Tribunal de Justiça promove mutirão de registro civil ao longo desta semana em Campo Grande

O mutirão visa atender, em especial, a população de rua, mais vulnerável e, em geral, sem documentação

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) participa, nos dias 9, 10, 11 e12 de maio, da “Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se”, promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça em parceria com tribunais de todo o país. O mutirão visa atender, em especial, a população em situação rua.

A participação será direcionada para as pessoas cadastradas pela Central Única das Favelas

No estado, a mobilização será efetivada no 9º Serviço Notarial e de Registro Civil da 2ª Circunscrição de Campo Grande, localizado na avenida Afonso Pena, nº 955, no bairro Amambai.

A participação será direcionada para as pessoas cadastradas pela Central Única das Favelas (CUFA) e pela Secretaria de Assistência Social (SAS) de Campo Grande. O município fornecerá o transporte para as pessoas, que estarão na sede da CUFA ou em outros bairros previamente selecionados.

Ao longo da semana, serão oferecidos os seguintes serviços:

  • Emissão da 2ª via de registro civil de nascimento;
  • Emissão de RG;
  • Realização do CadÚnico por meio do Poder Executivo Municipal;
  • Retificação de nome para transsexuais;
  • Reconhecimento de paternidade.

 

Para a realização da ação, o TJMS tem como parceiros a Procuradoria Geral de Mato Grosso do Sul (PGE/MS), o Ministério Público Estadual, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS, o Instituto de Identificação, a Associação dos Registradores Civis de Pessoas Naturais de Mato Grosso do Sul (Arpen/MS) e a Secretaria Municipal de Assistência Social.

No Brasil, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça, quase três milhões de pessoas não possuem certidão de nascimento.

Tribunal de Justiça suspende projeto de novo prédio no Parque dos Poderes

Grupo formado por biólogos, engenheiros, advogados e médicos, questionam o impacto ambiental que o projeto trará para a região

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) suspendeu o projeto de construção de um novo prédio, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A decisão foi acordada, na tarde desta quarta-feira (15), em sessão com desembargadores.

Parque dos Poderes, em Campo Grande — Foto: Arquivo

Em dezembro do ano passado, o TJ divulgou o projeto de sua nova sede sem licitação . A Corte não informou qual o valor previsto para o empreendimento aos cofres públicos.

A obra chamada de “novo complexo administrativo e judicial” tem previsão de ser construída em uma área de 60 mil metros quadrados, em um terreno doado pelo governo do estado. O TJ alega que precisa fazer a obra porque aumentou o número de funcionários.

A Corte informou que o projeto do novo prédio foi suspenso, até nova deliberação, pois serão necessários novos estudos para melhorias técnicas, ambientais, entre outras questões. Quando a obra foi anunciada, um movimento formado por biólogos, engenheiros, advogados e médicos, questionou o impacto ambiental que o projeto trará ao Parque dos Poderes.

TJMS concede liminar e Thiago Vargas tira mandato de Pedrossian Neto

Tribunal Eleitoral havia rejeitado candidatura a deputado estadual de Thiago, que recorreu e seguiu pedindo votos. Agora cabe ao TSE decidir se valida candidatura

A nova legislatura da Assembleia Legislativa ainda nem tomou posse e já pode sofrer mudanças. Decisão liminar concedida pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) na tarde desta terça-feira (18) reverteu a ilegibilidade do vereador Tiago Vargas (PSD) que teve votação suficiente para se tornar deputado estadual no mandato que começa em janeiro do ano que vem.

TJMS acata recurso e Thiago Vargas poderá assumir como deputado estadual em MS

Mesmo com a impugnação em setembro, ele recorreu e seguiu com a campanha. Obteve 18.288 votos, foi eleito, mas, por determinação da corte eleitoral nem pode festejar a vitória porque sua vaga tinha ido para ex-secretário de Finanças de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto, o primeiro suplente do PSD.

A petição informando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a decisão será ingressada até o fim do dia. Os desembargadores da 1ª Câmara Cível deram provimento ao recurso ingressado por Tiago para anular sua demissão da polícia civil e cassou seus direitos políticos por oito anos, fato que resultou no indeferimento da candidatura à Assembleia Legislativa.

O pedido, inclusive, foi feito no mês de agosto antes do prazo para registro de candidatura, com duas decisões negativas e só agora após o primeiro turno das eleições foi concedido. O relator do caso, desembargador Marcelo Câmara Rasslan, votou pelo não provimento da apelação, mas foi vencido pela maioria. Votaram a favor os desembargadores Divoncir Schreiner Maran, Sérgio Fernandes Martins e João Maria Lós.