Casa de Emerson Leão é invadida e ladrões levam medalha da Copa de 1970

Criminosos ainda não identificados invadiram a casa do ex-treinador Emerson Leão, 73, e furtaram a medalha de ouro conquistada na Copa do Mundo de 1970, além de uma réplica, também em ouro, da taça Jules Rimet. Joias e outros troféus também foram levados.

Leão mora no Jardim Paulista, bairro nobre na zona oeste de São Paulo, e deu falta dos itens na manhã deste domingo (6).

Em depoimento à polícia, ele contou que saiu de casa na manhã de quinta-feira (3), acompanhado da esposa, e só retornou no domingo. A suspeita é a de que a invasão e o furto tenham ocorrido entre o fim da tarde de sábado (5) e a madrugada de domingo.

Foto Divulgação

O ex-técnico contou à polícia que, ao voltar para casa no domingo, percebeu que o portão de entrada e algumas portas do imóvel estavam com marcas de arrombamento.

A réplica da taça Jules Rimet, furtada neste fim de semana, reproduz a conquistada pela seleção brasileira na Copa de 1970. A original foi levada da sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em 1983. No ano seguinte, a Kodak construiu uma réplica perfeita na Alemanha e a entregou à direção da entidade.

O caso é investigado pelo 14º DP (Pinheiros), que não havia identificado ou prendido suspeitos, nem localizado os itens furtados, até a publicação deste texto. O prejuízo ainda será estimado pelo ex-técnico.

Em abril de 2012, no mesmo endereço, Leão foi vítima de um roubo realizado por dois criminosos, que levaram joias e relógios de luxo. A dupla foi presa e reconhecida por Leão.

À época, Leão disse que se deparou com os ladrões um deles portando um estilete ao chegar em casa para assistir a um jogo entre Corinthians e São Caetano. “Vi um deles descer da escada. Ele me mandou deitar no chão, empurrou-me, e eu empurrei ele. Foi muito rápido”, contou, na ocasião.

Ainda segundo ele, o outro assaltante se jogou do primeiro andar da casa, e ambos fugiram por escadas colocadas junto ao muro da residência.

Justiça condena ex-goleiro Bruno a pagar mais de R$ 650 mil em indenização a filho

Bruno foi condenado a indenizar o filho que teve com Eliza por danos morais e materiais com a morte da mãe. Ex-goleiro cumpre pena em regime aberto pela participação no crime

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que o ex-goleiro Bruno pague mais de R$ 650 mil em indenização por danos morais e materiais ao filho, Bruninho, que teve com a modelo Eliza Samúdio.

Ex-goleiro Bruno Fernandes e Eliza Samudio

A decisão foi assinada, nessa quinta-feira (27) cerca de 12 anos da morte da modelo. A indenização leva em conta os danos morais e materiais do filho pela morte da mãe.

Na decisão, a justiça lembrou que, além de ter ficado órfão de mãe e ter o pai condenado por participação na morta da genitora, Bruninho era bebê na data do crime e foi mantido em cárcere à época.

Do valor, R$ 150 mil devem ser pagos por danos materiais e R$ 500 mil em indenização por danos morais.

Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão por participação na morte de Eliza. O ex-goleiro cumpre pena em regime semiaberto domiciliar desde 2019.

‘Não há preço que pague uma criança não ter mãe’

A família de Bruno se manifestou após a condenação dizendo que não há valor que repare o dano à criança. Desde a morte, segundo a família, o único dinheiro recebido pelo filho, foi R$ 90 mil em pensão alimentícia. O valor foi pago após o ex-goleiro ter pedidos de prisão emitidos pela Justiça de Mato Grosso do Sul por falta de pagamento.

“O Bruno acaba de ser condenado a indenizar o filho. Nós enquanto família achamos o valor muito pouco. Não há preço que pague uma criança não ter mãe”, disse Maria do Carmo, madrinha de Bruninho.

A família ainda pediu que a condenação sirva de exemplo. “Eu queria que todo cidadão se colocasse no lugar de um filho de uma mãe que não tem nenhum túmulo para colocar uma flor, uma vela. Quero que isso sirva de exemplo para os feminicídas desse país”, finalizou.

Ex-goleiro Bruno tem prisão decretada por não pagar a pensão do filho

A decisão foi assinada pelo juiz da 6ª vara de família e sucessões, Alexandre Tsuyoshi Ito. Além da prisão, o magistrado decretou o pagamento de pensão alimentícia pendente em mais de R$ 70 mil

O ex-goleiro Bruno teve a prisão decretada por falta de pagamento de pensão alimentícia ao filho Bruninho, que ele teve com Elisa Samudio. Ela desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi encontrado. O mandado foi expedido nesta sexta-feira (27) pelo juiz da 6ª vara de família e sucessões de Mato Grosso do Sul, Alexandre Tsuyoshi Ito.

Eliza Samudio e o ex-goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo

Na decisão, o juiz determina o pagamento de, aproximadamente, R$ 70 mil referentes a dois salários-mínimos por mês desde janeiro de 2020, em valores atualizados. O magistrado determina que Bruno permaneça preso até que “efetue a quitação de todas as parcelas pendentes ou pelo prazo máximo de 3 meses”, como diz o documento.

Mesmo preso, o pagamento é considerado necessário, como o juiz explica na decisão. Apenas com a quitação do débito por pensão alimentícia, a prisão pode ser suspensa. O processo referente pensão alimentícia corre na Justiça desde 2012.

Bruninho, filho do goleiro Bruno Fernandes e de Eliza Samúdio, tem 12 anos. De acordo com a avó materna, o garoto nunca recebeu pensão alimentícia do pai, condenado pelo homicídio triplamente qualificado de sua mãe. O crime tem a mesma idade do filho do casal, e o corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Bruninho tinha quatro meses quando a mãe, com 25 anos na época, desapareceu. Ele chegou a ser sequestrado e mantido em cárcere privado, crimes pelo qual Bruno foi condenado também. Após ser resgatado, a criança foi entregue à avó materna, Sônia Moura, com quem vive desde então em Campo Grande (MS).

Em abril, o esposo Hernane Silva de Moura, morreu. Antes da morte, Sônia fez uma “vakinha” on-line para conseguir levantar dinheiro. Sônia pedia ajuda para custear os gastos domésticos e manter as despesas do neto Bruninho.