MS fechou 1º semestre com saldo positivo de empregos e abertura de empresas

Para o governador Eduardo Riedel, os empreendedores têm consciência da segurança oferecida pelo Estado.

Geração de empregos e economia dinâmica com segurança, segundo Riedel.

A menos de cinco meses do final do mandato, o governador Eduardo Riedel (PP) está confiante nas projeções de crescimento que os indicadores fazem para Mato Grosso do Sul. Seu otimismo tem base em dados oficiais, que trouxeram resultados positivos na geração de empregos e na abertura de empresas no primeiro semestre.

“Os empreendedores têm plena ciência das boas condições que encontram para investir aqui, há segurança, e isto é um dos fatores fundamentais”, analisa.

O setor de serviços é o principal empregador e um dos maiores motores de vagas formais, respondendo por cerca de metade de todas as contratações do estado em períodos recentes.

O olhar de confiança de Riedel vê com satisfação que Mato Grosso do Sul, de janeiro a junho, apresentou um saldo positivo de 18.531 empregos formais com carteira assinada, segundo relatório do Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em Campo Grande, foi de 3.541 vagas o saldo positivo acumulado no mesmo período.

De janeiro a julho, a Junta Comercial (Jucems) contabilizou 10.415 novas empresas no Estado, das quais 7.973 de Serviços, 2.151 no Comércio e 291 na Indústria.

Entre os municípios, Campo Grande liderou o número de novas empresas abertas em julho, com 633 registros, seguido por Dourados (126), Chapadão do Sul (120), Três Lagoas (61) e Ponta Porã (37).

A indústria em Mato Grosso do Sul responde por cerca de 24% de todos os empregos formais, totalizando cerca de 180 mil trabalhadores com carteira assinada.

Os 10 municípios com maior número de abertura de novas empresas responderam por 82,6% das inscrições no mês. As atividades econômicas com maior número de constituições em julho foram serviços de escritório e apoio administrativo (54 empresas), atividade médica e ambulatorial restrita a consultas (51), holdings de instituições não financeiras (37), atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios (34) e promoção de vendas (29).

Apesar da pandemia, Caged aponta saldo positivo na criação de empregos em MS no ano de 2020 | G1

O setor do comércio em Mato Grosso do Sul é um dos principais motores de empregabilidade, sendo diretamente responsável por empregar cerca de 148,2 mil a 155,8 mil pessoas formalmente. É o terceiro maior volume de empregos por setor no Estado, ficando ligeiramente atrás da indústria e do setor de serviços.

A indústria em Mato Grosso do Sul responde por cerca de 24% de todos os empregos formais, totalizando cerca de 180 mil trabalhadores com carteira assinada.

O setor de serviços é o principal empregador e um dos maiores motores de vagas formais, respondendo por cerca de metade de todas as contratações do estado em períodos recentes e concentrando centenas de milhares de postos de trabalho ativos com carteira assinada.

Defensor do porto seco, Verruck vislumbra novo ciclo na economia fronteiriça

Ponta Porã e todo entorno ficarão mais competitivos e terão mais valores agregados, prevê ex-secretário.

Jaime Verruck: “Um planejamento de muitos anos que agora sairá do papel”. (Foto: Mairinco de Pauda).

Pré-candidato do Republicanos a deputado federal, o ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, comemora o avanço dos trâmites para a materialização de um desejo antigo de Ponta Porã: ser uma cidade servida por um porto seco, ou estação aduaneira interior.

Defensor da medida, especialmente quando dirigiu a Semadesc, entre 2015 e 2026, Verruck está convicto que a agregação de valores criará um novo ciclo de benefícios nesta região de fronteira com o Paraguai.

“Redução de burocracia para quem atua no comércio com o país vizinho, maior competitividade para as empresas e, consequentemente, mais desenvolvimento para Ponta Porã e todas as localidades do seu entorno, no Brasil e no Paraguai”, assegura.

“Um conjunto de benefícios o município vai receber com a implantação do porto seco, significando mais investimentos, mais emprego e oportunidades para quem vive na região”, reforçou.

Concorrência

A Receita Federal lançou a Concorrência Eletrônica nº 43/2026 para escolher a empresa que vai implantar e operar o terminal. O leilão para definir a vencedora será dia 17 de novembro próximo.

O custo estimado é de R$ 96,8 milhões, com um contrato de concessão de 25 anos (prorrogável por mais 10). O início das operações pode ocorrer em até 18 meses após a definição da concessionária.

“A realidade que em breve será vivenciada por Ponta Porã é resultado de um planejamento de muitos anos e que agora vai sair do papel”, exulta Verruck, economista e doutor em Desenvolvimento. Ele cita exemplos de cidades que agregaram muitos valores e progridem após a criação dos portos secos, entre elas Uruguaiana (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Anápolis (GO).

