Obras no Lago têm inicio e vão durar 120 dias

A Prefeitura de Campo Grande, deu inicio nesta semana, as obras de restauração da pista da Avenida Filinto Muller, adjacente ao Lago do Amor. Os serviços, que devem durar 120 dias, contam com a recomposição estrutural do aterro, abertura de vertedouro para controle do nível do lago, a construção de um muro de contenção e outras soluções de engenharia para deter o processo erosivo que causou o colapso da pista.

Segundo a Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos, nas primeiras 96h do ano, foram registrados 204,2 milímetros de chuva em Campo Grande. A média histórica para janeiro é de 231, 9 milímetros. Desta forma, somente nos primeiros quatro dias de 2023 a Capital contabilizou 88% do previsto para todo mês de janeiro.

Tal quantidade de chuva no período causou erosão sob a pista de rolamento no Lago do Amor, provocando o desabamento de parte da estrutura e a necessidade da interdição da pista e de obras de engenharia para reparo e contenção da erosão no local.

“Assim como a ponte da Fernando Corrêa da Costa com a José Antônio, esta obra é prioritária para nós. As fortes chuvas do inicio do ano castigaram nossas vias, mas temos nos mobilizado para resolver o problema no menor tempo possível e para que ele não se repita posteriormente”, destacou a Prefeita Adriane Lopes.

A Sisep ressaltou que ainda serão feitos trabalhos de reconstrução da pista, sinalização de trânsito horizontal e vertical, a restituição da ciclovia e será erguido um novo guarda corpo. Após a conclusão dos trabalhos o trecho será reaberto ao tráfego de veículos.

“O Lago do Amor é um cartão postal de Campo Grande e muito usado, principalmente por moradores da região como área de lazer e atividade física, ficamos muito felizes em ver o início desses trabalhos para recuperar o local. Sabemos que muitas vezes a força da natureza acaba trazendo alguns prejuízos, mas faz parte. Agora é recuperar e que bom que a Prefeitura iniciou os trabalhos”, ressaltou Patrícia Junqueira, moradora do Pioneiros e que costuma fazer caminhadas à beira do lago.

Nesta semana foram feitos trabalhos de supressão de vegetação, movimentação de terras e instalação do canteiro de obras. Com a diminuição dos índices pluviométricos na estação do outono, a Prefeitura pretende sanar os problemas causados pelas chuvas, bem como se preparar para que não se repitam no futuro.

“Sabemos da relevância que este ponto tem, é ponto de acesso para a Universidade Federal, para o Hospital Universitário. Em até120 dias, o trânsito na região será normalizado, do mesmo modo que a rotina dos que utilizam esses espaços em torno do lago”, salientou Domingos Sahib Neto, secretário de serviços públicos e infraestrutura do município.

Avenida do Lago do Amor é interditada, existe risco de desmoronamento

O trecho fica entre as rotatórias das avenidas Georges Chaia e Gabriel Spipe Calarge

A Avenida Filinto Muller, em frente ao Lago do Amor, em Campo Grande, foi interditada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). A interdição foi adotada como medida preventiva diante do risco de avanço do desmoronamento do aterro de um trecho de 170 metros do passeio público e da ciclo-faixa, caso volte a chover.

Lago do Amor. — Foto: Reprodução

O trecho fica entre as rotatórias das avenidas Georges Chaia e Gabriel Spipe Calarge.

Segundo a prefeitura de Campo Grande, ficou programada para a próxima terça-feira (17), a apresentação de três alternativas de projetos para recomposição do trecho do aterro de sustentação da pista e da ciclo-faixa próxima da travessia do Córrego Bandeira.

A primeira alternativa é recompor o aterro com o formato da obra original (com contenção do aterro com placas e trilhos); a segunda, trocar os trilhos por concreto, refazer tudo e construir paredes de concreto para proteger o barraco do córrego, mas isto envolveria a anuência da Universidade Federal, já que o Lago do Amor e a área a jusante do Bandeira, está dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Outra possibilidade é trocar trilhos e placas, por concreto para contenção do barranco.

O temporal do último dia 4 quando choveu 159 milímetros, precipitação esperado para todo o mês de janeiro, levou um trecho de 150 metros de aterro, arrastou placas de concreto da contenção do aterro, afundando a calçada.

“Vamos escolher alternativa de projeto mais adequada tecnicamente”, explica o secretário Domingos Sahib Neto, titular da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
A obra deve ser contratada com dispensa de licitação diante da urgência da execução.

