Lula vence em Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul e Singapura; Bolsonaro, no Japão e Taiwan

O petista recebeu, ao todo, 3.865 votos, contra 2.384 do atual presidente

Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Singapura, Taiwan e Japão foram os primeiros países do exterior a encerrarem a votação do segundo turno das eleições no Brasil. Eleitores brasileiros que moram nesses locais foram às urnas neste domingo, 30, para escolher o próximo presidente do País.

Os resultados dos votos fora do País são enviados ao Tribunal Superior Eleitoral e contabilizados apenas após o encerramento da votação no Brasil, às 17h deste domingo.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) se enfrentam nas urnas neste domingo, 30
Reprodução/Facebook

Apesar disso, fotos dos boletins de urna, compartilhadas nas redes sociais pelos eleitores no exterior, antecipam essa contagem de forma extraoficial. Esses documentos mostram quantos votos cada candidato recebeu naquela seção eleitoral específica, bem como os votos para cada partido político, os votos nulos e os votos em branco.

De acordo com as imagens divulgadas, em Nova Zelândia, Lula recebeu 389 votos (70,34%) e Jair Bolsonaro, 164 votos (29,66%). Já na Austrália, foram 2.970 para o petista (63,76%), contra 1.688 do atual presidente (36,24%). Na Coreia do Sul, Lula teve 126 votos (64,29%) e Bolsonaro, 70 (35,71%). Em Singapura, o ex-presidente recebeu 230 votos (63,71%) e Jair Bolsonaro teve 131 (36,29%). O atual chefe de Estado venceu em Taiwan, com 132 votos (56,65%), enquanto o adversário teve 101 (43,35%), e no Japão, com 199 eleitores a seu favor (80,24%), contra 49 votos no petista (19,76%).

Em Wellington, capital da Nova Zelândia, o pleito foi concluído por volta de 1h da madrugada, no horário de Brasília. Já na Austrália, onde há cinco locais de votação neste ano – Sydney, Camberra, Melbourne, Perth e Brisbane – as urnas foram fechadas às 3h, também pelo horário da capital federal.

Além da Oceania, a votação para o 2° turno da eleição brasileira acontece ainda em outros continentes e regiões do mundo. Segundo o TSE, mais de 697 mil eleitores estão aptos a votar no exterior neste ano, um número 39,21% superior em relação a 2018, quando ocorreram as últimas eleições gerais. Fora do Brasil, não há votação para deputados estadual e federal, senador e governador. Quem mora no exterior ou está a passeio pode votar em trânsito, mas apenas para presidente da República.

Número de brasileiros que votam no exterior supera total de três estados

Das eleições de 2018 até hoje, o número de eleitores brasileiros que vivem em outros países aumentou em 100.582 pessoas

O número de eleitores brasileiros que vivem no exterior em 2022 aumentou em 100.582 desde 2018. Nas últimas eleições para presidente da República havia 502.809 pessoas aptas a votar vivendo em outros países. Neste ano, o número alcançou 603.391, um aumento de quase 17%.

Se comparado às eleições de 2014, o aumento é ainda mais expressivo. Naquela época havia 353.821 eleitores brasileiros pelo mundo – hoje são 249.570 pessoas. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

De acordo com outro levantamento feito em 2020 pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores), mais de  4,2 milhões de brasileiros vivem em outros países. A maioria deles está nos Estados Unidos, em Portugal e no Paraguai. E os brasileiros residentes no exterior também têm obrigações eleitorais, ou seja, o voto é obrigatório para os cidadãos alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos. Já para aqueles que têm entre 16 e 18 anos, ou mais de 70 anos, bem como pessoas não alfabetizadas, o voto é facultativo

As eleições no exterior são organizadas pela Justiça Eleitoral e realizadas em outros países com o apoio dos consulados e embaixadas brasileiros. Mais de 90 países terão locais de votação nas próximas eleições. Veja aqui a lista do TSE dos locais de votação no exterior.

Além de a votação ocorrer nas embaixadas e consulados, o TSE pode autorizar a abertura de seção eleitoral em outros locais. A medida é uma reposta a um pedido do Itamaraty. Segundo o MRE, o espaço nas embaixadas ficou pequeno. A decisão já vai valer para as eleições de outubro.

O MRE informou, no pedido, que em 2018 o TSE deu autorização para instalação de mesas receptoras de votos fora das sedes em que funcionassem serviços do governo brasileiro. Na ocasião, foram acrescentados 60 locais de votação, entre eles, 24 sem custos. De acordo com o Código Eleitoral, para que sejam criadas mesas de votação no exterior, é preciso que haja o número mínimo de 30 eleitores na região.