O de Uruguaiana é o maior porto seco rodoviário do Brasil e movimentou mais de R$ 40 bilhões, registrando um trânsito de mais de 268 mil caminhões na fronteira com a Argentina, sendo vital para o fluxo do Mercosul.

Confira o vídeo:

Riedel: diversidade oxigena a economia e incentiva empreendedorismo

Inclusão e expansão de atividades como a citricultura e a piscicultura geram renda e empregos.

Governador Eduardo Riedel em visita a fábrica de celulose Arauco (Foto: Reprodução).

O êxito de políticas públicas do governo sul-mato-grossense que atendem necessidades de subsistência, também contemplando demandas de mercado, tem na diversificação de atividades um dos eixos de maior alcance social e outros ganhos agregados, como a geração de empregos e renda, a qualificação laboral e a abertura de novas oportunidades. Para o governador Eduardo Riedel (PP), além das linhas de fomento e medidas de capacitação estrutural, a diversidade oxigena o empreendedorismo, seja no agro ou na indústria.
Alguns resultados têm maior visibilidade, como a agroindústria de celulose, a industrialização de grãos e proteínas e os estímulos às novas fronteiras produtivas.

São eixos que, de acordo com Riedel, lançam o Estado para além da carne (gado) e dos grãos (soja), binômio tradicional da economia. As mega indústrias de celulose – como as da Suzano, em Ribas do Rio Pardo; da Arauco, em Inocência; e a projetada pela Bracell, em Bataguassu, são fotografias ampliadas desta realidade, mas há outros segmentos avançando bem.

Riedel e as laranjas: citricultura é fruto da diversidade da economia estadual. (Foto: Redes Sociais).

A citricultura já rendeu quase 30 mil hectares de laranja plantados, atraindo gigantes do setor, como a Cutrale e a Citrosuco. A projeção é atingir até 100 mil hectares em médio prazo. Calcula-se que cerca de 07 milhões de mudas estão em desenvolvimento.

A Cutrale destinou cerca de R$ 500 milhões para a Fazenda Aracoara, entre Sidrolândia e Campo Grande. O Grupo Junqueira Rodas com polos de produção em Paranaíba e Naviraí e a Citrosuco avança, disposta a construir novos complexos industriais e de escoamento.

Políticas conscientes
Riedel destaca também o feito de Mato Grosso do Sul em outro setor, saltando do 20º para o 5º lugar no ranking nacional de produção de tilápias. São políticas conscientes e ajustadas com as vocações locais.

MS é o 5º maior produtor de tilápia do país | Agropecuária MS | Sistema Famasul
MS saltou do 20º para o 5º lugar no ranking nacional de produção de tilápias.

A produção estadual de peixes de cultivo passou de 34,8 mil toneladas em 2023 para mais de 53 mil toneladas em 2025/26. O impulso veio de uma política pública estadual, o Programa Peixe Vida.

Embora a tilápia lidere a produção, os peixes nativos também estão ganhando espaço e já alcançam 14% de geração por matrizes locais. O volume exportado de tilápia saiu de 55 toneladas em 2023 para quase 2 mil toneladas em 2025. Gerou mais de US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,2 milhões) em receita e consolidou o estado no comércio internacional.

O maior produtor de tilápias no estado é Selvíria. Destacam-se ainda Mundo Novo, Dourados, Aparecida do Taboado e Itaporã.

Dia dos Pais: CDL prevê movimento de R$ 210 milhões na Capital

Levantamento da CDL Campo Grande mostra ticket médio de R$ 234,08. O setor de vestuário aparece como líder na categoria de presentes.

Dos 290 consumidores pesquisados, 78,6% confirmam a intenção de comprar presentes este ano, gastando em média R$234,08.

O comércio de Campo Grande deve ter um Dia dos Pais aquecido. Pesquisa realizada pela CDL Campo Grande entre os dias 22 e 24 de julho, projeta uma injeção de R$ 210 milhões na economia da capital com as celebrações da data, que reúne o varejo de vestuário, calçados e perfumaria ao setor de alimentação e serviços.

O levantamento ouviu 290 consumidores, de 18 a 70 anos, em entrevistas presenciais realizadas nas sete regiões urbanas da cidade, com margem de confiança de 95%. Do total de entrevistados, 78,6% confirmam a intenção de comprar presentes neste ano.
O ticket médio identificado na pesquisa é de R$ 234,08, valor que reflete o equilíbrio entre o público que busca produtos de maior valor agregado e o consumidor que prioriza o parcelamento para viabilizar a compra.

