Vizinho confessa que matou e queimou corpo de idoso após briga por som alto

Renato Geovane Alves, de 37 anos, foi preso em flagrante, na tarde desta terça-feira (9), após confessar que matou José Leocardio da Silva, de 73 anos, na casa onde dividia com a vítima no bairro Nova Lima, em Campo Grande. Dias antes do crime, vizinhos discutiram por causa do som alto.

O idoso foi encontrado morto pelo filho dentro da própria casa, na manhã de terça-feira. A vítima estava deitada em uma cadeira, já morta e com sinais de queimadura nas costas, nos braços e na cabeça. A Polícia Civil foi acionada, assim como a perícia.

Durante os trabalhos policiais na cena do crime, o filho comentou que sabia de uma discussão que José teve com o vizinho da vila de casas e que suspeitava dele. Investigadores do Grupo de Operações e Investigações (GOI) juntamente com policiais militares do 9º Batalhão passaram a fazer buscas pelo suspeito.
Horas depois, a polícia recebeu uma denúncia anônima de que Renato Geovane Alves estaria na região do bairro Nova Lima. Ao ser abordado, Renato confessou que matou José e revelou detalhes do homicídio.

Discussão por som alto
Em depoimento, Renato detalhou que matou o idoso estrangulado por conta de uma briga que havia tido com a vítima dias antes. Após matar José na varanda da kitinet, o autor arrastou o corpo da vítima para dentro do imóvel, visando escondê-lo. Lá dentro colocou o corpo em uma cadeira e ateou fogo com a utilização de uma garrafa de álcool e um isqueiro.

Renato confessou que fugiu do local do crime após atear fogo no corpo do idoso.

O autor foi conduzido para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro e responderá por homicídio duplamente qualificado – por motivo fútil e asfixia, e ainda destruição do cadáver.

PM acusado pela morte do lutador de jiu-jitsu Leandro Lo se entrega

O policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, de 30 anos, apresentou-se à Corregedoria da Polícia Militar na tarde deste domingo, 7, e foi conduzido à delegacia, segundo o delegado-geral da Polícia Civil São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves. Velozo é acusado do homicídio de um dos maiores nomes da história do jiu-jitsu mundial, o brasileiro Leandro Lo, de 33 anos. Ele será ouvido e depois encaminhado ao Presídio Romão Gomes.

Na tarde deste domingo, a pedido da autoridade policial, a Justiça concedeu a prisão temporária de 30 dias do autor do homicídio.

crédito: Reprodução/Instagram @leandroloj

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o GLOBO teve acesso, Leandro foi atingido por um tiro do lado esquerdo da cabeça após se envolver em uma briga com o PM de folga durante um show durante um show de pagode da banda Pixote, no Esporte Clube Sírio, em Indianópolis, região Sul de São Paulo.

Uma fonte ligada à família contou que o autor do disparo se aproximou do grupo de amigos de Leandro e, em tom de provocação, chacoalhou uma garrafa de whisky que estava sobre a mesa. Para se proteger, o lutador deu uma rasteira no rapaz e o imobilizou. Assim que liberado, o homem andou poucos passos, deu meia-volta e atirou. Uma das testemunhas relatou que ele deu ainda dois chutes em Leandro, mesmo já desacordado.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas do homicídio reconheceram o autor do disparo por fotografia. O clube tem o controle da entrada dos frequentadores armados e apresentou as fotos às testemunhas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o campeão mundial de jiu-jitsu foi encaminhado com vida ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya, onde teve morte cerebral. No BO, consta que, às 11h53 deste domingo, a médica responsável pelo atendimento de Leandro documentou que o “paciente se encontra na sala vermelha em grave estado geral, acoplado à ventilação mecânica”.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio pelo 16º DP (Vila Clementino), que apura os fatos por meio de inquérito policial. A Polícia Militar diz lamentar o ocorrido. A instituição instaurou uma apuração administrativa e colabora com as diligências.

Em nota, o Esporte Clube Sírio se solidarizou pelo “lamentável ocorrido” e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação, para que o “incidente seja esclarecido o mais rápido possível”.

