Em Campo Grande, 72% dos empresários esperam vender mais no Dia das Mães

A pesquisa foi realizada com 113 empresários dos setores de vestuário, perfumaria, eletrônicos, alimentação, joias, entre outros serviços

Levantamento da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), aponta que 72% dos empresários da cidade esperam vender mais no Dia das Mães de 2023 em relação a 2022. A pesquisa foi feita entre os dias 3 de abril e 2 de maio.

Desse percentual, a maioria, ou seja 40,71%, crê em uma alta de pelo menos 10% e 21,24% dos entrevistados avaliam que podem superar as vendas em até 20%. Quase 10% dos empresários estão ainda mais otimistas e acreditam que as vendas serão superiores a 21% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O movimento de compras deve ser maior após o 5º dia útil, quando ocorre o recebimento do salário

A pesquisa também revelou a expectativa dos comerciantes quanto ao ticket médio dos consumidores. Enquanto 27% dos entrevistados preveem vendas entre R$ 51 e R$ 100, a maioria, ou seja, 47,75%, espera elevar esse valor para até R$200.

Pouco mais de 5% dos entrevistados sinalizaram que as vendas devem ultrapassar os R$ 200. E 5.41% dos empresários estão mais céticos e acreditam que o valor médio gasto com o presente será de até R$ 50,00.

Pensando em alavancar as vendas, cerca de 90% dos respondentes informaram que farão alguma ação nesta data. Facilitar os prazos de pagamento, criação de promoções, ofertas exclusivas e campanhas nas redes sociais são estratégias sinalizadas pelo setor para atrair o público.

O presidente da ACICG, Renato Paniago, explica que o movimento de compras deve ser intensificado após o quinto dia útil, quando ocorre o recebimento do salário. A liderança destaca que o Dia das Mães é uma das datas mais aguardadas pelo comércio e ajuda a impulsionar o faturamento das empresas.

“Sabemos que os segmentos de vestuário, calçados, acessórios e perfumaria costumam liderar a preferência de presentes para mães, mas o setor de serviços e alimentação também deve ter movimento. As empresas da nossa Capital estão preparadas para oferecer produtos variados, bom atendimento e preço que cabe em todos os bolsos, requisitos importantes para a tomada de decisão do consumidor na hora da compra do presente”, avalia Paniago.

A pesquisa foi realizada com 113 empresários dos setores de vestuário, perfumaria, eletrônicos, alimentação, joias, entre outros serviços.

Dono de mercado é preso por vender mais de 600 kg de carne podre em Campo Grande

Segundo a polícia o estabelecimento funcionava de forma irregular, sem o alvará sanitário para o açougue e sem autorização da vigilância sanitária

O dono de um mercado no bairro Jardim Aeroporto, em Campo Grande, foi preso em flagrante nesta terça-feira (25), por vender mais de 600 kg de carne podre. A apreensão ocorreu durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon).

Dono de mercado é preso por vender mais de 600 kg de carne podre — Foto: Decon/Divulgação

Segundo o delegado responsável pelo caso, Reginaldo Salomão, o local foi encontrado sem nenhuma higiene e as carnes estavam expostas de maneira irregular. Ainda conforme a autoridade, o estabelecimento não possui autorização da vigilância sanitária e nem do serviço de inspeção municipal (SIM).

“O charque era feito em um lugar irregular, no depósito com restos de materiais de construção. Ele utilizava o sistema de ventilação das câmeras frias para secar as carnes, o que é proibido por lei porque ao invés de secar ele joga uma quantidade grande de bactérias que estão no ar”, explica o delegado.

Ainda conforme os polícias, no local foram encontrados 55,7 kg de charque; 84,8 kg de frango; 421,9 kg de linguiça; 2,4 kg de tripa e 50,8 kg de carne bovina, totalizando 615,6 kg.

“Os alimentos também eram embalados em desacordo com a legislação, sem data de validade, vencimento. Nada. Agora o dono vai responder por expor alimento impróprio para consumo e em desacordo com o consumo legal e pode pegar uma pena de 1 a 5 anos de detenção”, esclareceu o delegado.

O caso continua em investigação e o dono do mercado irá passar por audiência de custódia.