Senadora Tereza Cristina assume vice-presidência nacional do PP

O senador Ciro Nogueira (PI) foi reconduzido à presidência do partido

A senadora Tereza Cristina assumiu nesta terça-feira (25) a vice-presidência da Executiva Nacional do PP (Progressista), durante Convenção Nacional, realizada em Brasília, na Câmara dos Deputados.

Tereza Cristina ao lado de Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados – Divulgação

Ao lado do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), reconduzido ao cargo, e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Tereza Cristina disse, durante o encontro, que pretende, por meio de seu mandato no Senado, “participar e ajudar a fazer uma oposição equilibrada”.

“Estamos ao centro e queremos para o nosso Brasil, a nossa economia, um modelo diferente deste que está posto”, afirmou.

A senadora avaliou que o PP terá “muito sucesso nas eleições municipais, fazendo prefeitos e vereadores”.

Ela disse ainda que as próximas eleições, marcadas para 2024, “começaram cedo”. “No meu Estado, já estamos em franca pré-campanha, recebendo muita gente que está se filiando, que quer vir para o partido e se candidatar”, revelou. “O nosso partido vai crescer cada vez mais”, completou.

O dirigente do PP no Estado, Marco Aurélio Santullo, que acompanhou a convenção ao lado do deputado federal Luiz Ovando (PP-MS), ressaltou que o Mato Grosso do Sul foi o estado da federação onde o partido mais cresceu nas últimas eleições, tendo eleito uma senadora, um deputado federal (Dr. Luiz Ovando), dois parlamentares estaduais (Gerson Claro, presidente da Assembleia do Mato Grosso do Sul, e Londres Machado), além do vice-governador (Barbosinha).

“Vamos fazer uma campanha municipal como fizemos no último pleito, com muita eficiência, pesquisa e dedicação. Assim, o PP só tende a crescer ainda mais”, disse.

Durante a convenção, o presidente Ciro Nogueira também destacou que “o equilíbrio e o progresso seguirão sendo as diretrizes que guiarão o partido ao longo dos próximos anos.” Ele defendeu a manutenção da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), flexibilizada pela proposta de arcabouço fiscal do governo Lula, e mostrou-se contrário ao aumento da carga tributária.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, por sua vez, lembrou a história do PP e o fato de a legenda ter a quarta maior bancada no Legislativo e a segunda maior bancada de prefeitos no país.

“Temos orgulho do PP e há temas relevantes para o Brasil nas mãos do nosso partido”, disse, referindo-se especialmente ao arcabouço fiscal. “Não permitiremos retrocessos, teremos um texto justo (…); não iremos gastar mais do que arrecadamos”, garantiu.

PP fecha questão em torno de Gerson Claro à presidência da Assembleia

Progressista agrega o apoio das principais lideranças, como a deputada federal Tereza Cristina e o deputado estadual Londres Machado

A executiva estadual do PP (Progressistas) se reuniu na manhã desta segunda-feira (19) com o governador eleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, para apresentar o nome de consenso da sigla para disputar a presidência da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) em 2023.

PP fecha apoio a candidatura de Gerson à presidência da Alems (Foto: Divulgação )

O nome indicado pela bancada foi o do deputado Gerson Claro, que tem aval da atual deputada federal e senadora eleita Tereza Cristina, do deputado estadual e vice-governador eleito, Barbosinha; do deputado federal reeleito, Luiz Ovando, do deputado Londres Machado e do secretário-geral do Progressistas, Marco Aurélio Santullo.

A senadora eleita, Tereza Cristina, defende o nome de Gerson Claro como o melhor quadro para representar o Progressistas. Ela e Barbosinha também revelaram que a reunião serviu para que o partido e o governador eleito pudessem discutir questões referentes à próxima gestão estadual.

“Sentamos hoje com o Riedel para apresentar quadros para sua administração e sobre a nossa escolha para presidência da Assembleia. Ter um partido dialogando com consenso mostra como o Progressistas está forte e unido para trabalhar por Mato Grosso do Sul”, defendeu Tereza Cristina.

Segundo o deputado Londres Machado, o consenso em torno do nome de Gerson Claro demonstra a forte união do partido ao reivindicar a presidência da Casa.

Londres lembrou que abre mão de disputar o posto de presidente do Legislativo Estadual para que Gerson seja o nome a ser defendido pelo Progressistas.

O futuro governador Eduardo Riedel já disse que essa escolha passa pelos 24 deputados estaduais, mas que sabe que o Partido Progressistas terá papel fundamental na condução da próxima presidência da Casa, além da grande contribuição que poderá dar ao novo Governo.

A eleição da mesa diretora, que acontece em 1º de fevereiro de 2023, será feita por votação aberta e nominal. O futuro presidente da Casa de Leis cumprirá mandato de dois anos com possibilidade de reeleição.