Roupas e calçados prevalecem neste Dia dos Pais - Jornal Notícias da Região

Vestuário de inverno lidera as preferências
O vestuário aparece como categoria líder da pesquisa, com 47,2% das preferências, puxado por casacos, jaquetas e calçados. A textura do tecido e o caimento da peça pesam na decisão do consumidor, fator que explica a preferência de 77,2% dos entrevistados pela loja física em vez do comércio eletrônico.

O prazo de entrega também entra na conta. Com 75% das compras programadas para a semana da data ou para a véspera, o consumidor evita o risco de o presente não chegar a tempo pelo e-commerce tradicional e recorre ao balcão da loja física para resolver a compra na hora.

Crédito e parcelamento
A pesquisa aponta que o crédito facilitado ajuda a movimentar as vendas. O Cartão de Crédito Parcelado e o Crediário Próprio dividem a preferência do consumidor, cada modalidade com 32% das respostas. Juntas, as duas formas de parcelamento somam 64% das intenções de pagamento, um indicativo de que o lojista precisa oferecer opções de prazo para não perder espaço para a concorrência.

Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, o resultado da pesquisa mostra uma oportunidade de faturamento para o varejo local, desde que a comunicação da marca esteja alinhada com a jornada de pesquisa do consumidor.

“Temos uma projeção de 210 milhões de reais prontos para movimentar o comércio de Campo Grande. Mas para essa grana entrar no caixa, o cliente precisa saber que a loja tem o que ele procura. A pesquisa mostra que o consumidor já está pesquisando e validando as compras pela TV, pelo rádio, nos outdoors e nas redes sociais. É fundamental que sua marca apareça e se faça presente nesses canais agora”, afirma Figueiredo.

A CDL Campo Grande coloca à disposição dos lojistas para planejamento de divulgação, estruturação de crediário próprio e treinamentos de vendas voltados para o atendimento de última hora, que costuma concentrar boa parte das compras da data.

Dia dos Pais - CALENDÁRIO 2025

Banco de dados da pesquisa
Período do campo: 22 a 24 de julho de 2026
Amostragem: 290 entrevistas presenciais, consumidores de 18 a 70 anos
Abrangência: sete regiões urbanas de Campo Grande
Margem de confiança: 95%

Intenção de compra

78,6% confirmam intenção de comprar presentes
14,5% não participarão da data (81% por restrição orçamentária, 19% por não ter figura paterna ativa)
10,3% ainda estão indecisos
Injeção estimada na economia: R$ 210 milhões
Ticket médio e categorias

Ticket médio geral: R$ 234,08
Vestuário lidera as preferências, com 47,2% das intenções

Perfil por faixa etária

Jovens (18 a 29 anos): 25% da amostra, foco em canal digital e PIX
Adultos (30 a 49 anos): 45% da amostra, maior ticket médio e uso de cartão parcelado e crediário
Seniores (50 a 70 anos): 30% da amostra, preferência por loja física e atendimento consultivo
Formas de pagamento

Cartão de Crédito Parcelado: 32%
Crediário Próprio / Carnê: 32%
PIX: 17,9%
Cartão de Débito: 11%
Dinheiro em espécie: 7,1%
Comportamento de compra

77,2% preferem a loja física
75% das compras programadas para a semana da data ou véspera
85,5% apontam o preço como fator decisivo na escolha do local de compra
39% valorizam o atendimento consultivo
Almoço de domingo

Gasto médio estimado com alimentação: R$ 210,00 por família
Churrasco é o prato preferido
62% comemoram em casa, 37% em bares e restaurantes.

Com informações da CDL Campo Grande

Diagnóstico do comércio aponta caminhos para recuperar Centro de Campo Grande

Relatório reúne prioridades do setor e reforça a necessidade de políticas para estimular empregos, consumo e novos investimentos

Verruck recebeu da CDL um diagnóstico sobre os desafios do comércio (Foto Mairinco de Pauda)

O ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck (Republicanos), recebeu da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL/CG) um diagnóstico com as principais demandas dos comerciantes da região central da Capital. Entre as prioridades estão reforço da segurança pública, criação de creches, promoção do Centro e incentivo à instalação de novos empreendimentos.

Segundo Verruck, o documento aponta os principais desafios do comércio e pode contribuir para a construção de políticas públicas voltadas à recuperação da região. “Precisamos de ações que fortaleçam a atividade econômica, gerem empregos e atraiam novamente consumidores para o Centro”, afirmou.

O levantamento da CDL mostra a dimensão do desafio: entre 2018 e 2025, o número de empresas ativas no quadrilátero central caiu 75,9%, enquanto as transações comerciais recuaram 60% e o faturamento do varejo diminuiu 55%.

