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Campo Grande, 30 de outubro de 2026

Greve: Bancários da Caixa cruzam os braços em MS por tempo indeterminado

  • 10 de setembro, 2026
  • Greve
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Categoria rejeitou proposta de 0,6% de ganho real e cobra reposição da inflação mais 5%; plano de Saúde Caixa é principal ponto de impasse nas negociações.

A greve está mantida até que os trabalhadores decidam o contrário em nova assembleia.

Greve atinge agências em todo o Estado

Os empregados da Caixa Econômica Federal da base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região iniciam uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10/09). A paralisação foi aprovada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco para renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico e da Convenção Coletiva de Trabalho.

A decisão foi tomada em assembleia geral virtual realizada nos dias 3 e 4 de setembro. Segundo o sindicato, 87,59% dos trabalhadores votaram pela rejeição da proposta. O edital comunicando oficialmente a greve foi publicado na terça-feira (08/09), conforme previsto na Lei de Greve.

Em Mato Grosso do Sul, a paralisação atinge ao menos duas bases sindicais: a de Campo Grande e a de Dourados, que reúne outros 12 municípios. As agências da Caixa amanheceram de portas fechadas na capital, deixando clientes sem atendimento presencial. Os terminais de autoatendimento, aplicativo e lotéricas seguem funcionando normalmente.

Principais reivindicações

De acordo com a presidente do sindicato, Neide Rodrigues, a paralisação tem como objetivo pressionar a direção da Caixa a apresentar uma nova proposta e retomar as negociações. “A greve é um instrumento legítimo de luta e a única alternativa que nos restou para pressionar a direção do banco a reabrir as negociações com a seriedade e o respeito que os trabalhadores merecem”, afirmou.

Segundo a entidade, a principal reivindicação econômica era a reposição da inflação acompanhada de 5% de ganho real. A proposta apresentada pelos bancos prevê 0,60% de ganho real sobre salários, vales e demais verbas econômicas, além de 100% da inflação. O aumento oferecido acima da inflação equivale a apenas 12% do que foi pedido pela categoria.

Outro ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. O sindicato afirma que mudanças no modelo de custeio e o aumento da coparticipação podem elevar os gastos para trabalhadores da ativa e aposentados. A proposta da Caixa previa elevar a contribuição para 5,5% do salário-base, além de aumentar o valor por dependente para R$ 870.

Negociações seguem em andamento

Em todo o país, a proposta foi rejeitada em 128 bases sindicais. Em 93 delas, os empregados aprovaram greve por tempo indeterminado, segundo o sindicato.

A paralisação ocorre enquanto seguem as negociações entre representantes dos trabalhadores e da Caixa para a renovação dos acordos coletivos. As conversas foram retomadas na tarde de quarta-feira (9) e continuam nesta quinta. Segundo o banco, as negociações foram reabertas e a instituição mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados.

A greve está mantida até que os trabalhadores decidam o contrário em nova assembleia.

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