Madrasta de menina de 7 anos que morreu ao dar entrada na UPA é presa em Dourados

Policiais da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados cumpriram na manhã desta quinta-feira (11/8) mandado de prisão preventiva contra a madrasta da menina Valentina. A criança de 7 anos de idade morreu no dia (1/8) logo após dar entrada UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

A mulher foi detida e levada ao segundo distrito policial de Dourados – Crédito: Reprodução/Divulgação

A princípio a mulher havia alegado que a menina havia sofrido uma queda acidental de um banco, porém resultado de laudo pericial indica que ela sofreu traumatismo craniano encefálico provocado por maus-tratos.

Ao chegar na unidade hospitalar, Valentina teve uma parada cardiorrespiratória e faleceu em seguida.

Os médicos ainda tentaram reanimá-la para fazer a entubação traqueal.

Após matar o pai e a madrasta, homem negociou carro da família por R$ 250 em crack

Júlio César de Almeida, de 44 anos, confessou o crime após ter sido encontrado com cortes nas mãos e ensanguentado, em Dourados.

Depois de assassinar o pai e a madrasta com golpes de machado e faca, Júlio César de Almeida, de 44 anos, foi até uma “boca de fumo” em Dourados (MS) – cidade a 211 quilômetros de Campo Grande – e negociou o carro da família por R$ 250 em crack. O homem confessou matar Elaine Chiapetti e João Antônio de Almeida, que foram encontrados sem vida na manhã de domingo (12).

Homem alegou que “sentiu vontade de matar” — Foto: Reprodução/ Osvaldo Duarte

De acordo com o delegado Erasmo Cubas, o assassino afirmou que cometeu o crime porque “sentiu vontade de matar” enquanto estava drogado. Júlio César contou à polícia ter dado um golpe de machado no pai, que causou a perfuração no pescoço e em seguida foi ao quarto onde estava a madrasta, Elaine Chiapetti.

Longa ficha criminal
Júlio César já foi preso por furto e roubo e estava evadido do semiaberto. Ele estava apenas há duas semanas na casa do pai, que morava com Elaine e o filho dela, ainda adolescente. Na noite de sábado, 11 de junho, o menino foi dormir na casa da namorada e quando voltou, na manhã de domingo, encontrou a mãe e o padrasto mortos.

O adolescente chamou a polícia e contou sobre o enteado da mãe. Revelou que ele estava na casa há alguns dias e que ele não tinha uma boa convivência com Elaine. A polícia começou a investigação e apesar de não encontrar nenhum sinal de arrombamento, percebeu que o carro da família não estava em casa.

Foi graças ao carro, aliás, que Júlio foi parado. Guardas municipais viram o homem ao lado do veículo, em “atitude suspeita” e o abordaram. Descobriram que ele estava foragido e o levaram de volta ao presídio. Ele já estava na unidade prisional quando a Polícia Civil entrou em contato com a guarnição responsável pela prisão e avisou que o suspeito era também o autor de dois homicídios.

Sem Arrependimento
Júlio foi levado então para a delegacia e em depoimento confessou o crime. O homem falou que estava arrependido de matar o pai, mas que a madrasta “não significava nada para ele”. Ao delegado, Júlio detalhou que morava no quarto dos fundos da casa e horas antes do crime fez uso de crack.

O homem alegou que ainda estava sob efeito da droga quando “veio na sua cabeça a vontade de matar o pai e a madrasta”. Momento em que pegou o machadinho que estava no quintal e uma faca, entrou na casa da família e encontrou o pai no sofá. Matou ele com golpes na cabeça e no pescoço. Depois, matou a madrasta no quarto.

Segundo a polícia, João Antônio foi morto com um golpe de machado na cabeça, mas também foi esfaqueado seis vezes no pescoço. A mulher, que estava na cama, tinha três perfurações perto da orelha e lesões de defesa nas mãos.
Para a polícia, Júlio falou ainda que as vítimas estavam acordadas, mas nenhuma delas reagiu e gritou por socorro.

Vendeu carro
Júlio César relatou, em depoimento, que momentos após o crime procurou dinheiro pela casa e encontrou R$ 40. Então pegou o carro do pai, foi até uma “foca de fumo” da cidade, usou o dinheiro para comprar droga e quando acabou, trocou o veículo por mais.

Júlio negociou o carro por R$ 200 em pedras da droga e também quitou uma dívida de R$ 50 com o traficante. Além disso, combinou de pegar parte do dinheiro depois que o Logan fosse vendido no Paraguai pelo dono da boca de fumo, um homem que supostamente seria integrante de uma facção criminosa nascida em São Paulo.

No depoimento, apesar de relatar com detalhes o crime brutal, Júlio afirmou que passou por um “surto, um momento de bobeira”. Preso em flagrante, ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta segunda-feira (13). Apesar disso, ele ainda já está preso por ordem judicial nos processos por furto e roubo.

Depois de usar crack “veio na cabeça de matar” diz autor de homicídio contra pai e madrasta

Na tarde deste domingo (12) a delegada de plantão na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Stella Paris, detalhou, segundo informações do Dourados News como o preso Júlio César de Almeida, de 45 anos, cometeu o crime brutal que vitimou o pai João Antônio de Almeida, 71 anos, e a madrasta, Elaine Chiapetti, 46.


O acusado foi localizado pela GMD (Guarda Municipal de Dourados) em uma mata nas proximidades bairro Jardim Cachoeirinha – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Segundo o depoimento de Júlio, ele estava foragido do regime semiaberto e há duas semanas se encontrava abrigado na residência do casal, localizada no bairro Jardim Canaã III. Na noite deste sábado (11) ele teria feito uso de crack.

Sob o efeito da droga, segundo o relato “veio na cabeça” de matar o casal, então ele pegou o machado que o pai utilizava na plantação e uma faca na cozinha, se dirigiu ao idoso que estava no sofá na sala e depois de matar o homem, foi de encontro a madrasta no quarto. João levou seis facadas no pescoço e uma machadada na cabeça. Elaine levou três golpes de machado no ouvido e uma no pescoço.
O assassino confesso deve passar por audiência de custódia até o final da manhã desta segunda-feira (13).
O acusado será apresentado a um juiz que irá decidir pela soltura provisória ou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.