Vídeo divulgado pelo Portal Top Midia News com entrevista do Presidente da CDL, traduz o drama financeiro vivido pelo comércio de Campo Grande (MS), uma semana antes do Natal e às vésperas da segunda parcela do 13º.

O comércio de Campo Grande enfrenta forte impacto com a greve do transporte coletivo, que entra no segundo dia, nesta terça-feira em meio a chuva intensa e dificuldades de mobilidade pela cidade.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) estima um prejuízo de R$ 10 milhões apenas no primeiro dia de paralisação, em plena reta final do ano, período considerado decisivo para as vendas.

Comércio calcula perdas e critica gestão
Em vídeo divulgado, o presidente da CDL, Adelaido Figueiredo, afirma que um único dia sem ônibus já gerou um rombo de R$ 10 milhões para o setor varejista, refletindo tanto a ausência de clientes quanto a dificuldade dos funcionários em chegar aos locais de trabalho.
Segundo ele, trabalhadores não conseguem se deslocar até as lojas e consumidores ficam impossibilitados de ir às áreas comerciais, derrubando o movimento em plena temporada de Natal.
Adelaido responsabiliza diretamente a falta de articulação da gestão municipal pelo cenário, criticando o que classifica como ausência de diálogo da prefeita Adriane Lopes com o setor produtivo e com os envolvidos na crise do transporte.
Na avaliação do dirigente, a prefeitura “permite” que a greve ocorra em um momento crucial, por não construir saídas negociadas, repetindo um padrão que ele aponta também em áreas como saúde, trabalho e educação.
Greve em dia de chuva agrava mobilidade
Nesta terça-feira, a paralisação segue com 100% da frota parada, e o cenário ficou ainda mais crítico após a madrugada de ventos fortes e chuva intensa em Campo Grande. Ruas esburacadas, alagamentos pontuais e vias sem manutenção adequada tornam a locomoção mais cara e difícil nos bairros e nas principais ligações da cidade, ampliando o isolamento de quem depende do transporte público ou de deslocamentos mais longos.
Para a CDL, o conjunto de fatores – greve dos ônibus, clima adverso e infraestrutura urbana precária – agrava o prejuízo diário do comércio e ameaça o fechamento de metas de fim de ano.
Adelaido reforça que o setor produtivo é o responsável por gerar riqueza e emprego, mas tem sido tratado com “irresponsabilidade” pelo poder público, que, ao mesmo tempo em que reclama falta de recursos, não garante condições para que a economia gire com normalidade.