HONRARIA EM TRÊS LAGOAS

Jaime Verruck também foi homenageado pela Câmara Municipal de Três Lagoas com o Diploma de Honra ao Mérito Antônio Trajano dos Santos, principal honraria do município. A homenagem reconhece sua atuação à frente da Semadesc e a contribuição para o desenvolvimento econômico da cidade, consolidada como polo nacional da celulose.

Ex-secretário foi homenageado pela Câmara de Três Lagoas pelo trabalho em prol do desenvolvimento (Foto Mairinco de Pauda)

Comércio volta a depender de acordo sindical para abrir em feriados

Portaria do Ministério do Trabalho foi prorrogada por 90 dias e reacende reação de lojistas de MS, que veem aumento de custos e insegurança para o varejo.

Em Campo Grande, os efeitos já aparecem neste mês. O comércio pode funcionar nos feriados de Corpus Christi, em 4 de junho, e de Santo Antônio, padroeiro da Capital, em 13 de junho. No entanto, a abertura é opcional e precisa seguir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027, assinada entre Fecomércio MS, Sindivarejo Campo Grande e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami).

O comércio brasileiro voltou a discutir as regras para funcionamento em feriados após o Ministério do Trabalho e Emprego prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria 3.665/2023, que condiciona a abertura das lojas à negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. Na prática, o texto reforça que o varejo só pode funcionar nessas datas com autorização formal prevista em convenção coletiva e observância da legislação municipal.

Em Mato Grosso do Sul, a medida foi criticada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-MS), que considera a exigência um novo obstáculo para um setor já pressionado por custos altos, juros elevados e mudanças tributárias. Para a entidade, a portaria aumenta a insegurança operacional e dificulta o planejamento de pequenos e médios lojistas, especialmente em datas com maior movimento de consumidores.

A regra não proíbe o trabalho em feriados, mas transfere para a negociação coletiva a autorização para abrir nesses dias. O governo argumenta que a medida busca restabelecer a legalidade e reforçar o diálogo social, enquanto representantes do comércio defendem mais flexibilidade para atender a demanda do público.

A portaria original é de novembro de 2023, a vigência já foi adiada outras vezes, e em 2026 o governo criou um grupo de trabalho com representantes de trabalhadores e empregadores para tentar fechar uma proposta de regulamentação. Também é importante registrar que a legislação citada pelo MTE é a Lei 10.101/2000, alterada pela Lei 11.603/2007, que ampara a exigência de convenção coletiva para o comércio em feriados.

A portaria não é nova em si: ela foi publicada em 2023 e apenas teve a vigência prorrogada, e depende da autorização por convenção coletiva e legislação municipal.

Momento desfavorável

A entrada em vigor da medida, no dia 1º de junho, ocorre em um cenário pouco favorável para o setor empresarial. Entre os fatores que aumentam a pressão sobre as empresas, estão a implementação da reforma tributária, a reoneração da folha de pagamento, o calendário de feriados, a Copa do Mundo, as eleições e o crédito mais caro.

Em Campo Grande, os efeitos já aparecem neste mês. O comércio pode funcionar nos feriados de Corpus Christi, em 4 de junho, e de Santo Antônio, padroeiro da Capital, em 13 de junho. No entanto, a abertura é opcional e precisa seguir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027, assinada entre Fecomércio MS, Sindivarejo Campo Grande e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande.

De acordo com as regras locais, a empresa que optar por abrir deve informar o sindicato laboral com antecedência mínima de cinco dias, por escrito e com protocolo. Além disso, precisa pagar uma taxa de R$ 24 por cada empregado escalado para trabalhar no feriado.

O funcionário convocado tem direito a uma folga compensatória para cada feriado trabalhado, preferencialmente na semana seguinte e, no máximo, em até 15 dias. Já os empregados filiados ao sindicato laboral têm direito a uma indenização correspondente a 7% do piso salarial, paga até o fim do expediente do dia, sem caráter salarial.

Para os estabelecimentos fora de shoppings, o expediente permitido nos feriados é das 9h às 18h, com intervalo mínimo de uma hora para o almoço. A convenção não autoriza hora extra nessas datas; caso isso ocorra, o período excedente deverá ser remunerado em dobro.

A CDL de Campo Grande também chama atenção para os reflexos de Corpus Christi no trânsito da região central, por conta da montagem do tradicional tapete. A interdição deve ocorrer das 3h às 22h da quinta-feira.

