Dois tremores de magnitude de 6,4 e 5,8, foram registrados no sudeste do país turco; há duas semanas terremotos matou 41 mil pessoas
Duas semanas após tremor que deixou mais de 41 mil mortos na Turquia e Síria, dois novos tremores de magnitude 6,4 e 5,8 atingiram a região. A cidade turca de Hatay, uma das províncias mais atingidas pelo terremoto do último dia 6 de fevereiro, foi novamente castigada. As autoridades turcas anunciaram nesta segunda-feira, 20, que estão em andamento as evacuações nas regiões atingidas.
O anúncio foi feito pelo prefeito de Hatay, Rahmi Dogan, conforme relatado pela imprensa local. O Diretório de Administração de Desastres e Emergências (Afad) pediu às pessoas na área que se mantenham longe dos prédios já danificados pelo terremoto anterior e se afastem das áreas costeiras por medo de que possa haver um aumento no nível do mar.
Nas redes sociais já circulam vídeos do momento do impacto, confira abaixo!
Socorristas encontram sobreviventes mais de uma semana após terremoto
“Que dia é hoje?”, perguntou uma mulher quando foi retirada com vida dos escombros após 228 horas do terremoto que atingiu a Turquia na semana passada, informou a agência de notícias estatal turca Anadolu nesta quarta-feira (15).
Mais de nove dias após um forte terremoto sacudir a Turquia e a Síria, equipes de resgate ainda estavam retirando pessoas dos escombros, desafiando as previsões de que o tempo para que alguém ainda sobrevivesse tivesse acabado.
Prédios inteiros desabaram durante terremoto que atingiu o sul da Turquia Foto Erhan Demirtas
O Ministério da Defesa Nacional da Turquia também divulgou um vídeo mostrando equipes resgatando uma mulher de 77 anos dos escombros na cidade de Adiyaman na terça-feira (14), cerca de 212 horas após o terremoto.
A agência de notícias Anadolu a identificou como Fatma Gungor e disse que sua família a abraçou depois que ela foi salva.
Mehmet Eryilmaz, integrante da equipe de resgate, falou sobre o momento em que encontraram a mulher: “Ela ficou feliz em nos ver. A princípio, segurei a mão dela. Conversamos, conversamos e a acalmamos”
Ela também mencionou que ela primeiro pediu água, mas disse que não davam nada sem a intervenção dos paramédicos. Eryilmaz disse à Anadolu que a primeira coisa que ela perguntou foi: “Que dia é hoje?”
A mulher também afirmou que seu nome era Ela e que tinha dois filhos, uma menina e um menino, que foram retirados dos escombros. Segundo a agência estatal de notícias, ela é estrangeira, mas não foi mencionada a nacionalidade.
Também na quarta-feira, outra mulher, identificada como Melike İmamoğlu, de 45 anos, foi resgatada após 222 horas nos escombros na cidade de Kahramanmaras, segundo a televisão estatal turca TRT Haber.
Mais cedo, equipes no sul da Turquia disseram que ainda estavam ouvindo as vozes dos sobreviventes presos.
Imagens ao vivo transmitidas pela CNN Turk, afiliada da CNN, na terça-feira, mostraram equipes de resgate trabalhando em duas áreas da região de Kahramanmaras, onde tentavam salvar três irmãs – mas não está claro se elas sobreviveram.
Na mesma região, socorristas salvaram uma mulher de 35 anos que teria ficado enterrada por cerca de 205 horas, segundo a emissora estatal TRT Haber. Outros também foram resgatados – dois irmãos, dois homens e uma mulher – todos na terça-feira, oito dias após o terremoto.
Sanjay Gupta, correspondente-médico-chefe da CNN, que está na província de Hatay, na Turquia, diz que é incomum as pessoas sobreviverem mais de 100 horas presas nos escombros – a maioria é resgatada em 24 horas.
No entanto, ele pontua que as temperaturas congelantes na zona do terremoto podem estar estendendo o tempo de sobrevivência das pessoas presas.
“O frio é uma faca de dois gumes. Por um lado, dificulta muito, está abaixo de zero agora. Por outro lado, pode reduzir as demandas de água. Talvez isso esteja contribuindo para a sobrevivência”, explicou.
“Não há muitos dados sobre quanto tempo as pessoas poderiam sobreviver nessas situações, mas estamos vendo esses resgates 200 horas depois”, adicionou.
“População traumatizada” Enquanto isso, na Síria, as operações de resgate estão começando a mudar para os esforços de recuperação, e os funcionários da ONU estão correndo para canalizar ajuda aos sobreviventes no país através de duas novas passagens na fronteira aprovadas pelo governo em Damasco.
