Aluno é afastado de EMEI por suspeita de varíola dos macacos

A idade da criança e o nome da escola não foram divulgados, o aluno está em isolamento em casa há cerca de duas semanas

Aluno de uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) de Campo Grande foi afastado da sala de aula, por suspeita de estar com monkeypox, a varíola dos macacos. O caso foi identificado há duas semanas e desde então a criança está em isolamento em casa. Até o momento não há confirmação de outros casos suspeitos na mesma unidade escolar.

O caso foi identificado há duas semanas e desde então a criança está em isolamento em casa  Foto Divulgação

De acordo com o último boletim epidemiológico da Monkeypox, divulgado pela SES (Secretária de Estado de Saúde), na terça-feira (04) em Mato Grosso do Sul, são 113 casos confirmados, quatro prováveis, 103 curados e 14 ativos.

Entre as cidades com maior incidência de casos, Campo Grande lidera com 85 confirmações, na sequência aparece Dourados (11), Aquidauana (4), Três Lagoas (4), Maracaju (2), Costa Rica (2), Ponta Porã (2) . Outros 67 casos suspeitos seguem em investigação. Dentre os casos confirmados 87,2% foram registrados em pessoas do sexo masculino e 12,8% em pessoas do sexo feminino.

Entre os principais sintomas apresentados pelos pacientes 86,3% tiveram feridas na pele, 60,7% febre súbita, 51,3% aumento dos linfonodos do pescoço (adenomegalia), 43,6% dor de cabeça (cefaleia), e 50,4% relataram lesão genital.

A secretaria ainda divulgou nota informando sobre o caso. “A Sesau reforça que todas as orientações quanto ao isolamento do paciente, rastreio dos contactantes e informações a serem repassadas à escola já foram feitas, não sendo necessário dúvidas ou questionamentos a respeito da saúde desta criança e das que estudam na mesma escola”, informou em nota.

A idade da criança e o nome da escola não foram divulgados. O caso foi descoberto após manifestação da escola à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que monitora periodicamente o avanço da doença.

Áudio: Semed confirma problemas na EMEI Aero Rancho, mas oficialmente nega

A Semed informou por meio de nota a imprensa, que a falta de água na unidade de ensino foi causada por um problema na descarga de um dos banheiros, na manhã de quarta-feira (8).

Segundo funcionários do local o problema durou 3 semanas e sou foi consertado depois que matérias circularam na imprensa local.

Contudo em nota oficial a Semed nega as acusações. Em áudio obtido pela folha de Campo Grande, a assessora da secretaria confirma os problemas e apenas se lamenta pelo caso ter chegado até a imprensa.

Na nota a Semed ainda ressalta que as imagens divulgadas na denúncia mostram bacias com colheres sujas, utilizadas anteriormente pelas crianças.

“Tal método serve apenas para armazenar a louça suja já que a água facilita os restos de comida se desprender dos utensílios antes de serem lavados, pois a cada refeição são servidas 180 crianças”, escreveu.

“Porque aleguem ia forjar tal mentira, estamos preocupados com a saúde das nossas crianças”, desabafa uma mãe, que com medo de represália não terá o nome divulgado.

Quanto às informações a respeito da preparação de produtos de limpeza na cozinha da escola, afirmou que isso não procede.

Mas no áudio a assessora tem conhecimento do uso de sabão feito de álcool, produzido pela diretora Marilei Braga.

“As mãos das crianças estão rachadas, meu filho fica lá também e estava com infecção intestinal, pode ser da água”, afirma a mãe.

“As unidades escolares da Reme usam produtos de limpeza registrados e industrializados. Na manhã desta sexta-feira (10), técnicos da Superintendência de Alimentação Escolar (Suale), da Superintendência de Gestão Administrativa (Sugefic) e da Superintendência de Gestão e Normas (Sugenor) estiveram na unidade e as irregularidades denunciadas não foram confirmadas. A EMEI funciona de forma correta e com todas as medidas de higiene, limpeza e preparo dos alimentos realizadas de forma adequada”, finaliza a nota.

Por isso as mães questionam, se existe verba, porque o uso de sabão com álcool que faz mal?

Outro assunto que veio à tona, é o desvio de merenda das crianças, feito por gente ligada a diretora “Frango in natura, feijão e outros produtos são levados. Mas na hora do leite das crianças a ordem é dar dois dedinhos, mesmo com as funcionárias pedindo para colocar mais no copo a orientação da diretora é essa”, afirma.

A diretora estaria afastada desde o dia 9, mas funcionárias dizem que vai lá todos os dias, na sexta inclusive ela participou de festa com as crianças no dia 10, dançando, como realmente se nada pudesse atingi-la, já que os funcionários alegam que ele é antiga e tem costas quentes na prefeitura.

“Ela é indicação da época do Marquinhos, manda e desmanda, não está nem aí, mas a partir do momento que aparecem irregularidades essa situação deveria mudar”, cobra uma mãe que estuda tirar o filho da creche.