Empresa alerta para desafios em 2026 e analisa expansão no mercado de frango com nova onda de oferta.

A JBS, maior produtora de carnes do mundo, projeta que as margens do negócio de carne bovina nos Estados Unidos só devem melhorar de forma gradual a partir de 2027, após um 2026 ainda desafiador devido à escassez persistente de gado no país.

A companhia, cuja maior parte da receita vem dos EUA, enfrenta margens apertadas e negativas no setor, impactando os resultados recentes.
Executivos da empresa destacaram que a baixa oferta de gado continuará pressionando as operações por mais três ou quatro trimestres, com recuperação lenta do rebanho norte-americano prevista apenas no final de 2027.
No Brasil, o rebanho deve cair entre 3% e 5% em 2026, reflexo da venda antecipada de vacas para abate.
A companhia espera trabalhar com margem Ebitda de cerca de 3% nos EUA em algum momento deste ano, enquanto no Brasil mantém patamar de 14%, beneficiada por preços mais altos da carne bovina.
A desaceleração econômica americana não deve afetar o consumo de carne, segundo os executivos.
Perspectivas para o frango
No segmento de frango, analistas preveem 2026 como o “ano do frango” devido ao aumento da oferta, impulsionado por preços elevados da carne bovina e expansão da produção.
Bancos como Santander e BTG alertam para riscos de margens menores para JBS e concorrentes, com crescimento do consumo da ave superando a carne bovina e suína.
A JBS ampliou investimentos em frango, como na Arábia Saudita, onde dobra capacidade até o fim de 2026 com US$ 85 milhões em fábricas halal, alinhando-se à autossuficiência saudita e à Visão 2030.








