Motocicleta com R$ 54 mil em multas é apreendida e duas pessoas são presas durante operação

O veículo foi apreendido durante a Operação Lei Seca da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e outros oito veículos foram encaminhados ao pátio do Detran/

Uma motocicleta com mais de R$ 54 mil em débitos foi apreendida, na noite dessa quarta-feira (22), pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), durante a Operação Lei Seca em conjunto com Agetran e a Polícia Miliar. A operação ocorreu no Bairro Jardim Carioca, em Campo Grande.

Motocicleta com mais de R$ 50 mil em multas é apreendida e duas pessoas são pressas durante operação em MS — Foto: Divulgação

Segundo a GCM, a finalidade das apreensões é proporcionar tranquilidade e segurança aos moradores da região que estão sofrendo reiteradamente com algazarra provocada por motociclistas que moram na localidade e aumentar a presença da fiscalização para a diminuição de acidentes de trânsito, além de diminuir a violência.

Durante a operação, foi apreendida uma moto Yamaha Factor foi apreendida com débitos que superam três vezes o valor do veículo zero, que é R$ 14.690. Outros oito veículos também foram apreendidos e levados ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran/MS).

Conforme o relatório, duas pessoas foram conduzidas a delegacia pois estavam com mandado de prisão em aberto, sendo um por violência doméstica e outro por furto.

Ao todo, foram abordados 111 veículos, sendo 44 carros e 67 motos. Desses, 11 estavam com o licenciamento vencido, 8 condutores sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e outros 3 que permitiram pessoas sem CNH a conduzir o carro.

PMA fecha Operação Carnaval com 11 autuados e R$ 63,3 mil em multas aplicadas

A PMA (Polícia Militar Ambiental) fechou a Operação Carnaval 2023, a primeira edição após dois anos de pico da pandemia, 11 autuados por cometerem crimes ambientais, sendo três destes casos relacionados a pesca predatória. Ao todo, as multas aplicadas a esses infratores somaram R$ 63,3 mil neste ano.

Iniciada às 7h de sexta-feira (17), a operação foi encerrada às 12h desta quarta-feira (22). Conforme o balanço divulgado pela PMA, o foco da operação foi a prevenção e a repreensão à pesca predatória, mas outros crimes também foram fiscalizados.

Policial militar ambiental durante fiscalização em rio de Mato Grosso do Sul Foto Divulgação PMA

Com policiamento reforçado nos municípios com tradição carnavalesca e com tradições pesqueiras, como Bonito, Jardim, Coxim, Rio Verde, Porto Murtinho, Aquidauana e Miranda, 325 homens foram envolvidos na operação e os comandantes das 27 subunidades empregaram todo o efetivo, inclusive o pessoal administrativo.

Desmatamento ilegal, exploração ilegal de madeira, incêndios, carvoarias ilegais e o transporte de carvão e de outros produtos florestais, bem como outros crimes contra a flora, caça e outros crimes contra a fauna, transporte de produtos perigosos e atividades potencialmente poluidoras, foram coibidos.

Comparando a edição de 2023 a de 2020, até então último ano em que foi realizado devida a não comemoração do Carnaval, cancelado por causa da covid-19, o número de autuações teve leve queda, de 12 para 11. Já o valor das multas teve redução drástica, saindo de R$ 118.570 e batendo a casa dos R$ 66.301.

A diferença nos valores de multas é devida aos tipos de ocorrências, haja vista que alguns tipos de infrações têm previsão de multas altas na norma legislativa e, dessa forma, pode haver variação no valor, dependendo dos tipos de ocorrências encontradas, independentemente da quantidade de autuados.

Pesca predatória

Os três autuados por pesca predatória haviam capturado apenas 20 kg de pescado. Essa baixa quantidade demonstra a importância do trabalho preventivo, em que se consegue prender e autuar os elementos que insistem em praticar pesca irregular, sem que tenham capturado grande quantidade de pescado.

Com relação aos petrechos ilegais, a quantidade de redes de pesca retiradas dos rios ainda continua chamando a atenção. Houve a apreensão e retirada dos rios de 27 redes de pesca, enquanto na operação anterior (2020) foram 34 redes.

A fiscalização neste ano foi reforçada pela tecnologia, com a consolidação do uso dos drones para identificar pontos e grupos onde está ocorrendo a pesca ilegal. Já utilizado durante a pesca aberta, o dispositivo tem sido fundamental.