Onze caminhões com ajuda da ONU cruzaram a fronteira para o noroeste da Síria pela passagem de Bab Al-Salam na terça-feira (14), escreveu o chefe de ajuda das Nações Unidas, Martin Griffiths, pelo Twitter. Ele também pontuou que mais 26 caminhões foram para a região pela passagem de Bab Al-Hawa.
Em ambos os lados da fronteira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatizou a necessidade de “focar na reabilitação do trauma” ao tratar as populações afetadas pelo desastre.
O representante da OMS na Turquia, Batyr Berdyklychev, destacou o “problema crescente” de uma “população traumatizada”, enfatizando a necessidade de serviços psicológicos e de saúde mental nas regiões afetadas.
“As pessoas só agora começam a perceber o que aconteceu com elas após esse período de choque”, informou Berdyklychev em entrevista coletiva na cidade turca de Adana na terça-feira.
A OMS está negociando com as autoridades turcas para garantir que os sobreviventes do terremoto tenham acesso aos serviços de saúde mental, acrescentou a autoridade, observando que muitas pessoas deslocadas pelo terremoto para outras áreas do país “também precisarão ser alcançadas”.
O diretor-regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, afirmou que a “prioridade imediata” para as 22 equipes médicas de emergência enviadas pela organização à Turquia era “lidar com o alto número de pacientes com traumas e lesões catastróficas”.
Oito dias após os terremotos na Síria e na Turquia, o último balanço indica mais de 35 mil mortos nos dois países. Nesse domingo (12), a Organização das Nações Unidas (ONU) observou que o número de mortos poderá duplicar, pelo fato de milhares de pessoas permanecerem presas nos destroços dos prédios que desabaram. As rivalidades territoriais entre o governo sírio e os grupos rebeldes estão dificultando a ajuda humanitária.
Embora trabalhos de busca estejam mais lentos, sobreviventes ainda são encontrados Foto Reprodução
A catástrofe causada pelos tremores – com magnitudes de 7.8 e 7.5 na escala Richter – deixou um quadro de destruição. De acordo com a agência France Presse, as autoridades turcas registram 31.643 mortes. Na Síria são confirmadas 3.581.
A ajuda humanitária e de resgate corre contra o tempo nas regiões afetadas, numa tentativa de salvar eventuais sobreviventes.
Diplomacia e conflitos Confrontos entre grupos não identificados já fizeram com que as equipes de salvamento alemãs e o Exército austríaco suspendessem as operações na Turquia. Os serviços de busca alegam estar diante uma “situação de segurança cada vez mais difícil”.
Na Síria, a pressão se repete. O contexto de guerra civil no território afetado pela catástrofe, no noroeste do país, agrava a insegurança da ajuda vital.
A região é uma das que estão sob controle de forças rebeldes, especialmente do grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que combate o regime do presidente Bashar al-Assad e conta com o apoio da Rússia e do Irã.
EUA Os Estados Unidos (EUA) pediram aos adversários na Síria que concedam passagem imediata à assistência humanitária. “Toda a assistência humanitária deve ter permissão para passar por todos os pontos fronteiriços”, advertiu o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.
O HTS disse que o grupo não permitiria ajuda procedente do lado sírio controlado pelo governo: “Não permitiremos que o regime tire vantagem da situação para mostrar que está ajudando”.
OMS O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve durante o fim de semana na Síria e encontrou-se com Assad em Damasco.
“Assad está aberto a considerar pontos de acesso transfronteiriços adicionais para essa emergência”, afirmou à imprensa.
Tedros disse também que a OMS está à espera de luz verde das áreas controladas pelos rebeldes antes de a ajuda humanitária prosseguir e reiterou que vai acompanhar “fornecimentos médicos de emergência de cerca de 37 toneladas”.
O chefe de ajuda da ONU, Martin Griffiths, que está na Turquia e deve visitar a Síria, disse à Sky News no sábado que vai pedir ao Conselho de Segurança para autorizar o acesso de ajuda por meio de mais duas passagens de fronteira, argumentando que há “um caso humanitário muito claro”.
No entanto, o governo sírio considera que as ajudas que cheguem pela fronteira sem sua aprovação representam violação da soberania.
A fronteira que divide a Turquia e a Armênia reabriu pela primeira vez, em 35 anos, para providenciar ajuda às vítimas. Cinco caminhões partiram da Armênia com alimentos.
O número de mortos após os tremores de terra que abalaram a Turquia e a Síria nesta segunda-feira (6) já é superior a 5 mil, segundo os últimos balanços dos dois governos. O número pode aumentar, à medida que continuam as operações de busca.
