Bruno posta vídeo do filho como goleiro e revolta mãe de Eliza Samúdio: ‘Nojo’

Assim como o pai, garoto quer seguir carreira no futebol e atua no Athletico-PR

O goleiro Bruno, condenado por mandar matar Eliza Samudio, segue gerando polêmica. Após elogiar Bruninho Samudio e afirmar que ele será um “baita goleiro”, o ex-jogador do Flamengo postou em seus stories no Instagram dois vídeos nos quais o menino está treinando.

Goleiro Bruno (Foto Divulgação/Atlético Carioca)

O fato revoltou a mãe da vítima e avó do garoto, Sônia Moura. “Quem autorizou? Eu autorizei? Dei meu consentimento? Ele é menor de idade e, apesar de ser o pai, ele sempre negou que fosse o pai do filho de uma ‘prostituta’, como ele insiste em falar da minha filha. Estou indignada”, afirmou ela, em entrevista ao jornal ‘Extra’.

Bruninho em treino de Futebol. — Foto: Reprodução

A avó ainda continuou: “Por que ele está fazendo isso agora? Quer mídia às custas do garoto que ele insiste em não assumir? Tudo isso é muito estranho e perverso. Jurei para mim mesma que nunca mais iria tocar no nome desse homem, mas parece que ele faz coisas para me provocar. Senti raiva, nojo, indignação. Para uma pessoa que diz que só assumiria o Bruninho se fosse mesmo o pai, a troco de quê ele está postando vídeos do menino?”.

Os vídeos em questão foram postados por conta do Dia do Goleiro, na última quarta-feira. As imagens foram feitas em outubro de 2022, quando Bruninho estava morando em Campo Grande. Desde fevereiro desse ano, ele está na categoria sub-13 do Athletico-PR e morando em Curitiba.

Recentemente, Bruno foi condenado a pagar R$ 650 mil ao filho, porém, recorreu ao STF, alegando que não tem como pagar sequer as pensões de dois salários mínimos ao mês.

Ele também voltou a dizer que quer fazer o exame de DNA para saber se Bruninho é seu filho, elogiou o futuro goleiro e não descartou treiná-lo.

Filho de Bruno e Eliza Samudio vai estrear como goleiro do Athletico-PR

Bruninho é titular na categoria sub13 e vai entrar em campo pela primeira vez vestindo a camisa do clube paranaense no sábado, 15

O filho de Eliza Samudio e do ex-goleiro Bruno Fernandes vai estrear no gol, como titular na categoria sub13, do Athletico Paranaense. Bruno Samudio de Souza, mais conhecido como Bruninho, entrará em campo pela primeira vez com a camisa do clube paranaense no sábado, 15, pela BG Prime, a Copa do Futebol Sulbrasileiro, e vai enfrentar o Novo Hamburgo.

Bruninho em treino de Futebol. — Foto: Reprodução

Até chegar ao elenco do Athletico, o adolescente fez uma bateria de testes em 2022. Segundo o Extra, o ingresso no clube também provocou outra mudança na vida de Bruninho. Ele e a avó, Sônia Moura, trocaram Campo Grande (MS) pela cidade de Curitiba (PR), em fevereiro deste ano, sem fazer qualquer alarde.

No ano passado, Sônia e o neto viveram outra tragédia pessoal. Hernane Silva, marido de Sônia e figura paterna de Bruninho, entrou em estado vegetativo após sofrer diversas paradas cardiorrespiratórias. Para sobreviver, uma amiga de Sônia criou uma vaquinha online para ajudá-la em mais um momento difícil, mas a ação também recebeu críticas nas redes sociais.

Desaparecimento de Eliza

Eliza tinha apenas 25 anos quando desapareceu em 2010. O jogador Bruno, então goleiro do Flamengo, foi apontado como mandante do homicídio e da ocultação do cadáver da jovem. Após julgamento, ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão e cumpre a pena em regime aberto. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Justiça condena ex-goleiro Bruno a pagar mais de R$ 650 mil em indenização a filho

Bruno foi condenado a indenizar o filho que teve com Eliza por danos morais e materiais com a morte da mãe. Ex-goleiro cumpre pena em regime aberto pela participação no crime

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que o ex-goleiro Bruno pague mais de R$ 650 mil em indenização por danos morais e materiais ao filho, Bruninho, que teve com a modelo Eliza Samúdio.

