Colheita de soja em MS avança para 14,9%: Sul lidera e norte atrasa

Aprosoja aponta lavouras majoritariamente boas (67,2%), mas chuvas irregulares freiam ritmo geral. A safra está com números abaixo do ano passado.

Colheita da soja alcança 6,2% e plantio do milho atinge 5,8% em MS - Caderno Agro

A colheita da soja safra 2025/26 em Mato Grosso do Sul atingiu 14,9% da área total monitorada, segundo boletim semanal da Aprosoja-MS, que compila dados de técnicos, produtores e sindicatos das regiões Norte, Centro e Sul.

O avanço representa ganho em relação ao boletim anterior, mas ainda fica abaixo da safra passada, devido a chuvas irregulares e excesso de umidade em janeiro.

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Ritmo desigual por regiões
O Sul lidera com colheita mais acelerada, graças ao calendário antecipado e clima mais estável recente.

Centro tem desempenho médio, enquanto Norte registra apenas trabalhos pontuais, com baixa participação no total colhido.

Condições das lavouras
67,2% das áreas estão boas, 21,5% regulares e 11,3% ruins. Norte e Oeste têm os melhores índices, com mais lavouras bem desenvolvidas.

Sul tem mais áreas regulares, explicando o ritmo cauteloso; Centro e Sudoeste equilibram boas e regulares; Sudeste predomina em boas condições, apesar de seca isolada.​
Impacto detalhado do clima na safra
O clima foi o principal vilão até agora: em dezembro/2025, Mato Grosso do Sul teve chuvas muito irregulares, com algumas estações abaixo da média histórica e outras com excesso, criando bolsões de estresse hídrico.

No Bolsão, persiste déficit hídrico acumulado nos últimos 3, 6 e 12 meses, afetando o enchimento de grãos e podendo reduzir peso e produtividade final das lavouras plantadas cedo (setembro-outubro).

Já no Centro-Sul, houve excedente de chuva no curto prazo, com umidade excessiva que atrasou a entrada das colheitadeiras, aumentando risco de perdas por quebra de grãos ou podridão, e forçando produtores a esperar janelas secas para colher.

Janeiro trouxe mais irregularidades: ondas de calor elevaram temperaturas acima da média, combinadas a chuvas esporádicas (90-150 mm em 15 dias em algumas áreas), complicando a maturação uniforme e elevando perdas logísticas.

Produtores do Sul relatam estresse moderado por seca severa de 10-30 dias, impactando 45% da área total em estádios R5-R8 (enchimento e maturação), com grãos “ardidos” e menor rendimento.

No geral, o índice padronizado de precipitação mostra seca menos intensa que em dezembro, mas a variabilidade regional explica o atraso: Norte e Oeste tiveram chuvas mais regulares (73-90% boas), enquanto Sul e Centro lidam com 18-46% ruins ou regulares.

Perspectiva futura
Fev-abr/2026: chuvas irregulares abaixo da média (300-500 mm histórico), temperaturas normais ou acima, com calor intenso no noroeste; El Niño tende à neutralidade, mas La Niña fraca pode influenciar.

Papy destaca força da economia local e renova compromissos

Em encontro com lojistas, vereadores discutem reivindicações e reiteram apoio à categoria.

Papy e os lojistas: “A Câmara não se esconde, podem contar conosco”. (Foto: Redes Sociais).

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Papy (PSDB), e vários colegas, participaram quinta-feira (29/01), de um café da manhã com representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e de outros segmentos da economia local. O objetivo: discutir e ajustar o encaminhamento de medidas de interesse direto da categoria que responde pelo dinamismo econômico da cidade, gerando empregos e fortalecendo as receitas.

“Agradeço à CDL e entidades representativas do setor produtivo, principalmente os varejistas, que é uma das nossas molas propulsoras do desenvolvimento, gerando emprego e renda”, frisou Papy, em um vídeo que publicou nas redes sociais. “O compromisso entre a Câmara e o setor produtivo está de pé. Temos tarefas difíceis, como as questões polêmicas da taxa do lixo e do IPTU. A Câmara não se esconde, está ouvindo para saber como se posicionar em relação a vocês. Independentemente dos resultados da votação, contem conosco”, garantiu.

Estiveram no encontro, na sede do CDL, os vereadores Professor Juari, Otávio Trad, Neto Santos, Veterinário Francisco, Clodoilson Pires, Ronilço Guerreiro e Wilson Lands. Os temas abordados incluíram, entre as demandas emergenciais, as políticas de assistência social, ampliação de vagas em creches – para garantir que as mães das crianças pequenas possam trabalhar e melhorias no transporte coletivo, necessidade que impacta diretamente a rotina de trabalhadores e consumidores.

Confiram o vídeo.

Comércio da Capital enfrenta perda de R$10 milhões por dia uma semana antes do Natal(Vídeo)

Vídeo divulgado pelo Portal Top Midia News com entrevista do Presidente da CDL, traduz o drama financeiro vivido pelo comércio de Campo Grande (MS), uma semana antes do Natal e às vésperas da segunda parcela do 13º.

Greve de ônibus afeta comércio no Centro em semana de expectativas de vendas - JD1 Notícias

O comércio de Campo Grande enfrenta forte impacto com a greve do transporte coletivo, que entra no segundo dia, nesta terça-feira em meio a chuva intensa e dificuldades de mobilidade pela cidade.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) estima um prejuízo de R$ 10 milhões apenas no primeiro dia de paralisação, em plena reta final do ano, período considerado decisivo para as vendas.

Greve de ônibus em Campo Grande: trabalhadores gastam metade do salário com apps

Comércio calcula perdas e critica gestão

Em vídeo divulgado, o presidente da CDL, Adelaido Figueiredo, afirma que um único dia sem ônibus já gerou um rombo de R$ 10 milhões para o setor varejista, refletindo tanto a ausência de clientes quanto a dificuldade dos funcionários em chegar aos locais de trabalho.

Segundo ele, trabalhadores não conseguem se deslocar até as lojas e consumidores ficam impossibilitados de ir às áreas comerciais, derrubando o movimento em plena temporada de Natal.

Adelaido responsabiliza diretamente a falta de articulação da gestão municipal pelo cenário, criticando o que classifica como ausência de diálogo da prefeita Adriane Lopes com o setor produtivo e com os envolvidos na crise do transporte.

Na avaliação do dirigente, a prefeitura “permite” que a greve ocorra em um momento crucial, por não construir saídas negociadas, repetindo um padrão que ele aponta também em áreas como saúde, trabalho e educação.

Greve em dia de chuva agrava mobilidade

Nesta terça-feira, a paralisação segue com 100% da frota parada, e o cenário ficou ainda mais crítico após a madrugada de ventos fortes e chuva intensa em Campo Grande. Ruas esburacadas, alagamentos pontuais e vias sem manutenção adequada tornam a locomoção mais cara e difícil nos bairros e nas principais ligações da cidade, ampliando o isolamento de quem depende do transporte público ou de deslocamentos mais longos.

Para a CDL, o conjunto de fatores – greve dos ônibus, clima adverso e infraestrutura urbana precária – agrava o prejuízo diário do comércio e ameaça o fechamento de metas de fim de ano.

Adelaido reforça que o setor produtivo é o responsável por gerar riqueza e emprego, mas tem sido tratado com “irresponsabilidade” pelo poder público, que, ao mesmo tempo em que reclama falta de recursos, não garante condições para que a economia gire com normalidade.