Riedel apresenta nesta noite “Ano 1 de um novo ciclo de desenvolvimento”

Governo quebra protocolo e apresenta agenda de governança nesta segunda-feira

Para dar transparência às ações, o Governo do Estado apresenta, nesta segunda-feira (24), às 19 horas, uma agenda de governança com o nome “Ano 1 de um novo ciclo de desenvolvimento”. O evento, que terá como palco o auditório da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, irá mostrar o planejamento da gestão para 2023.

Riedel apresenta agenda de governança (Foto: Saul Schramm)

Quebrando um protocolo, o Governo de Mato Grosso do Sul optou por substituir o evento que marcaria 100 dias de gestão por essa agenda de governança baseada nos quatro pilares: inclusivo, digital, verde e próspero.

Para o governador Eduardo Riedel, é uma forma de compartilhar com a população o que está sendo feito. “Os 100 dias é mais um número cabalístico. Para nós, mais importante do que celebrar essa marca, é criar compromissos, mostrar o que vamos fazer, com uma equipe comprometida e muito bem orientada, que está fazendo o dever de casa”.

Durante esse evento, o governador Eduardo Riedel ratificará os compromissos assumidos na campanha eleitoral e fará novos pactos para atender a população. Esses compromissos estão nos contratos de gestão, um instrumento previsto na Constituição Federal de 1988, mas só implementado em Mato Grosso do Sul no ano de 2015. O objetivo dessa peça de planejamento é fixar metas de desempenho para órgãos e entidades.

O contrato de gestão estabelece indicadores e metas que precisam ser atingidas, assim como projetos e processos que devem ser executados pelos órgãos e entidades ao longo dos meses de cada ano.

Outra preocupação da gestão é com a prevenção a desvios, fraudes e combate à corrupção. Por isso, o serviço público está recebendo uma rede compliance, que funciona como em grandes empresas, apontando riscos e garantindo a correta aplicação dos recursos públicos.

Reinaldo Azambuja fecha ciclo com aprovação de 73% da população de Mato Grosso do Sul

Todo esse elenco de conquistas do Estado gerou uma forte expectativa sobre a gestão Eduardo Riedel, ex-secretário de Azambuja e candidato do seu grupo político, vencedor do último pleito

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) termina ciclo de dois mandatos como o administrador que mais cumpriu promessas de campanha e um dos que alcançaram o mais alto índice de aprovação da população sul-mato-grossense – 73%, segundo pesquisa do Instituto Ranking realizada entre os dias 12 e 20 de dezembro, com 3 mil questionários, em 30 municípios do Estado.

Para 48,4% da população, Azambuja entrega o Estado “melhor” ou “muito melhor” (9,5%) do que os demais estados brasileiros, soma de indicadores positivos que equivale a 57,9% da opinião dos sul-mato-grossenses. Para 30% o governo foi “regular” e apenas para 18% não teve bom desempenho. Os demais 3,3% não responderam.

Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul eleito em 2014 e reeleito em 2018. Foto: Chico Ribeito

Quando perguntados sobre a nota que dariam à atual administração, pontuando de 0 a 10, a média alcançada pela atual gestão foi 7. Para 14,5% o governo foi nota 10; para 11% nota 9; para 26,5%, nota 8; para 14,5%, nota 7; para 8% nota 6.

A área com maior destaque no governo é a social, com 15,5% de citações, seguida do governo presente/obras nos municípios, 12%; investimento nos hospitais (9,9%); investimento em segurança (7,6%) e na educação, nas escolas em tempo integral (6,4%). O retorno dos impostos em forma de investimentos pontuou 5,5%.

Quando perguntados sobre o legado de Reinaldo Azambuja, os sul-mato-grossenses lembraram a conquista do equilíbrio financeiro (11,7%) e a boa qualidade da gestão (11,5%). Ainda neste segmento, receberam destaque o fato de não ter havido atraso de salários (9,3%); as edições das Caravanas da Saúde (8,2%) e, de novo, os programas sociais, com 7,8%. A avaliação específica na saúde pontuou 28,5% de ótimo/bom e 44% de regular. O combate à pandemia recebeu nota média de 6,8% e a regionalização 6,1%.

Azambuja durante entrega de títulos fundiários em MS. Foto: Chico Ribeiro

Na segurança, o item que ganhou maior reconhecimento foi a apreensão de drogas (6,8%) e a elucidação de homicídios (6,1%). O crescimento contínuo do Estado alcançou 6,8%, mesmo índice da atração de investimentos privados e a qualidade da infraestrutura.

Trajetória de crise e superação

Reinaldo Azambuja venceu as eleições de 2014 e interrompeu a polarização PMDB-PT vigente há duas décadas no Estado. Eleito, enfrentou diferentes crises, como grave recessão nacional que quase levou à ingovernabilidade os governos estaduais e municipais entre 2015-2016. Depois de fazer o ajuste fiscal e inúmeras reformas, a retomada foi interrompida pela pandemia de Covid-19. Ou seja, dois 8 anos de governo, 5 foram de crise.

Governando sob o signo da responsabilidade, Reinaldo Azambuja é o único governador do MS que fez o seu sucessor, após dois mandatos. Ele deixa como legado o Estado que mais cresce no Brasil; o que mais faz investimentos por habitante; o 2o mais transparente, segundo o ranking dos Tribunais de Contas; o 3o como menor desemprego e uma das menores taxas de pobreza extrema do país.

Reinaldo Azambuja durante coletiva de imprensa. Foto: Chico Ribeiro

Sob o seu governo, o Estado iniciou o inédito processo de regionalização da saúde; construiu e reformou 4 hospitais regionais, além da conclusão e expansão dos hospitais do Trauma e do Câncer, também regionais, localizados em Campo Grande.

No campo social, lançou os maiores programas de transferência de renda da história do Estado, como o Mais Social e o Conta de Luz Zero. Na educação, implantou uma rede de escolas em tempo integral, que representa hoje a maior cobertura nacional desta modalidade de ensino; na segurança recuperou a capacidade operacional das Forças – o que tornou o Estado o 4o mais seguro do Brasil; o que mais apreende drogas e o segundo que mais elucida homicídios.

Azambuja implantou a rede de compliance para combater a corrupção no Estado; fez o primeiro inventário de gases de efeito estufa; viabilizou a Rota Bioceânica e assinou o marco regulatório ferroviário, preparatório para a retomada da nova Ferroeste e da Malha Oeste, além de ter assinado novo estatuto da microempresa.

No campo das parcerias público-privadas, contabilizou R$ 10.9 bilhões em novos investimentos de curto prazo, nas áreas de saneamento básico, rodoviária, infovias e energia. E atraiu cerca de R$ 60 bilhões de novos investimentos privados, proporcionando uma nova fase de industrialização do agro.

Promovendo o ajuste fiscal para sanear as contas públicas, que elevou o Estado ao mais alto conceito do Tesouro Nacional – Capag A, Reinaldo Azambuja fecha seu ciclo de governança entregando uma carga tributária menor do que a que recebeu do governo Puccinelli.

Expectativa sobre o novo governo

Todo esse elenco de conquistas do Estado gerou uma forte expectativa sobre a gestão Eduardo Riedel, ex-secretário de Azambuja e candidato do seu grupo político, vencedor do último pleito.

Com a casa arrumada e o Estado em franco processo de crescimento, o cenário é de otimismo: para 62,5% da população Riedel fará uma administração ótima/boa; 28,5% um governo regular e apenas 5% têm expectativa negativa sobre a nova administração que se inicia.