Segundo o último balanço do governo turco, o número de mortos no país ultrapassou 3,4 mil, havendo ainda mais de 20 mil feridos. De acordo com um funcionário da Autoridade de Gestão de Emergências e Desastres, quase 6 mil edifícios ficaram destruídos.
Foto: Divulgação/redes sociais
Na vizinha Síria, os números divulgados pelas autoridades governamentais e por equipes de resgate em áreas rebeldes indicam pelo menos 1.602 mortos e mais de 3,5 mil feridos.
Um dos terremotos atingiu magnitude 7,8 na escala Richter. O Serviço Geológico dos Estados Unidos admite a possibilidade de o número de vítimas chegar a 10 mil.
As operações de resgate continuam, mesmo dificultadas pelas condições meteorológicas adversas. As equipes lutam contra o frio, a chuva e a neve para salvar as pessoas que estão entre os escombros. De acordo com Orhan Tatar, funcionário da Agência de Gestão de Desastres da Turquia, cerca de 8 mil pessoas foram resgatadas em dez províncias.
Cerca de 25 mil pessoas, incluindo militares, participam dos esforços de resgate, disse Tatar, acrescentando que foram destinados 12,1 milhões de euros em fundos urgentes para as dez províncias mais afetadas.
Ajuda internacional
A ajuda internacional começa a chegar nesta terça-feira à Turquia com equipes provenientes de vários países.
A União Europeia mobilizou grupos de busca e salvamento e pelo menos 13 Estados-membros ofereceram assistência. A RTP, agência de notícias de Portugal, apurou que foi enviado pelo país grupo de 52 pessoas para prestar apoio nas operações de resgate.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, prometeu à Turquia “toda a ajuda necessária”. A Casa Branca anunciou que dois destacamentos norte-americanos e 79 equipes de resgate preparavam-se para seguir para a Turquia.
A China também anunciou o envio de US$ 5,9 milhões em ajuda, incluindo grupos especializados de resgate urbano, equipes médicas e equipamentos de emergência.
Na Síria, a ajuda chega sobretudo de seu aliado russo, que enviou quatro aviões com grupos de resgate. O Reino Unido e os EUA também se mostraram disponíveis a enviar ajuda à Síria, embora Washington tenha descartado negociar diretamente com o governo sírio. No total, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, diz que 45 países ofereceram ajuda.
O terremoto, de 7.8 na escala Richter, ocorreu a 33 quilômetros (km) da capital da província de Gaziantep, no Sudeste da Turquia, próximo da fronteira com a Síria, a uma profundidade de 17,9 km.
Poucas horas depois, um segundo sismo, de magnitude 7,6, foi sentido também no sudeste da Turquia.
Somente nessa segunda-feira foram registradas 185 réplicas do tremor. Durante a noite e a manhã de hoje, também foram notificados vários tremores secundários. O mais forte, de magnitude 5,5 na escala Richter, foi observado às 6h13, hora local.
O terremoto de ontem foi o maior registrado na Turquia desde o de 17 de agosto de 1999, que causou a morte de 17 mil pessoas, incluindo mil em Istambul.
O chefe de Estado turco declarou luto nacional por sete dias e o fechamento das escolas durante uma semana.
Tremores de grande magnitude derrubaram edifícios e causaram enorme destruição na região
Dois fortes terremotos de grande magnitude atingiram a região da Turquia e da Síria na manhã desta segunda-feira, 6, deixando um rastro de destruição, mais de 3,6 mil mortos, 10 mil feridos e milhares de desaparecidos.
Com o primeiro abalo sísmico de magnitude 7,8, que durou cerca de um minuto, muitos edifícios desabaram e obrigaram a população desses locais irem para as ruas mesmo com as baixas temperaturas. Horas depois, o segundo tremor, de magnitude 7,5, foi registrado.
Em nota, o Itamaraty informou que, até o momento, não há informações sobre brasileiros entre mortos e/ou feridos na tragédia. O ministério acrescentou que as embaixadas do Brasil em Ancara e Damasco, bem como o consulado-geral do Brasil em Istambul, “estão acompanhando os desenvolvimentos no terreno”.
Através da Agência Brasileira de Cooperação, o Brasil irá providenciar formas de oferecer ajuda humanitária aos países. Ainda segundo a nota do Itamaraty, por meio do ministério, o governo brasileiro manifestou solidariedade e condolências “aos povos da Turquia e da Síria e às famílias das vítimas”.
Os números da tragédia ainda devem subir, uma vez que socorristas seguem vasculhando escombros em busca de mortos e feridos. O tremor também foi sentido em outros países do Oriente Médio, como Israel e Líbano.
