Ex-lutador é preso por morte da esposa; câmera de elevador registrou retirada de corpo

Investigações apontam que crime teria sido motivado por ciúmes

A Polícia Civil prendeu na quarta-feira, 9, o ex-lutador Luis Paulo Lima dos Santos por assassinar a esposa, Ellida Tuane Ferreira da Silva Santos, na Zona Leste de São Paulo. De acordo com as investigações, ele foi flagrado, por câmeras de segurança, saindo do apartamento com o corpo da vítima em um carrinho de compras. Os dois eram casados há um ano.

Segundo a polícia, corpo de vítima foi tirado com ajuda de carrinho de prédio em SP
TV Globo

A câmera de segurança na entrada do elevador registrou na sexta-feira, 4, a última imagem da professora, de 26 anos, ainda com vida. Por volta das 21h30, ela chega ao prédio na Vila Matilde, Zona Leste da capital paulista, e sobe para o apartamento. No dia seguinte, um pouco antes das 21h, as imagens mostram o marido da vítima no saguão, com um carrinho de compras vazio. Quatro minutos depois, o ex-lutador entra no elevador, ainda puxando o carrinho e com lençóis.

De acordo com as investigações, nesse momento, ele já estava com o corpo de Ellida envolvido nos lençóis. Luis Paulo, então, vai para a garagem do prédio e deixa o que seria o corpo no carro. Ele esperou algumas horas e, só saiu do prédio na madrugada do domingo. Quatro horas depois, voltou para o apartamento, com o filho de 6 meses do casal.

Segundo a polícia, Luis Paulo é dono de uma academia e ex-lutador profissional. O delegado Bruno Cogan, que investiga o caso, apontou que o crime pode ter sido motivado por ciúmes. “Há indícios de que seria por motivo de ciúmes, mas ainda precisa ser apurado com profundidade”.

O ex-lutador tentou esconder a autoria do crime. Ele fez o registro do desaparecimento quase no mesmo momento que a polícia encontrou o corpo da professora. No boletim de ocorrência, ele afirmou que a mulher havia viajado.

“Ela saiu com destino a Campinas, enviou a última mensagem às 19h51 dizendo que estava somente com 5% de bateria. Às 22h39 enviei mensagem novamente e não foi visualizada e ligações encaminhadas direto para a caixa postal. Em contato com a minha cunhada e a mãe da desaparecida informaram que ela não chegou em suas casas em Campinas”, disse.

O suspeito também declarou que tentou procurar a esposa, indo “até Campinas, à rodoviária, à delegacia e ao hospital procurando informações e não conseguiu”. Os vizinhos do prédio contaram aos investigadores que ouviram barulhos de tiros no dia do crime, mas nenhum deles chegou a chamar a polícia.

O corpo de Ellida foi encontrado envolvido em um saco plástico à beira de um córrego, em Itaquera, também na Zona Leste da cidade. Na quarta, Luis admitiu ter assassinado Ellida e contou ao delegado que fez quatro disparos. Há marcas de tiros no corpo da mulher. Os agentes ainda procuram a arma do crime.

 

Lutadores de Jiu-Jitsu vão a enterro de Leandro Lo de quimono

Homenagens ao brasileiro, vítima de um tiro na cabeça, se estendem desde a madrugada deste domingo

O lutador brasileiro Leandro Lo, morto no último domingo, foi sepultado nesta segunda-feira, em São Paulo. No entanto, uma cena chamou atenção dos presentes na cerimônia. Como maneira de homenagear o campeão de jiu-jitsu, diversas personalidades do esporte foram ao local de quimono.

Referências do Jiu-Jitsu brasileiro estiveram na cerimônia (Foto: Rafael Marson/Lance!)

O corpo está sendo velado desde às 16h, no Cemitério do Morumbi. Lutadores e fãs da arte suave estão presentes no local, como o ex-UFC, Rodrigo Minotauro. Só pelo tamanho da cerimônia, já dá para ter uma ideia do tamanho de Lo para o jiu-jitsu.

