Após marcar encontro por aplicativo jovem sofre estupro coletivo

A vítima foi abusada por três homens na última quinta-feira (2), mas só ontem o caso foi revelado

Jovem, de 18 anos, foi vítima de um estupro coletivo na última quinta-feira (2), em Três Lagoas, logo após marcar um encontro por aplicativo, após conhecer um homem. O caso, no entanto, só foi registrado na noite deste domingo (5), quando a Polícia Militar foi acionada para comparecer no hospital.

A vítima compareceu ao Hospital Auxiliadora, acompanhada de sua mãe, quando pediram por um atendimento médico pelo caso ocorrido na última semana. Assim, os policiais aproveitaram para ouvir o relato antes do registro da ocorrência.

Conforme o site Perfil News, a jovem relatou que teria conhecido o suspeito por um aplicativo de relacionamento e após algumas trocas de mensagens, ele teria a convidado para ir à casa dele para que ela pudesse jogar alguns jogos com ele.

Quando a jovem chegou no local, percebeu haver outros dois homens.

Já na casa do suspeito, a vítima teria se sentido mal e pediu para ficar deitada em uma cama, pois estaria sentindo muito frio e queria se aquecer, quando ela passou a ser forçada a manter relações sexuais com os três homens.

Logo após o crime, a jovem ligou para mãe e evitou contar o que havia acontecido, pois teria sido ameaçada pelo trio.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil, que passa a investigar o crime.

Juiz que mandou prender ex-ministro Milton Ribeiro sofre ataque em Brasília

Renato Borelli teve o carro atingido por um artefato contendo terra, ovos e estrume; o magistrado não se feriu

Responsável por determinar a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, foi atacado nesta quinta-feira, dia 7, enquanto se deslocava em Brasília. O carro do juiz foi atingido por um artefato contendo terra, ovos e estrume. Os autores do ataque não foram identificados. O magistrado não se feriu.

Artefato contendo terra, ovos e estrume atingiu o carro do juiz federal Renato Borelli
Reprodução/Twitter

O veículo de Borelli foi atingido nas laterais e no para-brisa dianteiro. O caso será investigado pela Polícia. Segundo informações da Justiça Federal, o juiz recebeu centenas de ameaças depois de autorizar a Polícia Federal a cumprir a ordem de prisão de Ribeiro, dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e de outros dois suspeitos de crimes como corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.

O juiz justificou a prisão como forma de evitar a obstrução de Justiça e diante de suspeitas de interferência política e vazamento da operação, em um telefonema entre Ribeiro e o presidente Jair Bolsonaro, enviou o caso ao Supremo Tribunal Federal. Antes, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região ordenou que os alvos da Operação Acesso Pago fossem soltos.

Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coordenador da pré-campanha de Jair Bolsonaro a reeleição, afirmou em entrevista ao Estadão que Borelli deveria responder no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por ativismo político para desgastar o governo.

O nome do juiz foi compartilhado pelos perfis do deputado Eduardo Bolsonaro (União Brasil-SP) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o ex-secretário de incentivo à Cultura André Porciuncula classificou o caso como “ativismo judicial”. “Sim, o juiz que sentenciou o presidente a usar máscara é o mesmo que mandou prender o ex-ministro Milton”, publicou Eduardo Bolsonaro.

O magistrado tem em sua carreira uma lista de despachos contrários a políticos de diferentes partidos, como PT e MDB. Além de juiz federal, Borelli é palestrante e professor de Direito Administrativo em um curso preparatório para concursos. Ele dedica suas redes sociais a promover o curso, chamado Gran Jurídico, mas desde ontem tem recebido comentários como “comunista ativista” e “juiz esquerdista”.