Ex-goleiro Bruno Fernandes e Eliza Samudio

A decisão foi assinada, nessa quinta-feira (27) cerca de 12 anos da morte da modelo. A indenização leva em conta os danos morais e materiais do filho pela morte da mãe.

Na decisão, a justiça lembrou que, além de ter ficado órfão de mãe e ter o pai condenado por participação na morta da genitora, Bruninho era bebê na data do crime e foi mantido em cárcere à época.

Do valor, R$ 150 mil devem ser pagos por danos materiais e R$ 500 mil em indenização por danos morais.

Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão por participação na morte de Eliza. O ex-goleiro cumpre pena em regime semiaberto domiciliar desde 2019.

‘Não há preço que pague uma criança não ter mãe’

A família de Bruno se manifestou após a condenação dizendo que não há valor que repare o dano à criança. Desde a morte, segundo a família, o único dinheiro recebido pelo filho, foi R$ 90 mil em pensão alimentícia. O valor foi pago após o ex-goleiro ter pedidos de prisão emitidos pela Justiça de Mato Grosso do Sul por falta de pagamento.

“O Bruno acaba de ser condenado a indenizar o filho. Nós enquanto família achamos o valor muito pouco. Não há preço que pague uma criança não ter mãe”, disse Maria do Carmo, madrinha de Bruninho.

A família ainda pediu que a condenação sirva de exemplo. “Eu queria que todo cidadão se colocasse no lugar de um filho de uma mãe que não tem nenhum túmulo para colocar uma flor, uma vela. Quero que isso sirva de exemplo para os feminicídas desse país”, finalizou.

Filho de Eliza Samudio processa goleiro Bruno por morte da mãe e cobra mais de R$ 6 milhões

Garoto, hoje com 12 anos, está sendo representado na Justiça pela avó materna

O filho do goleiro Bruno e de Eliza Samudio, Bruninho, de 12 anos, está sendo representado pela avó materna em um processo na 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul contra o pai, onde pede pensão alimentícia até seus 25 anos de idade e indenização imediata no valor de R$ 6,4 milhões pelo assassinado de sua mãe, em 2010. As informações são do site “Notícias da TV”.

Bruno é processado pelo filho, que pede valor milionário Foto: Reprodução/Rio Branco-AC

O caso, que corre em segredo de Justiça, faz parte de uma das tentativas do garoto e de sua avó de terem compensações financeiras vindas do ex-goleiro do Flamengo e Corinthians após ele ter sido condenado pelo assassinato de Eliza Samudio.

Recentemente, a mãe de Eliza entrou com um pedido de prisão para Bruno Souza pelo não pagamento de pensão alimentícia ao filho. O jogador chegou a fazer uma vaquinha para arrecadar o valor devido, R$ 90 mil. No entanto, a detenção não aconteceu por um equívoco da 1ª Vara da Família de Cabo Frio (RJ), local aonde o goleiro mora. Sem querer, o mandado foi enviado para um oficial que não tinha competência para cumpri-lo.

Já em relação ao caso atual, a defesa de Bruno alegou que o pedido é excessivo para o presente momento de sua vida. O goleiro também solicitou tutela antecipada para impedir penhoras de bens, com o argumento que não tem mais nada para ser leiloado.

O juiz Daniel Della Ribeiro, que cuida do caso, não aceitou o pedido e seguiu com o processo. Ele intimou que Bruno junte testemunhas para provar sua tese. A mãe de Eliza Samudio já juntou documentos necessários para ir em frente.

“No mais, intime-se a parte requerida para que, no mesmo prazo, junte aos autos todos os documentos que entender necessários ao deslinde do feito, sob pena de preclusão e perda da prova”, determinou o magistrado. Não existe previsão para o desfecho dessa ação.

Embarcação de Bruno e Dom é encontrada no Amazonas, afirma PF

Segundo a Polícia, embarcação será submetida nos próximos dias aos exames periciais necessários

A Polícia Federal informou, na noite deste domingo, 19, que bombeiros e militares da Marinha localizaram a embarcação utilizada pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, após buscas realizadas na região do Amazonas.

O Comitê de Crise, coordenado pela PF, informou que o barco foi localizado por volta de 20h20 de hoje e que a embarcação será submetida nos próximos dias aos exames periciais necessários, de modo a contribuir com a completa elucidação dos fatos.