ENTENDA O CASO

Leandro Lo, acompanhado de alguns amigos, estava no show do Grupo Pixote, no Esporte Clube Sírio, Zona Sul de São Paulo. Após se desentender com Henrique Velozo, tenente da Polícia Militar (PM), o campeão de jiu-jitsu imobilizou o policial, com intuito de terminar o imbróglio. No entanto, o pior aconteceu.

De acordo com testemunhas, o PM atirou na cabeça de Lo e ainda deu mais dois chutes, enquanto o lutador estava desacordado. O campeão mundial chegou a ser levado para um hospital na capital paulista, mas não resistiu.

 

Lutador de MMA de MS é preso com mais de 40 quilos de cocaína

Por volta das 11h30 desta segunda-feira (8), um lutador de MMA, natural de Dourados e que não teve o nome divulgado, foi preso ao ser flagrado transportando drogas na BR-376, no município de Ivinhema.

Droga apreendida na ação – Crédito: Divulgação PRF

De acordo com informações policiais, a equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) abordou o veículo Renault Sandero, com placas de Dourados e, devido as contradições nas respostas do condutor, realizou uma revista minuciosa.

Em um compartimento, foram encontrados 46 quilos de cocaína. O lutador informou que o veículo teria sido carregado em Dourados e tinha São Paulo como destino.

Além disso, ele informou que receberia R$ 10 mil pelo transporte do entorpecente.

PM acusado pela morte do lutador de jiu-jitsu Leandro Lo se entrega

O policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, de 30 anos, apresentou-se à Corregedoria da Polícia Militar na tarde deste domingo, 7, e foi conduzido à delegacia, segundo o delegado-geral da Polícia Civil São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves. Velozo é acusado do homicídio de um dos maiores nomes da história do jiu-jitsu mundial, o brasileiro Leandro Lo, de 33 anos. Ele será ouvido e depois encaminhado ao Presídio Romão Gomes.

Na tarde deste domingo, a pedido da autoridade policial, a Justiça concedeu a prisão temporária de 30 dias do autor do homicídio.

crédito: Reprodução/Instagram @leandroloj

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o GLOBO teve acesso, Leandro foi atingido por um tiro do lado esquerdo da cabeça após se envolver em uma briga com o PM de folga durante um show durante um show de pagode da banda Pixote, no Esporte Clube Sírio, em Indianópolis, região Sul de São Paulo.

Uma fonte ligada à família contou que o autor do disparo se aproximou do grupo de amigos de Leandro e, em tom de provocação, chacoalhou uma garrafa de whisky que estava sobre a mesa. Para se proteger, o lutador deu uma rasteira no rapaz e o imobilizou. Assim que liberado, o homem andou poucos passos, deu meia-volta e atirou. Uma das testemunhas relatou que ele deu ainda dois chutes em Leandro, mesmo já desacordado.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas do homicídio reconheceram o autor do disparo por fotografia. O clube tem o controle da entrada dos frequentadores armados e apresentou as fotos às testemunhas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o campeão mundial de jiu-jitsu foi encaminhado com vida ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya, onde teve morte cerebral. No BO, consta que, às 11h53 deste domingo, a médica responsável pelo atendimento de Leandro documentou que o “paciente se encontra na sala vermelha em grave estado geral, acoplado à ventilação mecânica”.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio pelo 16º DP (Vila Clementino), que apura os fatos por meio de inquérito policial. A Polícia Militar diz lamentar o ocorrido. A instituição instaurou uma apuração administrativa e colabora com as diligências.

Em nota, o Esporte Clube Sírio se solidarizou pelo “lamentável ocorrido” e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação, para que o “incidente seja esclarecido o mais rápido possível”.

O currículo de Leandro sinaliza o tamanho da perda. O brasileiro de 33 anos foi oito vezes campeão mundial de jiu-jitsu em cinco categorias diferentes. Ele conquistou cinco Copas do Mundo da modalidade e ainda ganhou oito Pan-americanos do esporte.