Prefeitura recupera estragos e planeja reconstruir calçada do Lago do Amor

Calçada do Lago do Amor, onde 150 metros do aterro cedeu e comprometeu a mesma extensão de ciclovia Fotos: Denilson Secreta

Em pouco mais de 4 horas de serviço, a força-tarefa mobilizada pela Prefeitura de Campo Grande nesta quinta-feira (5), com cerca de 200 trabalhadores, 40 caminhões e máquinas, conseguiu desobstruir os trechos de ruas estratégicas para o sistema vário, onde se acumularam barro e sedimentos trazidos pela enxurrada. Durante a quarta–feira choveu na cidade em 12 horas, 159 milímetros,  88% do acumulado esperado para janeiro, de 231,9 mm. Nas últimas 96 horas, o município registrou 204,2 mm.

Rudi Fiorese vistoriou a Obra

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, acompanhado de engenheiros da Sisep, esteve na Avenida Filinto Muller, em frente do Lago do Amor, onde 150 metros do aterro cedeu, afundando a calçada e comprometendo a mesma extensão de ciclovia, que tiveram de ser interditados. Ainda está sendo avaliada a solução de engenharia mais adequada para refazer o trecho danificado.

Diante da urgência do reparo, será construída a formatação jurídica para embasar a contratação da obra com dispensa de licitação. “Como o Lago do Amor fica no campus da Universidade Federal e está numa área de preservação, haverá consulta à UFMS e aos órgãos ambientais antes da definição do projeto.

A avaliação inicial é que o trecho do aterro que sustentava o passeio público e a ciclovia acabou ruindo porque o volume de chuva foi tão grande que o lago e o Córrego Bandeira transbordaram, a água cobriu a pista, pressionando a contenção que quebrou, levando parte do aterro.

Desobstrução

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, acompanhado de engenheiros da Sisep, esteve na Avenida Filinto Muller, em frente do Lago do Amor, onde 150 metros do aterro cedeu, afundando a calçada e comprometendo a mesma extensão de ciclovia, que tiveram de ser interditados. Ainda está sendo avaliada a solução de engenharia mais adequada para refazer o trecho danificado.

Diante da urgência do reparo, será construída a formatação jurídica para embasar a contratação da obra com dispensa de licitação. “Como o Lago do Amor fica no campus da Universidade Federal e está numa área de preservação, haverá consulta à UFMS e aos órgãos ambientais antes da definição do projeto.

A avaliação inicial é que o trecho do aterro que sustentava o passeio público e a ciclovia acabou ruindo porque o volume de chuva foi tão grande que o lago e o Córrego Bandeira transbordaram, a água cobriu a pista, pressionando a contenção que quebrou, levando parte do aterro.

Vídeo: Calçada desaba após Lago do Amor transbordar na Capital

Campo Grande amanheceu embaixo d’água e já choveram mais de 50 mm na capital, de acordo com meteorologistas.

Parte da calçada onde turistas passam pelo Lago do Amor, em Campo Grande, desabou, nesta quarta-feira (4), após o local transbordar. A capital amanheceu embaixo d’água, e a meteorologia aponta que já choveram 50 mm desde o início do dia.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que é responsável pela manutenção do lago, informou que a responsabilidade das calçadas é da Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos (Sisep).

O local durante fortes chuvas se torna ponto crítico e a recomendação é de que motoristas façam rotas alternativas, de acordo com a Sisep.

O alagamento prejudicou as duas vias em frente ao Lago do Amor. Carros e motos não conseguiram passar pelo local.

As fortes chuvas na manhã desta quarta-feira (4) deixaram Campo Grande debaixo d’água. O temporal causou transtornos e alagamentos em vários pontos da cidade.

Na avenida Ricardo Brandão com a rua Joaquim Murtinho houve registro de alagamento e o córrego Prosa tomou conta da via. A avenida Tamandaré também ficou alagada e assustou moradores da região.

No Jardim Carioca, moradores precisaram erguer os móveis, após a água invadir o interior da casa. “Olha só, atravessou a casa e saiu na varanda”, disse o morador sobre o volume de chuva na sua residência.

A água tomou conta também de um trecho entre a avenida Fernando Corrêa da Costa, rua Bahia e Joaquim Murtinho, que impossibilitou a passagem de veículos por conta do alagamento causado pela chuva.

A chuva também trouxe problemas para moradores do Jardim Canguru. A água chegou até o pátio de uma casa. A água na pista exige atenção dos motoristas que arriscaram passar pelo local.

A dificuldade de transitar em avenidas da cidade pelos alagamentos foi registrada nos bairros: Aero Rancho, Coronel Antonino, Jardim Bonança, Columbia, Caiobá, e muitos outros.