Projeto de lei quer aumentar salário de prefeita Adriane Lopes de R$ 21 mil para mais de R$ 35 mil

Como justificativa, o projeto diz servidores municipais ‘têm amargado em seus vencimentos os efeitos perversos da inflação’

Projeto de lei quer aumentar o salário da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), de R$ 21.263,62 para R$ 35.462,22 a partir de 1º de janeiro de 2023. O texto foi proposto pela mesa diretora do legislativo da Capital.

Adriane Lopes é prefeita de Campo Grande — Foto: Karine Matos/Prefeitura de Campo Grande

Como justificativa, o projeto aponta que “algumas categorias dos servidores municipais têm amargado em seus vencimentos os efeitos perversos da inflação, que corroeu seu poder aquisitivo nos últimos 8 anos sem o aumento do subsídio do prefeito”.

Além do reajuste no montante da prefeita, a proposta quer aumentar o subsídio para outros cargos:

Vice-prefeito(a): de R$ 15.947,03 para R$ 31.915,80 (cargo vacante atualmente);
Secretários municipais: de R$ 11.619,70 para R$ 30.142,70.

A matéria prevê que esses valores permanecerão os mesmos para a legislatura a iniciar-se em 1º de janeiro de 2025.

Inflação como justificativa
Apontando a inflação como motivo para o aumento de quase 70% no salário, a proposta diz que não houve aumento no subsídio nos últimos oito anos.

“Vale lembrar que, naquele ano de 2012, o subsídio do Prefeito já se encontrava defasado em 72%, pois já não vinha sendo concedido os devidos reajustes inflacionários. Naquela oportunidade (2012) o reajuste do subsídio foi 33%, considerando passar de R$ 15.882,00 para R$ 20.412,42, faltando uma reposição de 39% e assim permaneceu até 2019, quando sofreu ínfimo reajuste de 4,17%, representando a quantia de R$ 21.263,62 que conserva-se até a presente data, ou seja, dez anos praticamente sem reajuste e 18 anos amargando a corrosão do seu salário pela inflação”, detalha o texto.

De acordo com a proposta, a inflação acumulada nesses últimos dez anos (2013 a 2022) é de 76,70%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país.

Movimentação
Na Câmara, o projeto de lei foi protocolado em 7 de outubro. Nesta quinta-feira (13), o texto foi repassado para a Coordenadoria de Apoio Técnico-Jurídico do Legislativo para emissão de parecer. Ainda não previsão para o projeto ser votado.

Senado aprovou o Projeto de Lei que altera rol taxativo e texto vai à sanção

Em prol da saúde da população brasileira, Dagoberto Nogueira (PSDB) foi um dos deputados federais que votou a favor do Projeto de Lei 2.033/2022 que derruba o chamado “rol taxativo” para a cobertura de planos de saúde. O objetivo é dar continuidade a tratamentos que poderiam ser excluídos da cobertura dos planos de saúde após a decisão tomada em junho pelo STJ.

O Plenário do Senado aprovou no dia 29 de agosto o texto que diz que os planos de saúde poderão ser obrigados a financiar tratamentos de saúde que não estiverem na lista mantida pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

O rol é uma lista de 3.368 procedimentos que os planos de saúde são obrigados a cobrir para os usuários. Dagoberto afirma que o rol tem que ser exemplificativo, na busca do melhor tratamento, e a decisão do STJ sobre o rol taxativo provocaria mortes.

Dagoberto foi um dos deputados federais que votou a favor do projeto que derruba o chamado “rol taxativo”

Para ele, a aprovação do Projeto de Lei é uma resposta à pressão exercida pelos planos de saúde, que se colocavam a favor da manutenção do “rol taxativo”.

“As pessoas estavam desesperadas com a possibilidade de diminuição da cobertura dos planos de saúde. O maior dom que temos é a vida, e as pessoas estão se sacrificando para pagar o plano de saúde, elas têm o direito de realizar consultas, exames, cirurgias, e principalmente manter seus tratamentos que já estavam em andamento. Esses serviços médicos devem ser obrigatoriamente ofertados pelo plano”, avalia.

Durante a votação no Senado, todos os senadores que se manifestaram falaram a favor do projeto que derruba o rol taxativo e viram a sua aprovação como uma vitória. O texto segue agora para sanção pelo presidente da República.

Projeto proíbe boletos com cobranças adicionais não solicitadas

O parlamentar destacou que o envio de produtos sem que haja a solicitação prévia do contratante fere os direitos do consumidor

O deputado Paulo Duarte (PSB) apresentou o Projeto de Lei 193/2022 na sessão ordinária de ontem (5), determinando que as empresas prestadoras de serviços emitam boleto com valor exato do produto contratado, sem inserir acréscimos de adesão não estabelecidos no contrato.

Deputado apresentou projeto durante a sessão desta terça Foto: Luciana Nassar

“Recebemos de vários consumidores de planos de saúde e de telefonia, que denunciaram o recebimento de boletos com acréscimos de serviços adicionais que não foram contratados. É uma ação abusiva e dissimulada, visando aumentar a receita dessas empresas”, explicou.

O parlamentar destacou que o envio de produtos ou fornecimento de serviços sem que haja a solicitação prévia do contratante fere os direitos do consumidor. O projeto segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
Luto