PP e Republicanos negam relação com golpismo de Valdemar e isolam partido de Bolsonaro

O PP e o Republicanos preparam um recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o bloqueio dos fundos partidários determinado pelo ministro Alexandre de Moraes na quarta-feira (23), após a empreitada golpista patrocinada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Os três partidos fizeram parte da coligação que apoiou o presidente Jair Bolsonaro em sua campanha à reeleição.

PP e Republicanos, no entanto, alegam não ter nenhuma ligação com os movimentos de contestação das urnas e afirmam reconhecer o resultado da eleição.

Dessa forma, os partidos deixam Valdemar e a legenda de Bolsonaro isolados na ação golpista.

Na decisão de quarta-feira, Moraes condenou a coligação de Bolsonaro, formada por PL, PP e Republicanos, ao pagamento de multa no valor de R$ 22.991.544,60 por litigância de má-fé.

O presidente do TSE determinou ainda o bloqueio dos fundos partidários das três legendas até o pagamento da penalidade imposta.

Além disso, por entender que, na iniciativa encampada pelo PL, houve “finalidade de tumultuar o próprio regime democrático brasileiro”, Valdemar será alvo de investigações no STF (Supremo Tribunal Federal), no inquérito das milícias digitais, e no TSE.

De acordo com políticos ouvidos pela Folha de S.Paulo, integrantes dos outros partidos da coligação tentaram fazer Valdemar desistir da ideia de questionar o resultado das urnas, citando que o presidente do PL corria risco de se tornar alvo de Moraes.

Apesar da tentativa de se distanciar da investida de Valdemar, dirigentes da coligação também criticaram a decisão do presidente do TSE. Eles afirmam que a multa imposta pode inflamar bolsonaristas e dar motivo para novas ações contra o resultado da eleição.

Os partidos ainda discutem como vão recorrer da determinação do ministro. Uma das possibilidade é levar uma representação ao TSE para que a coligação não seja considerada de maneira única na ação apresentada pelo PL.

Gerson Claro aposta em Riedel: “O estado não pode cair nas mãos de um aventureiro”

O deputado estadual Gerson Claro (Progressistas) afirmou nesta terça-feira (4), durante entrevista ao programa ‘Capital Meio Dia’, que o segundo turno das eleições será pautado pelo melhor projeto para o Mato Grosso do Sul.

Apoiador da candidatura de Eduardo Riedel (PSDB) ao governo, ele avalia que “o Estado não pode cair nas mãos de qualquer aventureiro”.

“Riedel está preparado para continuar o bom trabalho que já está sendo realizado”, afirma o deputado

“Fui eleito dentro de um amplo projeto de gestão, de um modelo político, e vou participar desse processo com todos os deputados da base aliada, mostrando que o Riedel está preparado para dar continuidade ao bom trabalho que já está sendo realizado”, avaliou o parlamentar.

Gerson avaliou que o extraordinário desempenho do PSDB nestas eleições, com a maior bancada da Assembleia Legislativa e mais três deputados federais, reforça o entendimento da população de que essa é a melhor proposta para o Mato Grosso do Sul.

“Isso sem contar com a reeleição de 17 parlamentares da base aliada”, reforçou.

Para ele, o PP também se fortaleceu no pleito deste ano. Apesar das dificuldades enfrentadas na composição da chapa para deputado estadual, conseguiu manter duas cadeiras, além de fazer um deputado federal e a marca histórica que foi a eleição de Tereza Cristina ao Senado.

“Tivemos alguma dificuldade com o quociente eleitoral a partir da saída do deputado Barbosinha da chapa para a disputa de vice-governador, mas entendo que o partido teve sucesso, principalmente com a votação massiva da nossa senadora”, disse.

Questionado sobre a importância da renovação nos mandatos, tanto na proporcional quanto na majoritária, Gerson afirmou que o mais importante é apresentar resultados à população.

“A oxigenação é essencial, mas a entrega de resultados também funciona. Se o parlamentar trabalha bastante, atende os prefeitos, vereadores, mantém seu gabinete aberto à população, destina emendas importantes, ele sempre terá bons resultados nas urnas”, avaliou.

À respeito do momento político atual, onde as pessoas têm cada vez mais interesse sobre o assunto, o deputado ressaltou que o mandato precisa ser cada vez mais participativo.

“É preciso dar respostas, porque as pessoas estão se aproximando cada vez mais de seus representantes. Temos as mídias sociais e outras ferramentas importantes para abrir o mandato e divulgar resultados”, detalhou.

Sobre a influência do resultado das eleições para o Governo do Estado na escolha da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o parlamentar avaliou que ainda é cedo para debater essa questão.

“O momento é de falar sobre o Mato Grosso do Sul e os melhores projetos para governar o Estado. Temos parlamentares novos e outros que trazem bastante experiência na bagagem. Onde houver possibilidade de convergência, vamos trabalhar nesse sentido”, concluiu.