Estado vai investir R$ 13,6 milhões para completar estrutura de deslocamento em áreas longínquas e de difícil acesso.
Abrir caminhos e conservá-los, encurtar distâncias e garantir os acessos e a mobilidade – estes desafios são fundamentais para a vida de quem mora, trabalha, estuda ou necessita deslocar-se pelo Pantanal de Mato Grosso do Sul.
Para estas pessoas e necessidades as soluções já estão chegando, com investimentos que o governador Eduardo Riedel (PP) considera de elevadíssima prioridade.
Uma das regiões que sofrem durante décadas com períodos de prolongado isolamento é a do Porto São Pedro, aos pés da Serra do Amolar. Antes de Riedel, o acesso era apenas pelo rio, durante longas viagens. Agora, os trajetos já podem ser percorridos em poucas horas por terra. O acesso rodoviário oferece esta condição, que vai melhorar ainda mais com a construção de um aeródromo público.
A melhoria, anunciada pelo governador, vai aumentar a rapidez no atendimento de emergências, reforçar o combate aos incêndios e facilitar o deslocamento de moradores, trabalhadores e equipes de segurança. A nova estrutura representa um investimento de aproximadamente R$ 13,6 milhões. O projeto prevê uma pista com cerca de mil metros de extensão. A previsão de entrega é para fevereiro de 2027.

Integrada
A proposta é que a pista funcione de maneira integrada com a estrada já implantada, formando uma rede de deslocamento capaz de reduzir o tempo necessário para levar pessoas, equipamentos e equipes até áreas remotas.
Durante muitos anos, a distância entre as fazendas e o Porto São Pedro significava jornadas longas e exaustivas. O transporte de gado dependia principalmente das vias fluviais e às vezes duravam vários dias.
Em determinados trechos, homens e animais precisavam atravessar áreas alagadas, aumentando o esforço e os riscos durante o deslocamento. Para os trabalhadores rurais, não se tratava apenas de uma dificuldade logística, mas de uma situação que afetava diretamente a produção e a segurança das pessoas envolvidas.
Com a estrada de acesso ao Porto São Pedro, este quadro se modificou. O trecho de 23,4 km foi concluído com revestimento primário e investimento superior a R$ 53 milhões.
Prioridade
Riedel considera a expansão da infraestrutura e da logística uma das frentes prioritárias de sua gestão. “No Pantanal, essa política precisa considerar um território que é formado por rios, áreas alagáveis, grandes propriedades rurais, comunidades distantes e os períodos de seca, que aumentam o risco de incêndios”.
O aeródromo do Porto São Pedro foi planejado no bojo destas preocupações.
A pista seguirá as normas de segurança da aviação civil, sujeita à fiscalização e aos procedimentos exigidos para seu funcionamento. O Porto São Pedro fica a 120 km de Corumbá por via fluvial e está em uma área próxima à Serra do Amolar. Em uma região onde o transporte pelos rios ainda é indispensável, uma pista de pouso e decolagem cria uma nova possibilidade para situações em que o tempo de resposta é decisivo.
Para o Corpo de Bombeiros, a possibilidade de operar aeronaves a partir de uma estrutura pública próxima às áreas de risco é um importante ganho operacional. As equipes ganham condições mais rápidas e seguras para monitorar focos de incêndio, deslocar profissionais e apoiar ações de combate em locais de difícil acesso. O projeto está relacionado ao planejamento da infraestrutura aeroportuária de Mato Grosso do Sul.
A ampliação e qualificação de aeroportos e aeródromos fazem parte de uma estratégia voltada para melhorar a ligação entre municípios, áreas rurais e regiões de difícil acesso. A estrada integra um cenário maior de investimentos em acessos no Pantanal.
Entre 2023-25 foram destinados cerca de R$ 478 milhões na implantação de mais de 500 km de rodovias em revestimento primário na região.






