cachorro foi encontrado dentro do Rio Anhanduí, com as duas pernas traseiras quebradas. O Corpo de Bombeiros realizou o resgate e eles acreditam que o animal foi jogado dentro do rio. Também no sábado, um pitbull foi morto estrangulado por uma corrente, após atacar um homem no bairro Mata do Jacinto. Testemunhas alegam que o ato foi em legitima defesa.

Audiência na Câmara aponta 10 encaminhamentos para melhorar rede de proteção às crianças

A urgência em melhorar a rede de proteção às crianças e adolescentes foi o ponto principal de Audiência Pública, promovida pela Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta quarta-feira (15). O debate sobre o tema veio à tona depois da morte da menina Sophia, aos 2 anos, no dia 26 de janeiro, depois de sofrer várias agressões. Foram encaminhadas dez providências para aperfeiçoar essa assistência e, desta forma, evitar a repetição de crimes semelhantes, que poderiam ter sido evitados.

A Audiência foi convocada pelo vereador Coronel Villasanti, presidente das comissões permanentes de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente e de Segurança Pública, e da vereadora Luiza Ribeiro, presidente da Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, de Cidadania e Direitos Humanos. O debate foi secretariado pelo vereador Prof. André Luís. Bastante emocionado, o pai de Sophia, Jean Ocampos, declarou “agradeço por estarmos aqui e lutarmos por justiça para minha filha”. Ele acompanhou a audiência ao lado do companheiro, Igor Andrade. Eles e outros familiares assistiram o debate com camisetas com a foto da filha e dizeres de “Justiça por Sophia”.

Audiência foi convocada pelo vereador Coronel Villasant e pela vereadora Luiza Ribeiro

Representantes da Justiça Estadual, Defensoria Pública, Ministério Público Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secretaria Estadual de Segurança Pública, Polícia Civil, Secretaria Municipal de Saúde, Assembleia Legislativa, Conselho Tutelar, Conselhos de Defesa das Crianças e Adolescentes e várias entidades representativas dos direitos da infância participaram do debate.

Ao final, o vereador Coronel Villasanti apresentou os encaminhamentos da Audiência, com base nas falas de todos os presentes:
1) melhoria da capacitação contínua dos profissionais da saúde, segurança, assistência social, educação e Conselho Tutelar;
2) melhoria da escuta especial;
3) ampliação do número de Conselhos Tutelares para pelo menos nove (atualmente são cinco);
4) criação do Centro Integrado da Criança e Adolescente, onde todos estarão atuando juntos no mesmo prédio acelerando atendimento. Os vereadores comprometeram-se a buscar recursos com a bancada federal para o prédio;
5) fiscalização frequente pela recém criada Comissão de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, composta pelos vereadores Coronel Villasanti (presidente), Clodoilson Pires (vice-presidente), Ayrton Araujo, William Maksoud e Paulo Lands;
6) solicitação à Delegacia Geral de Polícia Civil para plantão 24 horas na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente;
7) melhorar estrutura dos conselhos tutelares;
8) campanha para divulgar a rede de proteção;
9) criar alerta no sistema E-saj para garantir prioridade no sistema judicial nos casos de crianças de situação de risco;
10) Avaliar alteração na forma de escolha de conselhos tutelares, para que seja realizado concurso público.

“É preciso aumentar a rede de proteção para que casos como da pequena Sophia não voltem a acontecer”, disse Villasanti. No começo da Audiência, a defensora pública Neyla Mendes, presidente Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana, relatou as nove chances perdidas para que a vida de Sophia fosse salva, entre as buscas ao Conselho Tutelar, Polícia Civil, Defensoria Pública e os atendimentos médicos realizados. “É necessário que os órgãos que falharam estabeleçam protocolos internos para que isso não volte a ocorrer”, afirmou. Durante o relato, integrantes do Fórum Permanente pela Vida das Mulheres e Crianças, citaram as legislações pertinentes e as normas que deveriam ter sido seguidas em cada uma das situações.

A vereadora Luiza Ribeiro comentou que os serviços da rede de proteção à criança precisam estar mais bem articulados, mesmo que haja a necessidade  de ampliar a estrutura. “A menina Sophia teve quase dez chances de ser salva porque o pai procurou os serviços adequadamente. Foi ao Conselho Tutelar duas vezes, procurou a Delegacia, juiz e promotor souberam do caso dela, assim como saúde, assistência social. E toda essa rede não foi capaz de salvar a vida dela. Precisamos entender as falhas da rede e assumir essa responsabilidade de proteção da criança”, disse.

Melhorias – O presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente, Márcio Benites, reiterou que a rede toda tem que funcionar. “Temos problema da implantação da sala de escuta, prevista na lei Henry Borel, de 2022”, afirmou, mencionando a legislação que prevê essa rede de proteção e uma série de ações para garantir a proteção das crianças. Carla Rodrigues, representante o Conselho Estadual da Criança e Adolescente,  cobrou que o “discurso da intersetorialidade vá além”, solicitando que a rede de proteção se coloque na posição do pai e da família.