O currículo de Leandro sinaliza o tamanho da perda. O brasileiro de 33 anos foi oito vezes campeão mundial de jiu-jitsu em cinco categorias diferentes. Ele conquistou cinco Copas do Mundo da modalidade e ainda ganhou oito Pan-americanos do esporte.

Acusado diz que estava drogado quando matou mulher a pauladas

Em depoimento prestado aos policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) na manhã desta terça-feira (28), Junio Benites Vaz, 38, confessou ter matado Maria da Penha Oliveira Neta, 34, há três semanas em uma casa no bairro Jardim Clímax, em Dourados.

A polícia investiga agora o tipo de envolvimento do acusado com a vítima – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Segundo o Dourados News, o acusado foi capturado na noite dessa terça-feira (27) pela Polícia Militar de Caarapó e trazido para Dourados.

Ele não deu detalhes sobre a maneira que aconteceu o crime nem as motivações que teriam levado ao ato de violência, segundo o delegado do SIG, Erasmo Cubas, mas disse que estava drogado na manhã do dia 9 de junho, quando cometeu o crime de homicídio.

“Narrou apenas que estava sob efeito excessivo de entorpecentes e foram parar na residência na rua General Osório onde dormiam após o uso de muito entorpecente e ele disse que durante a noite sem nenhum motivo ele acabou desferindo os golpes que levaram a vítima a óbito”, explicou Cubas em entrevista concedida nesta manhã (28).

Os policiais investigam agora o tipo de relação que mantinham o acusado e Maria, já que eles estariam dormindo juntos há pelo menos quatro dias.

Caso se confirme um possível envolvimento amoroso, o caso pode ser classificado como mais um crime de feminicídio em Dourados.

Acusado de matar e torturar a ex-esposa pode ter planejado o crime

Edmilson Veríssimo dos Reis, 33, vulgo “Aquidauana e Xitu”, suspeito de ser autor de feminicídio ocorrido em Corumbá na quarta-feira passada (22), pode ter planejado a execução da ex-esposa, segundo investigações.

Ele continua internado em unidade de terapia intensiva em estado de saúde considerado gravíssimo, com possibilidade de morte cerebral, após tentar suicídio.

Homem confessou para amigo o crime, antes de fugir – Crédito: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Civil acredita ainda que Grazielly Karine Soares Alves de Lima, 28, foi torturada por “pelo menos 25 minutos até a morte”, conforme revelou a delegada da DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher), Tatiana Zyngier e Silva, nessa quinta-feira (23).

Durante entrevista coletiva, a delegada disse ainda que Grazielly e Edmilson haviam saído para jantar na noite de terça-feira (21) e depois foram para residência do acusado, onde aconteceu o homicídio.

Câmeras de circuito de segurança mostram, inclusive, o momento que os dois abrem o portão e entram na casa, por volta das 23h, de acordo com informações do Diário Corumbaense.

“A gente acredita que ele tinha muito ciúmes dela e chegou a informação de que uma mulher tinha entrado em contato com o Edmilson, para falar que a Grazielly estaria traindo ele. […] Acredito que Edmilson estava premeditando o que faria, quando então, chegou na casa, que era dele, e cometeu o crime”, disse a delegada Tatiana.

As investigações apontam também que eles estariam tentando reatar o relacionamento, já que o inquérito de acusação feito por Grazielly em desfavor de Edmilson em março deste ano não havia sido levado adiante por ela.

Mulher foi assassinada pelo ex-marido que fugiu em seguida – Crédito: Divulgação

“A gente tem informação que ela havia voltado com ele. No final do inquérito entramos em contato com Grazielly e nos informou que não tinha feito exame de corpo de delito, que não tinha mais a imagens das lesões sofridas no celular, então, na verdade, leva a crer que ela não tinha mais interesse no procedimento, pois provavelmente tinha reatado com ele”, falou a delegada.

Tentativa de suicídio

Depois de supostamente torturar, retalhar o corpo, matar Grazielly e ainda espalhar o cabelo dela pela casa, Edmilson Veríssimo dos Reis fugiu, se escondeu em uma outra residência em Corumbá e teria atirado contra a própria cabeça.