A entidade lembra ainda que Corpus Christi e Santo Antônio não integram a lista de feriados em que o comércio deve permanecer fechado obrigatoriamente, como Natal, Ano Novo, Sexta-Feira Santa, Dia do Trabalhador e Finados. Nesses dois casos, a abertura é permitida, desde que todas as regras da convenção sejam cumpridas.

Capa:(Foto: Felipe Ribeiro)

Impostos baixos e energia barata: 232 indústrias brasileiras se instalam no Paraguai

Regime de maquila cobra só 1% de tributo: custo de empregado é até 40% menor e 25 mil trabalhadores brasileiros já ocupam vagas no país vizinho. Gigantes como Renner, C&A, JBS e Vale já transferiram parte da produção para o Paraguai.

Mais de 230 empresas brasileiras já produzem no Paraguai atraídas por carga tributária menor - Blog do Valente -

O Paraguai tem se consolidado como um polo de atração para a indústria brasileira devido à expressiva redução de custos operacionais e tributários.

Segundo uma reportagem do site Poder360, publicada no sábado (23/5), 232 empresas do Brasil instalaram-se em solo paraguaio desde 2007, com 40 delas iniciando suas operações a partir de 2023.

A fórmula paraguaia que atrai indústrias brasileiras para o outro lado da fronteira | VEJA

O movimento é motivado pela enorme diferença na carga de impostos e nos encargos trabalhistas. Enquanto no Brasil isso representa 80% dos custos de produção de uma peça de vestuário, por exemplo, no Paraguai o valor fica em torno de 12%.

Além disso, embora o salário mínimo paraguaio seja maior (cerca de R$ 2,4 mil, ante R$ 1,6 mil no Brasil), o custo de um empregado com carteira assinada chega a ser de 30% a 40% menor.

A legislação do país estabelece uma jornada de 48 horas semanais e não prevê o pagamento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nem de seguro-desemprego.

As férias também são mais restritas, atingindo 30 dias somente após dez anos de serviço na mesma empresa. Juntas, as indústrias brasileiras empregam cerca de 25 mil trabalhadores no Paraguai, ocupando vagas que poderiam estar no mercado nacional.

Indústria brasileira cresce como nunca, mas no Paraguai! Impostos baixos atraem empresários para o país vizinho - CPG Click Petróleo e Gás

Lei de Maquila
Grande parte das indústrias brasileiras opera sob a chamada Lei de Maquila. Criado em 1997 e ampliado recentemente, esse regime especial de incentivos é voltado exclusivamente para a exportação.

Manufatura paranaense no Paraguai

O modelo funciona da seguinte maneira: as empresas estrangeiras montam suas fábricas no país para produzir bens ou serviços que serão vendidos ao exterior, sem permissão para comercializá-los no mercado interno paraguaio. Em troca, elas pagam um tributo único de apenas 1% sobre o valor agregado ou seja, sobre o que foi adicionado em cada etapa da produção, além de contarem com isenção de imposto de renda sobre o pagamento de dividendos e na importação de máquinas e matérias-primas.

As empresas do setor de confecções e tecidos lideram a lista das maquiladoras brasileiras, com 89 operações, seguidas pelas fabricantes de plásticos (47) e de alumínio (30). Grandes redes varejistas e marcas esportivas, como Renner, Riachuelo, C&A, Lunelli e Dass, transferiram parte de sua produção ou fecharam parcerias industriais no país. Apenas as dez maiores exportadoras brasileiras no regime registraram US$ 1,3 bilhão em receitas de venda ao exterior em 2025, o que inclui gigantes como Ball, Inpasa e Yazaki.

O principal destino dessa produção é o próprio Brasil, que absorve 64% das exportações das maquiladoras. Instaladas majoritariamente no Departamento do Alto Paraná, a até 50 quilômetros da fronteira, essas indústrias enviam os produtos para o mercado brasileiro sem pagar Imposto de Importação, arcando apenas com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

Jornada flexível
O ambiente favorável de negócios atrai até mesmo empresas que operam fora do regime de maquila, como JBS, Karsten e Vale. Para essas companhias e para os pequenos empreendedores, o Paraguai oferece um sistema mais simples conhecido como “triplo 10”: 10% de imposto de renda empresarial, 10% de imposto de renda pessoal e 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

A segurança jurídica, a energia barata e o crédito com taxas de juros na faixa de 5,5% ao ano também impulsionam a transferência de negócios. A Nestlé, por exemplo, mudou todo o seu suporte administrativo do Brasil para Assunção justamente devido aos menores custos trabalhistas.

O diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), Edmundo Lima, apontou ao Poder 360 que a alta carga tributária e as mudanças recentes, como a taxação de compras internacionais de até US$ 50, pioraram a competitividade da indústria nacional.