Representando a Pastoral do Menor, Márcia Gomes, questionou as deficiências para proteção da criança. Lembrou ainda da menina Isadora, conhecida como Estrelinha, de apenas 11 anos, que foi estuprada e morta em Campo Grande em dezembro do ano passado. “Precisamos que seja efetiva a intervenção para não termos mais crianças com as vidas ceifadas”, afirmou. Ela questionou o fato de as duas vítimas recentes morarem em áreas urbanas, com vizinhança próxima. Ainda, a questão do curto atendimento e acompanhamento das denúncias realizadas.

Mateus Firmino, representando o Comitê da Enfrentamento à Violência Sexual, lembrou que os primeiros a identificarem a violação, podem ser o professor, o agente comunitário de saúde. “A família é responsável por garantir direitos sociais não está sozinha obrigação de proteger a criança”, afirmou. Ele lembrou ainda que tem toda uma estrutura nos bairros, de assistência e qualidade de vida, que precisa ser garantida à criança pelo poder público.

Barbara Nicodemos, do Conselho de Assistência Social, declarou que estão discutindo crimes e que todos os dias estão estampados casos. “Tivemos há pouco tempo o caso da menina Estrelinha e logo na sequência da Sophia. Precisamos agir como profissionais e agentes públicos. Nossa rede é fragilizada. Nossa rede deve ser institucional. Acredito nas Audiências para que a gente mostre à sociedade que precisamos agir nas políticas públicas”, disse.

Segurança Pública – A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil e poder público municipal pretendem ativar, de imediato, o atendimento especializado para crianças e adolescentes 24 horas na Casa da Mulher Brasileira, voltada para denúncias de mulheres vítimas de violência. Posteriormente, deve ser implementado na Capital o Centro Integrado de Atendimento da Infância e Juventude. “Isso nunca será para a polícia e poder público mais um caso de homicídio. Sempre será tratado como uma vida muito importante. A gente sabe a dimensão do amor e tenta mensurar o tamanho dessa dor. Quero dizer que sabemos que sempre haverá algo a mais a se fazer, a melhorar, tentaremos encontrar a falha”.

O coronel Ary Carlos Barbosa, secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública, afirmou que todas as vezes que a polícia foi acionada as demandas foram atendidas. “Não podemos deixar para a segurança pública o fim. Todas as vezes em que fomos demandados a família foi atendida. Temos leis que saúde deve informar se a criança tem sinais de violência e, conforme os laudos, foram dois casos, sendo o último do óbito”, declarou.

O deputado estadual Pedro Kemp, representando a Assembleia Legislativa, demonstrou preocupação quando o poder público apenas joga para a sociedade essa responsabilidade e ressaltou que as legislações estabelecem a criança como prioridade absoluta. “Quando fala que é dever da sociedade, é obrigação do vizinho denunciar maus tratos, do professor denunciar, do enfermeiro, do médico denunciar quando atende a criança com sinais de maus tratos. A omissão mata! Agora, o poder público tem suas responsabilidades e temos que cobrar essas responsabilidades”, afirmou. Ele acrescentou ainda que faltam 9 mil vagas na educação infantil.

Judiciário – Atualmente, 170 crianças estão afastadas de suas famílias em Campo Grande, vivendo no serviço de acolhimento, pois tiveram seus direitos violados pelos seus familiares. O dado foi repassado pela juíza Katy Braun do Prado, da Vara da Infância, da Adolescência e Idoso de Campo Grande. “Infelizmente, Sophia não é primeiro nem último”, afirmou. Devido ao segredo de justiça dos casos, ela referiu-se ao que é de conhecimento na imprensa: “nossa rede não atende a demanda do município”, salientou. Ela lembrou de ação judicial para criação de mais três conselhos tutelares em Campo Grande, que ainda não foi cumprida e prevê multa diária. “É indispensável que tenham estrutura para trabalhar”, disse. Ela falou ainda que o Centro Integrado iria melhorar esse trabalho, citando exemplo que o exame de corpo delito em Sophia poderia ter sido feito na hora.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Maria Isabel Saldanha, disse que o pai não foi bem orientado na Defensoria Pública sobre pedido de guarda. Ela questionou ainda o fato de que ninguém orientou o pai sobre o pedido de medida protetiva, que poderia ter sido solicitado. Pontuou ainda que o pai se sentiu discriminado. “Não deram ouvido para um pai falando”, disse. Jean contou que levou áudio, fotos com hematomas e até mesmo a criança com a perna quebrada, acrescentou ainda que o companheiro Igor não foi ouvido nos depoimentos. Maria Isabel criticou ainda o familismo, em que ocorre a proteção da família acima da proteção da criança, além do endeusamento da mãe, como se também não fossem autoras de maus tratos.