Embarcação de Bruno e Dom é encontrada Foto: Polícia Federal

Terceiro suspeito assumiu crime
O terceiro suspeito preso pela morte de Bruno e Dom, Jeferson da Silva Lima, conhecido como ‘Pelado da Dinha’, confessou ter sido um dos executores dos assassinatos do indigenista e do jornalista, segundo investigadores ouvidos pela Folha de São Paulo.

Além dele, Amarildo Oliveira, o Pelado, admitiu ter realizado os disparos contra a dupla. Foi o Amarildo quem  conduziu a Polícia Federal ao local onde os corpos foram encontrados, em uma mata às margens do rio Itaquaí (AM), na última quarta-feira, 15.

O outro suspeito, já preso, é o irmão de Amarildo, Oseney Oliveira, conhecido como Dos Santos. Segundo a Folha, os investigadores ainda apuram se ele disparou contra Bruno e Dom ou se ajudou na ocultação dos cadáveres.

A PF também publicou nota neste domingo, 19, informando que além dos três presos, outros cinco suspeitos já foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres das duas vítimas.

Mortos com tiros de arma de caça

Peritos do Instituto Nacional de Criminalística de Brasília informaram que o indigenista e o jornalista britânico foram assassinados a tiros de arma usada para caça.

A Polícia Federal confirmou nesse sábado, 18, que o segundo corpo encontrado na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, é de Bruno. A identidade do jornalista britânico já havia sido confirmada na sexta-feira, 17.

Pereira foi baleado três vezes, uma na cabeça e duas no tórax, e Phillips uma vez, no peito. Em nota, a PF afirmou que a morte do indigenista foi causada por “traumatismo toracoabdominal e craniano” e que os disparos, “com munição típica de caça”, atingiram o “tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”. Já o jornalista britânico, ainda segundo a corporação, sofreu “traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica (1 tiro)”.

Comparações entre exames odontológicos entregues pela família de Pereira e a arcada dentária recolhida pelos policiais federais confirmaram a identidade do indigenista. O mesmo procedimento foi usado na identificação do repórter. No caso de Phillips, houve ainda a análise de impressões digitais e características físicas, método conhecido como antropologia forense. “Não existem indicativos da presença de outros indivíduos em meio ao material que passa por exames”, afirma o comunicado da PF.

Ex-goleiro Bruno tem prisão decretada por não pagar a pensão do filho

A decisão foi assinada pelo juiz da 6ª vara de família e sucessões, Alexandre Tsuyoshi Ito. Além da prisão, o magistrado decretou o pagamento de pensão alimentícia pendente em mais de R$ 70 mil

O ex-goleiro Bruno teve a prisão decretada por falta de pagamento de pensão alimentícia ao filho Bruninho, que ele teve com Elisa Samudio. Ela desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi encontrado. O mandado foi expedido nesta sexta-feira (27) pelo juiz da 6ª vara de família e sucessões de Mato Grosso do Sul, Alexandre Tsuyoshi Ito.

Eliza Samudio e o ex-goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo

Na decisão, o juiz determina o pagamento de, aproximadamente, R$ 70 mil referentes a dois salários-mínimos por mês desde janeiro de 2020, em valores atualizados. O magistrado determina que Bruno permaneça preso até que “efetue a quitação de todas as parcelas pendentes ou pelo prazo máximo de 3 meses”, como diz o documento.

Mesmo preso, o pagamento é considerado necessário, como o juiz explica na decisão. Apenas com a quitação do débito por pensão alimentícia, a prisão pode ser suspensa. O processo referente pensão alimentícia corre na Justiça desde 2012.

Bruninho, filho do goleiro Bruno Fernandes e de Eliza Samúdio, tem 12 anos. De acordo com a avó materna, o garoto nunca recebeu pensão alimentícia do pai, condenado pelo homicídio triplamente qualificado de sua mãe. O crime tem a mesma idade do filho do casal, e o corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Bruninho tinha quatro meses quando a mãe, com 25 anos na época, desapareceu. Ele chegou a ser sequestrado e mantido em cárcere privado, crimes pelo qual Bruno foi condenado também. Após ser resgatado, a criança foi entregue à avó materna, Sônia Moura, com quem vive desde então em Campo Grande (MS).

Em abril, o esposo Hernane Silva de Moura, morreu. Antes da morte, Sônia fez uma “vakinha” on-line para conseguir levantar dinheiro. Sônia pedia ajuda para custear os gastos domésticos e manter as despesas do neto Bruninho.