Ele alertou que propostas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (fim da escala 6×1) podem acelerar o fechamento de fábricas no Brasil, já que o trabalhador paraguaio passaria a trabalhar o equivalente a 52 dias úteis a mais por ano em comparação ao brasileiro.

A tendência é que o movimento persista, uma vez que a reforma da Lei de Maquila, aprovada em 2025, ampliou o prazo dos benefícios tributários para 20 anos e passou a incluir também o setor de serviços, reduzindo o tempo e a burocracia para a instalação de novas corporações.

Com informações do Portal Consultor Jurídico

Paraguai amplia integração comercial com Sul do Brasil

Vice-ministro da Indústria do Paraguai afirmou que o país vizinho busca reforçar conexões com o Brasil, mais especificamente, Santa Catarina, e disse que relação entre Lula e Santiago Peña é “muito boa”.

O vice-ministro da Indústria do Paraguai, Javier Viveros, durante o Conexa 2026, na capital catarinense. (Foto: Vanilson Oliveira/CB/DA.Press).

O vice-ministro da Indústria do Paraguai, Javier Viveros, afirmou nesta segunda-feira (18/5) que o país tem intensificado a aproximação econômica com o Sul do Brasil e vê em Santa Catarina um parceiro estratégico para ampliar sua integração produtiva e logística.

Em entrevista ao Correio Brasiliense, durante participação no Conexa 2026, na capital catarinense, o representante paraguaio destacou o papel do estado como potencial corredor para exportações e desenvolvimento industrial conjunto.

Segundo Viveros, o Paraguai vive um momento de crescimento econômico e busca consolidar um ambiente favorável aos negócios, apostando na complementaridade com economias regionais brasileiras. O vice-ministro ressaltou que a proximidade geográfica e a integração produtiva tornam inevitável uma parceria mais estreita com o Brasil. “A relação entre os dois países é muito boa. A gente está trabalhando muito junto. É difícil não ser parceiro com o Brasil, porque é o nosso vizinho, o nosso parceiro por naturalidade. O Paraguai está se integrando à cadeia produtiva da região, no Sul do Brasil”, afirmou.

De acordo com ele, o país tem adotado medidas para atrair investimentos e fortalecer sua participação econômica regional. Viveros destacou que o Paraguai atravessa um período de expansão acima da média da América do Sul e tenta aproveitar esse momento para aprofundar laços comerciais, sobretudo com estados próximos da fronteira. “Hoje o Paraguai tem um ambiente de negócio muito bom. O crescimento do Paraguai é o maior da região, temos uma estabilidade macroeconômica muito boa. Isso está criando uma atenção especial para o país”, disse.

O vice-ministro apontou ainda Santa Catarina como peça importante para a logística do Paraguai, especialmente pela estrutura portuária do estado. Como país sem saída para o mar, o Paraguai depende de conexões regionais para escoar sua produção, o que amplia o interesse em fortalecer parcerias econômicas com governos estaduais brasileiros. “Santa Catarina é muito importante porque pode ser uma saída muito relevante para nossos produtos produzidos no Paraguai. Estamos aqui tentando fazer conexões, aproximar posições entre os governos e trabalhar juntos para encontrar um caminho”, declarou.

Ao comentar a relação política entre os governos brasileiro e paraguaio, Viveros afirmou que o diálogo institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorre de forma positiva e destacou a interlocução com o presidente do Paraguai, Santiago Peña. “O Paraguai mantém ótima relação com os presidentes do Brasil. O Paraguai tem que conversar, porque essa relação é muito importante para nós. A relação entre o presidente Lula e o presidente Peña é muito boa”, afirmou.

Irã reabre Estreito de Hormuz em meio a cessar-fogo Líbano-Israel

Trump mantém bloqueio naval EUA ao Irã. Petroleiros já cruzam rota vital para 20% do petróleo global.

Irã reabre Estreito de Ormuz após cessar-fogo entre Israel e Líbano

O ministro da Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, anunciou nesta sexta-feira (17/04) que o Estreito de Hormuz foi reaberto para navegação durante o cessar-fogo com o Líbano.

Minutos após o anúncio, Donald Trump afirmou que mesmo com reabertura o bloqueio naval dos EUA ao Irã iria permanecer até o fim das negociações entre os dois países.

Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz durante cessar-fogo

O que aconteceu
Araghchi declarou no X que a passagem para todos os navios comerciais está completamente aberta. O ministro detalhou que a circulação deve permanecer durante o período de cessar-fogo entre o Líbano e Israel.

Donald Trump agradeceu pela liberação, mas ponderou que o bloqueio naval dos EUA ao Irã em Hormuz vai permanecer.

“O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”, acrescentou em outra publicação.