A defensora pública Débora Paulino lembrou que existia em Campo Grande o Centro de Atendimento às Crianças, que foi fechado, além do Programa de Proteção às crianças, que foi desativado. “Já estivemos aqui na Câmara falando desse tema. Precisamos discutir o que iremos avançar”, afirmou. Ela lembrou de algumas medidas da Defensoria, com ações e mutirões para pais que buscam vagas em escolas. Ainda informou que o casal (Jean e Igor) não foi barrado na Defensoria, sendo orientado sobre a documentação que precisariam apresentar para judicialização do caso.

“Seja qual for a estrutura, essa instituição jamais vai se furtar do seu papel, do seu dever. O Conselho deve ser acionado quando a omissão traz violação de direitos. Se mais de 40 mil atendimentos foram feitos, algo está errado na nossa sociedade”, declarou Adriano Vargas, presidente do Conselho dos Conselheiros Tutelares. Ele relatou sobre a rede de assistência e sobre os casos atendidos diariamente, de falta de vaga em escola, criança abandonada, estuprada, que sofre negligência ou maus tratos.

Projetos – O vereador Coringa comentou da necessidade de colocar as pautas em ação. “Olha o tanto de gente envolvida numa rede forte, que precisa dar certo”, afirmou. Ele apresentou projeto de lei para criação do Programa Municipal de Defesa da Criança e Adolescente em Situação de Risco, com implantação da Patrulha Sophia Ocampos, no modelo da Patrulha Maria da Penha, que já salvou muitas vidas. “Criança em situação de risco estará sendo monitorada com equipe especializada”, disse, mencionando a necessidade de orçamento essas ações.

O vereador Dr. Victor Rocha citou a importância de todos discutirem essas melhorias para proteção das crianças. “Precisamos avaliar o que podemos mudar, buscar de solução para que esses casos não se repitam”, disse. O vereador Paulo Lands ressaltou que a criança dá sinais e relatou que no seu trabalho como professor sempre encaminhou à coordenação casos em que percebia algo diferente. “Temos meios para denunciar sem aparecer. Melhor denunciar do que ter a notícia e ver que estava do lado e não fez nada. Essa causa e luta é de todos”, afirmou.

Caso Sophia – Com apenas dois anos e 7 meses, a menina Sophia foi morta no dia 26 de janeiro deste ano. A mãe da menina, Stephanie de Jesus da Silva, e o padrasto da criança, Christian Campoçano Leitheim, estão presos e são acusados de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e por se tratar de vítima menor de 14 anos. Também há a denúncia de estupro e omissão de socorro. A menina já estava morta há pelo menos sete horas quando foi levada ao posto de saúde pela mãe, conforme laudos da polícia. Laudos apontaram que a menina sofreu traumatismo raquimedular na coluna cervical e foi constatada violência sexual anterior. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário no dia 3 deste mês. Uma série de omissões e falhas vieram à tona. O pai da menina Jean Carlos Ocampos já tinha enfrentado longa batalha para denunciar os maus-tratos sofridos pela criança. Dois boletins de ocorrência denunciando as agressões foram registrados, em 31 de dezembro de 2021 e 22 de novembro de 2022, na Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA). O pai ainda esteve por duas vezes no Conselho Tutelar, solicitando que as denúncias de agressões fossem apuradas.  Ele queria a guarda da menina, mas na Defensoria Pública foi informado que precisaria reunir provas sobre a violência. A menina ainda passou por 30 atendimentos médicos e, em um deles, tinha fraturado a tíbia.

Smart TV podem ser hackeadas; veja como se proteger

Se você usa uma smart TV, é bom saber que o equipamento pode também pode ter brechas para invasões hackers e colocar em risco senhas e informações de cartão de crédito, por exemplo. Ainda que a chance de roubo de dados seja menor do que num laptop ou celular(???), é importante tomar alguns cuidados e proteger o dispositivo, já que ainda não é possível instalar antivírus no aparelho.

Smart TV segura: veja quatro dicas para proteger os dados do dispositivo Foto: Divulgação

Um hacker pode alterar as configurações da TV, mudar de canal à distância e até instalar aplicativos ou softwares maliciosos, que podem danificar o aparelho e coletar dados do usuário para chegar a outros dispositivos conectados na mesma rede, como celular e computador. Veja quatro dicas para evitar riscos:

1) Mantenha a smart TV atualizada: as atualizações do sistema operacional, disponibilizadas pelo fabricante, servem para incluir novas funções, corrigir erros, aprimorar o funcionamento e recursos de segurança.

2) Não conecte o aparelho em rede desconhecida: a regra é a mesma que vale para smartphones e notebooks. Ainda que a TV não seja portátil, é importante evitar Wi-Fi aberto, principalmente em regiões com muitos endereços comerciais.

3) Não faça compras ou clique em links pela TV: muitos navegadores de smart TVs não possuem sistema de verificação, que confirma se uma página web é realmente confiável. O cuidado vale também para assinar serviços de streaming, que exigem dados pessoais e bancários.

4) Cuidado com pendrive e HD externo: antes de conectar um dispositivo, cheque a unidade com um programa antivírus num computador confiável.