Vídeo: Multas por maus-tratos a animais em MS chegaram a R$ 1,2 milhão em 2022

Ao longo do ano passado, a Polícia Militar Ambiental autuou 50 infratores por maus-tratos a animais em 2022 e aplicou R$ 1.221.844,00 em multas – quase o dobro do que no ano anterior, quando foram R$ 630.621,20.

 

Quem comete o crime de maus-tratos está sujeito a pena de três meses a um ano de detenção para qualquer tipo de bicho, a exceção para gatos e cachorros, para os quais a pena é maior, de dois a cinco anos de reclusão.

Além da penalidade criminal, o infrator será multado administrativamente em valor que pode variar de R$ 500,00 a R$ 3.000,00 por animal.

No ano de 2022 o número de pessoas autuadas praticamente não sofreu alteração. Foram 50 autuadas e em 2021 haviam sido 48.

 

A diferença está em relação a quantidade de animais e valores das multas. Foram 3.521 bichos em situação de maus-tratos, número 413% superior a 2021, quando foram registrados 686 maltratados.

O animal com maior número de ocorrências em 2022 foi o bovino, diferentemente do ano de 2021, quando os cães estavam em primeiro lugar. De acordo com a PMA, a discrepância nos números relativos a multas e autuados e até de bichos é comum, em razão de cada tipo de ocorrência.

 

Os casos de maus-tratos a bovinos, normalmente, envolvem muitos animais que, no período de seca, são deixados sem alimento e até sem água pelos proprietários e alguns não sobrevivem.

Serviço – Quem souber de maus-tratos a animais deve procurar a PMA do município. Em Campo Grande, o telefone é o (67) 99984-5013. Quem não souber o telefone ou tiver dificuldade de falar com a Polícia Militar Ambiental também pode acionar o telefone 190.

Justiça suspende propaganda de Marquinhos com acusações a Riedel

Fake news trazia suposta “armação” para justificar denúncias de crimes sexuais contra o ex-prefeito

Propaganda eleitoral gratuita veiculada pelo candidato a governador Marquinhos Trad (PSD) nesta terça-feira (27) não poderá ser exibida novamente, sob risco de multa diária no valor de R$ 50 mil. O pedido foi feito pelo também postulante a governador, Eduardo Riedel (PSDB), que alegou ser vítimas de acusações calamitosas.

Na peça, o ex-prefeito Marquinhos Trad divulgava fake news na tentativa de convencer a população de que se trata de armação as denúncias de crimes sexuais a ele atribuídos por diversas mulheres e que vem sendo investigadas pela polícia.

Entre os candidatos a governador, Marquinhos Trad é o que mais falta com a verdade Foto Reprodução

A determinação da retirada do ar do vídeo com a notícia falsa é do juiz eleitoral Ricardo Gomes Façanha. Nas imagens, a campanha de Marquinhos Trad tenta enganar os eleitores com a “informação” de que Eduardo Riedel estaria envolvido na suposta “armação” contra a sua candidatura.

Em sua decisão, o magistrado acolheu os argumentos apresentados pelos advogados da coligação “Trabalhando por um novo futuro”, que tem Riedel candidato ao Governo do Estado, de que o grupo político de Marquinhos Trad distorce matéria publicada pela revista Veja no dia 8 deste mês para confundir os eleitores com informações falsas.

No vídeo exibido no programa eleitoral, Marquinhos Trad tenta induzir o cidadão a acreditar que Riedel cometeu crime ao supostamente participar do que ele chama de “armação”, referindo-se a investigação policial sobre assédio sexual, estupro e outros crimes atribuídos por ao menos 15 mulheres contra Marquinhos Trad.

Para tanto, usa prints de conversas pelo watsapps em que o nome de Riedel é citado, sem qualquer vinculação com as denúncias feitas por mulheres que procuraram a polícia civil para denunciar o candidato do PSD.

“Entretanto, ao acessar a matéria, constata-se que os prints de supostas conversas no whatsapp, utilizados na propaganda da representada, não constam na notícia e, tampouco, na Ata Notarial juntada aos autos e colacionada na referida matéria jornalística, que serviu de paradigma para a elaboração da publicidade impugnada”, diz o juiz Ricardo Façanha em sua decisão.

O magistrado cita ainda, que “em prévio juízo não se verifica nenhum processo judicial ou inquérito policial em curso” envolvendo Eduardo Riedel.