Em um outro post, Trump disse que o Irã concordou em “nunca mais fechar o Estreito de Hormuz”. “Isso não vai mais ser usado como uma arma contra o mundo”, afirmou.

Irã ameaça fechar o Estreito de Hormuz caso o bloqueio naval dos EUA persista. Declaração foi feita por uma autoridade iraniana à agência de notícias Fars nesta sexta-feira (17/04).

Israel está proibido de atacar o Líbano, declarou Trump. O republicano detalhou que os EUA irão trabalhar em conjunto com o governo libanês para conter o Hezbollah “de maneira apropriada”.

Ele também disse que rejeitou uma oferta da Otan para ajudar em Hormuz.
Aliança militar do Ocidente teria oferecido ajuda para garantir segurança no Estreito, logo após o anúncio da reabertura. “Eu disse a eles [Otan] para que fiquem de fora”, afirmou Trump.

Cessar-fogo anunciado por Trump
O presidente dos Estados Unidos anunciou ontem que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo, que inclui o Hezbollah. Ataques acontecem desde 2 de março e, segundo o governo libanês, deixaram mais de 2.000 mortos.

régua terá duração de dez dias, segundo Trump. O presidente dos EUA anunciou o cessar-fogo em publicação na rede Truth Social: “Ambos querem ver a paz, acredito que isso acontecerá em breve”.

O anúncio ocorreu após um mês e meio de conflito entre Israel e o movimento libanês pró-Irã Hezbollah. Este último se somou no início de março à guerra no Oriente Médio ao lançar foguetes contra o território israelense, em solidariedade ao Irã, atacado pelos Estados Unidos e por Israel.

Apesar do cessar-fogo, Israel advertiu hoje que operação no Líbano deve continuar. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, menos de 24 horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo, declarou que “as manobras em terra no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram alcançar muitos alvos”, mas a operação “não terminou”.

Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Hormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã. (Seyed Abbas Araghchi).

Estreito de Ormuz volta a ter movimentação intensa após trégua; VEJA | G1

Bloqueio de Hormuz
Centenas de petroleiros e outros navios ficaram retidos desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O bloqueio deixou também cerca de 20.000 marinheiros presos no Golfo Pérsico, de acordo com as informações citadas pela agência. Inicialmente, a via estava sendo bloqueada exclusivamente pelo Irã, como moeda de troca na guerra.

O governo iraniano afirmava que o Estreito estava fechado para os EUA e Israel, mas outros países também enfrentavam dificuldade de tráfego devido à insegurança no local. Em uma tentativa de reverter a situação, Donald Trump anunciou o bloqueio do estreito, após o fracasso nas negociações de paz. Os detalhes sobre o bloqueio foram explicados pelo Comando Central dos EUA em publicação no X no dia seguinte.

Segundo o órgão, navios que tivessem o Irã como destino ou como ponto de partida poderiam ser abordados. “Qualquer embarcação que entrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e apreensão”, diz, em nota.

Três petroleiros iranianos deixaram na quarta-feira o Golfo pelo Estreito de Hormuz com cinco milhões de barris de petróleo. Esses são os primeiros desde o início do bloqueio dos Estados Unidos aos portos do Irã, informou nesta sexta-feira (17/04) à AFP a empresa de dados marítimos Kpler.

O ‘Deep Sea’, o ‘Sonia I’ e o ‘Diona’, todos alvos de sanções dos Estados Unidos, atravessaram a passagem estratégica, procedentes da ilha iraniana de Kharg.

Por que Hormuz é tão estratégico
O Estreito de Hormuz é um gargalo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do início da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima passava por ali, o que torna qualquer ameaça à navegação um problema com efeito imediato no mundo.

A importância do estreito vai além do petróleo e alcança combustíveis e fertilizantes. A avaliação é que uma interrupção ampla na passagem tem potencial de pressionar preços e afetar cadeias de abastecimento, justamente por concentrar parte relevante do fluxo marítimo desses produtos.

Hormuz se enquadra como estreito utilizado para navegação internacional com regras específicas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. O tratado, conhecido como Convenção de Montego Bay, prevê o regime de passagem em trânsito, que garante travessia contínua e rápida a navios e aeronaves, civis e militares, sem autorização prévia.

Pelo texto da convenção, países costeiros não podem impedir nem suspender a passagem em trânsito. O artigo 44 determina que não haja suspensão e que os Estados deem publicidade a perigos à navegação, enquanto o artigo 39 impõe aos navios o dever de não praticar atividades sem relação com o trânsito, como ameaça ou uso da força.