Após matar o pai e a madrasta, homem negociou carro da família por R$ 250 em crack

Júlio César de Almeida, de 44 anos, confessou o crime após ter sido encontrado com cortes nas mãos e ensanguentado, em Dourados.

Depois de assassinar o pai e a madrasta com golpes de machado e faca, Júlio César de Almeida, de 44 anos, foi até uma “boca de fumo” em Dourados (MS) – cidade a 211 quilômetros de Campo Grande – e negociou o carro da família por R$ 250 em crack. O homem confessou matar Elaine Chiapetti e João Antônio de Almeida, que foram encontrados sem vida na manhã de domingo (12).

Homem alegou que “sentiu vontade de matar” — Foto: Reprodução/ Osvaldo Duarte

De acordo com o delegado Erasmo Cubas, o assassino afirmou que cometeu o crime porque “sentiu vontade de matar” enquanto estava drogado. Júlio César contou à polícia ter dado um golpe de machado no pai, que causou a perfuração no pescoço e em seguida foi ao quarto onde estava a madrasta, Elaine Chiapetti.

Longa ficha criminal
Júlio César já foi preso por furto e roubo e estava evadido do semiaberto. Ele estava apenas há duas semanas na casa do pai, que morava com Elaine e o filho dela, ainda adolescente. Na noite de sábado, 11 de junho, o menino foi dormir na casa da namorada e quando voltou, na manhã de domingo, encontrou a mãe e o padrasto mortos.

O adolescente chamou a polícia e contou sobre o enteado da mãe. Revelou que ele estava na casa há alguns dias e que ele não tinha uma boa convivência com Elaine. A polícia começou a investigação e apesar de não encontrar nenhum sinal de arrombamento, percebeu que o carro da família não estava em casa.

Foi graças ao carro, aliás, que Júlio foi parado. Guardas municipais viram o homem ao lado do veículo, em “atitude suspeita” e o abordaram. Descobriram que ele estava foragido e o levaram de volta ao presídio. Ele já estava na unidade prisional quando a Polícia Civil entrou em contato com a guarnição responsável pela prisão e avisou que o suspeito era também o autor de dois homicídios.

Sem Arrependimento
Júlio foi levado então para a delegacia e em depoimento confessou o crime. O homem falou que estava arrependido de matar o pai, mas que a madrasta “não significava nada para ele”. Ao delegado, Júlio detalhou que morava no quarto dos fundos da casa e horas antes do crime fez uso de crack.

O homem alegou que ainda estava sob efeito da droga quando “veio na sua cabeça a vontade de matar o pai e a madrasta”. Momento em que pegou o machadinho que estava no quintal e uma faca, entrou na casa da família e encontrou o pai no sofá. Matou ele com golpes na cabeça e no pescoço. Depois, matou a madrasta no quarto.

Segundo a polícia, João Antônio foi morto com um golpe de machado na cabeça, mas também foi esfaqueado seis vezes no pescoço. A mulher, que estava na cama, tinha três perfurações perto da orelha e lesões de defesa nas mãos.
Para a polícia, Júlio falou ainda que as vítimas estavam acordadas, mas nenhuma delas reagiu e gritou por socorro.

Vendeu carro
Júlio César relatou, em depoimento, que momentos após o crime procurou dinheiro pela casa e encontrou R$ 40. Então pegou o carro do pai, foi até uma “foca de fumo” da cidade, usou o dinheiro para comprar droga e quando acabou, trocou o veículo por mais.

Júlio negociou o carro por R$ 200 em pedras da droga e também quitou uma dívida de R$ 50 com o traficante. Além disso, combinou de pegar parte do dinheiro depois que o Logan fosse vendido no Paraguai pelo dono da boca de fumo, um homem que supostamente seria integrante de uma facção criminosa nascida em São Paulo.

No depoimento, apesar de relatar com detalhes o crime brutal, Júlio afirmou que passou por um “surto, um momento de bobeira”. Preso em flagrante, ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta segunda-feira (13). Apesar disso, ele ainda já está preso por ordem judicial nos processos por furto e roubo.