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, lamentou o ocorrido: “Transmito meus melhores votos a todos os nossos cidadãos que foram afetados pelo terremoto que ocorreu em Kahramanmaraş e foi sentido em muitas partes do nosso país. Todas as nossas unidades relevantes estão em alerta sob a coordenação da AFAD”, escreveu nas redes sociais.
Também segundo Erdogan, o país contabiliza 2,8 mil imóveis desmoronados.
Por meio de um comunicado, o governo dos Estados Unidos disse estar pronto a fornecer assistência, enquanto a União Europeia ativou seu mecanismo de Defesa Civil e já enviou as primeiras equipes de socorro.
“Plena solidariedade às populações de Turquia e Síria após o terremoto desta manhã. Estamos de luto com as famílias das vítimas”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Da Redação com informações da Ansa
Tremores de grande magnitude derrubaram edifícios e causaram enorme destruição na região
Dois fortes terremotos de grande magnitude atingiram a região da Turquia e da Síria na manhã desta segunda-feira, 6, deixando um rastro de destruição, mais de 2,3 mil mortos, 10 mil feridos e milhares de desaparecidos.
Com o primeiro abalo sísmico de magnitude 7,8, que durou cerca de um minuto, muitos edifícios desabaram e obrigaram a população desses locais irem para as ruas mesmo com as baixas temperaturas. Horas depois, o segundo tremor, de magnitude 7,5, foi registrado.
Em nota, o Itamaraty informou que, até o momento, não há informações sobre brasileiros entre mortos e/ou feridos na tragédia. O ministério acrescentou que as embaixadas do Brasil em Ancara e Damasco, bem como o consulado-geral do Brasil em Istambul, “estão acompanhando os desenvolvimentos no terreno”.
Através da Agência Brasileira de Cooperação, o Brasil irá providenciar formas de oferecer ajuda humanitária aos países. Ainda segundo a nota do Itamaraty, por meio do ministério, o governo brasileiro manifestou solidariedade e condolências “aos povos da Turquia e da Síria e às famílias das vítimas”.
Os números da tragédia ainda devem subir, uma vez que socorristas seguem vasculhando escombros em busca de mortos e feridos. O tremor também foi sentido em outros países do Oriente Médio, como Israel e Líbano.
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, lamentou o ocorrido: “Transmito meus melhores votos a todos os nossos cidadãos que foram afetados pelo terremoto que ocorreu em Kahramanmaraş e foi sentido em muitas partes do nosso país. Todas as nossas unidades relevantes estão em alerta sob a coordenação da AFAD”, escreveu nas redes sociais.
Também segundo Erdogan, o país contabiliza 2,8 mil imóveis desmoronados.
Por meio de um comunicado, o governo dos Estados Unidos disse estar pronto a fornecer assistência, enquanto a União Europeia ativou seu mecanismo de Defesa Civil e já enviou as primeiras equipes de socorro.
“Plena solidariedade às populações de Turquia e Síria após o terremoto desta manhã. Estamos de luto com as famílias das vítimas”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Tremores de grande magnitude derrubaram edifícios e causaram enorme destruição na região
Dois fortes terremotos de grande magnitude atingiram a região da Turquia e da Síria na manhã desta segunda-feira, 6, deixando um rastro de destruição, mais de 1,5 mil mortos, 5 mil feridos e centenas de desaparecidos.
Com o primeiro abalo sísmico de magnitude 7,8, que durou cerca de um minuto, muitos edifícios desabaram e obrigaram a população desses locais irem para as ruas mesmo com as baixas temperaturas. Horas depois, outro tremor, de magnitude 7,5, foi registrado.
Socorristas atuam em região de terremoto Foto: Sertac Kayar
Os números da tragédia ainda devem subir, uma vez que socorristas seguem vasculhando escombros em busca de mortos e feridos. O tremor também foi sentido em outros países do Oriente Médio, como Israel e Líbano.
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, lamentou o ocorrido: “Transmito meus melhores votos a todos os nossos cidadãos que foram afetados pelo terremoto que ocorreu em Kahramanmaraş e foi sentido em muitas partes do nosso país. Todas as nossas unidades relevantes estão em alerta sob a coordenação da AFAD”, escreveu nas redes sociais.
Também segundo Erdogan, o país contabiliza 2,8 mil imóveis desmoronados.
Por meio de um comunicado, o governo dos Estados Unidos disse estar pronto a fornecer assistência, enquanto a União Europeia ativou seu mecanismo de Defesa Civil e já enviou as primeiras equipes de socorro.
“Plena solidariedade às populações de Turquia e Síria após o terremoto desta manhã. Estamos de luto com as famílias das vítimas”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.