Mesmo sem ter ratificado a convenção, o Irã é apontado como obrigado a respeitar regras que viraram costume internacional. A avaliação é que disposições sobre estreitos são tratadas como direito internacional consuetudinário, reforçado por decisões anteriores da Corte Internacional de Justiça sobre passagem em estreitos internacionais.

Com informações do Portal UOL

Riedel segura alíquota de ICMS para manter incentivo à economia

“Nosso Estado respeita o empresariado”, afirma o governador ao destacar o foco na geração de empregos.

Riedel e autoridades na assinatura do decreto que mantém as alíquotas.            (Foto: Saul Schramm).

Se entrasse na onda de afobamento que levou alguns gestores do País a fazer sua pauta fiscal acompanhar a crise provocada pelo conflito no Oriente Médio, Eduardo Riedel (PP) certamente estaria jogando por terra um dos principais mecanismos de fomento empresarial em Mato Grosso do Sul.

Contudo, o governador contrariou esta lógica e decidiu formalizar incentivos fiscais às empresas. A decisão foi tomada para fortalecer o ambiente dos negócios e conservar o ambiente favorável a investimentos.

Riedel reuniu-se ontem (segunda-feira, 30/03), com representantes do setor produtivo para anunciar 77 benefícios tributários. E justificou: “O Mato Grosso do Sul é um Estado que respeita o empresariado. Renovamos os incentivos para todos que recebem, no início da gestão e agora até o fim do ano”.

Ao lembrar que semelhantes iniciativas foram adotadas – como no caso da pandemia, que afetou bares e restaurantes, ele salientou que a manutenção da flexibilidade fiscal é importante, “pois talvez seja um dos segmentos que mais empregam e crescem”.

Riedel ressaltou que está mantido o foco no equilíbrio dos gastos, priorizando investimentos em infraestrutura e área social, além da desoneração das cadeias produtivas.

A política fiscal vai manter a alíquota modal de ICMS em 17%, a menor do Brasil, e incentivar a regularização fiscal voluntária.

Com a menor alíquota de ICMS entre as unidades federativas (17%), o estado cresceu quatro vezes mais que a média nacional, atraindo investimentos bilionários.
Lidera o patamar da expansão da indústria de transformação no Brasil e ocupa o 2° lugar no crescimento do agro.

Verruck e o demonstrativo dos resultados da política fiscal do governo.             (Foto: Saul Schramm).      

Alto crescimento
Segundo Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, a decisão considera a perspectiva de alto crescimento do estado, com índices acima da média brasileira, grandes investimentos privados, avanço da industrialização do agro e pleno emprego. “Mato Grosso do Sul cresce quatro vezes a média nacional, porque tem um ambiente competitivo e a alíquota do ICMS mantida em 17%”, deduz.

Os decretos da faixa de alíquotas têm validade até 31 de dezembro de 2026. “Sempre estarei ao lado de quem faz a roda da economia girar, acreditando que o emprego e a renda são os melhores programas sociais que existem, ao lado da educação, saúde e políticas públicas adequadas. O Estado é aquele que vai às pessoas que não tiveram acesso a emprego e renda e as colocam dentro desse processo”, enfatizou Riedel.

“O Mato Grosso do Sul é um Estado que respeita o empresariado. Renovamos os incentivos para todos que recebem, no início da gestão e agora até o fim do ano”.(Riedel).

Compromisso
Os benefícios fiscais alcançam 12 setores econômicos, que vão da saúde ao agronegócio, do transporte à energia renovável, demonstrando o compromisso do Governo com o desenvolvimento.

Os incentivos ao agronegócio, à indústria alimentícia, ao setor de biocombustíveis e às operações portuárias do Rio Paraguai refletem e fortalecem as vocações econômicas naturais do Mato Grosso do Sul, observa Verruck.

O secretário opina que a redução tributária significa uma redução já prevista de receita, e que há ainda a questão da qualidade do gasto público, com rigor orçamentário e de planejamento. “Isto permite que a gente consiga fazer uma política fiscal adequada, porque nosso objetivo é estimular a atividade econômica, corrigir as desigualdades e promover os setores estratégicos”, descreveu. “A redução da carga tributária contribui para a continuidade da atividade econômica”, completa.

Aos empresários, Riedel reafirma bases dos programas de fomento.                     (Foto: Saul Schramm).

Para os empresários os benefícios fiscais são fundamentais para a continuidade do crescimento econômico e da geração de emprego e renda à população. “A medida fortalece os pequenos negócios, sejam do setor rural, indústria, comércio e serviços”, diz Maurício Saito, presidente do conselho deliberativo do Sebrae/MS. “O estado cresce acima da média brasileira, impulsionado pela implementação da Rota Bioceânica e pela atração de grandes investimentos”, acrescenta.