Casa noturna é interditada e multada em R$ 47 mil; pessoas ficaram feridas durante show pirotécnico

Uma casa noturna foi interditada e multada em R$ 47.400, durante o fim de semana em Corumbá (MS) – a 416 quilômetros de Campo Grande. De acordo com a polícia, o DJ usou sinalizador durante uma apresentação, o que é proibido por lei. Não houve incêndio, mas algumas pessoas precisaram de atendimento médico.

O caso é semelhante ao que ocorreu em 2012, na boate Kiss, que ficava na cidade de Santa Maria (RS). O incêndio em uma casa noturna matou 242 pessoas e deixou 636 sobreviventes.

Casa noturna é interditada e multada em Corumbá — Foto: Redes Sociais

Segundo o Corpo de Bombeiros, durante uma apresentação, a fumaça tomou conta do estabelecimento. Uma equipe realizou uma vistoria no local e encontrou irregularidades. O estabelecimento foi notificado, multado e interditado até a correção das medidas de segurança.

De acordo com informações do hospital de Corumbá, sete adolescentes que estavam na boate foram atendidos na madrugada de sábado (25) com problemas respiratórios, dois deram entrada na sala de emergência e ficaram em observação.

Em vídeo publicado em rede social, o DJ se pronunciou e pediu desculpas pelo ocorrido. Segundo ele, não foram repassadas as regras da casa noturna. “Não vou carregar essa culpa, sendo que não me passaram as regras da casa. Peço desculpa a todos, tudo é aprendizado”.

Entre as notificações do Corpo de Bombeiros, foi identificado que o estabelecimento precisa de iluminação de emergência, sinalização e saídas de emergência, que são de responsabilidade do proprietário do local. A casa noturna só poderá ser reaberta após essas mudanças.

A administração foi multada em R$ 47.400 pela utilização dos sinalizadores, mas ainda pode entrar com recurso.

Avenida do Lago do Amor é interditada, existe risco de desmoronamento

O trecho fica entre as rotatórias das avenidas Georges Chaia e Gabriel Spipe Calarge

A Avenida Filinto Muller, em frente ao Lago do Amor, em Campo Grande, foi interditada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). A interdição foi adotada como medida preventiva diante do risco de avanço do desmoronamento do aterro de um trecho de 170 metros do passeio público e da ciclo-faixa, caso volte a chover.

Lago do Amor. — Foto: Reprodução

O trecho fica entre as rotatórias das avenidas Georges Chaia e Gabriel Spipe Calarge.

Segundo a prefeitura de Campo Grande, ficou programada para a próxima terça-feira (17), a apresentação de três alternativas de projetos para recomposição do trecho do aterro de sustentação da pista e da ciclo-faixa próxima da travessia do Córrego Bandeira.

A primeira alternativa é recompor o aterro com o formato da obra original (com contenção do aterro com placas e trilhos); a segunda, trocar os trilhos por concreto, refazer tudo e construir paredes de concreto para proteger o barraco do córrego, mas isto envolveria a anuência da Universidade Federal, já que o Lago do Amor e a área a jusante do Bandeira, está dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Outra possibilidade é trocar trilhos e placas, por concreto para contenção do barranco.

O temporal do último dia 4 quando choveu 159 milímetros, precipitação esperado para todo o mês de janeiro, levou um trecho de 150 metros de aterro, arrastou placas de concreto da contenção do aterro, afundando a calçada.

“Vamos escolher alternativa de projeto mais adequada tecnicamente”, explica o secretário Domingos Sahib Neto, titular da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
A obra deve ser contratada com dispensa de licitação diante da urgência da execução.