‘Missionário Nelo’ é condenado a 23 anos de prisão por estuprar a neta de 9 anos

O ex-vereador também foi condenado a pagar de R$ 15 mil a título de indenização mínima para a vítima

O ex-vereador Nelo José da Silva, de 65 anos, conhecido como ‘Missionário Nelo’, foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável, em decisão publicada nesta terça- feira (24). A justiça concluiu que ele estuprou a neta de 9 anos em Paranaíba (MS), distante 422 quilômetros de Campo Grande. Nelo estava preso desde 14 de março de 2022.

O ex-vereador Nelo José da Silva, Foto Rede Social

O réu também foi condenado a pagar R$ 15 mil a título de indenização mínima para a vítima, consideradas: “a capacidade financeira do ex-vereador e a repercussão notórias de suas condutas sexualmente abusivas nesta pequena urbe, a causar grande constrangimento psicológico e social à infante de 9 anos”, conforme a sentença.

O caso veio à tona no começo do ano passado. Nelo foi preso no dia 14 de março. Segundo investigação, os abusos aconteciam desde setembro de 2021, e em depoimento a criança contou detalhes à Polícia Civil, além de ter conseguido gravar um vídeo que mostra o crime. Na ocasião, o material foi apreendido pelos policiais.

À época, a criança disse que contou à esposa do então vereador sobre os abusos sofridos, porém, a mulher não procurou as autoridades para denunciar o caso. Em julho, o acusado foi cassado na Câmara Municipal de Paranaíba. Nelo já havia sido expulso do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) logo após as denúncias.

 

Nepotismo faz Gilmar Olarte ser condenado por improbidade administrativa

Gilmar Olarte, contador e ex-prefeito de Campo Grande, acumula agora mais uma condenação em sua ficha, desta vez por improbidade administrativa, junto do ex-secretário Valtermir Brito, por prática de nepotismo no Executivo Municipal de Anhanduí.

Olarte e Brito – que chefiou a pasta da Administração durante a gestão do ex-prefeito -, nomearam a esposa, o cunhado e o sobrinho de Tomatsu Mori – Foto Correio do Estado

Segundo denúncia registrada pelo Ministério Público, Olarte e Brito – que chefiou a pasta da Administração durante a gestão do ex-prefeito -, nomearam a esposa, o cunhado e o sobrinho de Tomatsu Mori.

Vale ressaltar que, na época, Tomatsu ocupava o cargo de coordenador da Central de Atendimento ao Cidadão no Distrito de Anhanduí, chegando ao cargo por nomeação do ex-prefeito

Diante disso, Adélia Souza de Amorim; Hélio Souza Amorim e Everaldo Coelho da Silva chegaram aos cargos comissionados com o “empurrãozinho” de Mori.

Ainda no dia 22 deste mês, o juiz Alexandre Corrêa Leite, responsável da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos foi quem assinou a condenação por improbidade administrativa.

“O robusto conjunto probatório contido nos autos direciona, de forma uníssona, à conclusão de que os réus, em confluência de esforços, praticaram ato de improbidade administrativa tipificado e expressamente previsto no art. 11, inciso XI, da Lei de Improbidade Administrativa”, explica o magistrado.

Alexandre ressalta que, Brito confirmou ser responsável por nomear os parentes, junto de Gilmar Olarte.

“E deixou explícito que o provimento dos cargos advinha de indicações, tendo havido interferência direta do réu Tamotsu Mori, enquanto coordenador de órgão distrital, na nomeação de seus parentes em cargos comissionados vinculados a mesmo órgão de lotação, onde, inclusive, exercia cargo de chefia em relação aos demais, hierarquicamente subordinados”, expõe ainda o juiz em decisão.

Importante frisar que, Mori, Brito e Olarte devem pagar multa no valor de 10 vezes o salário bruto, atualizado com juros e correção monetária.

Também, todos três ficam proibidos de firmarem contratos, por um período de quatro anos, com a administração pública.

Nesse contexto, também vale lembrar que Gilmar Olarte já cumpre condenação pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em primeiro momento, a pena do ex-prefeito ficou fixada em 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Atualmente ele cumpre pena na Gameleira.

Assassino de Francielle é condenado a 24 anos de prisão

Francielle Guimarães Alcântara tinha 36 anos e foi mantida em cárcere privado antes de ser morta estrangulada pelo esposo. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi torturada na frente do filho

Adailton Freixeira da Silva, 46 anos, foi condenado, nesta segunda-feira (21), a 24 anos e 2 meses por torturar e matar a esposa, Francielle Guimarães Alcântara, de 36 anos, em Campo Grande. De acordo com as investigações, a vítima foi mantida em cárcere privado por cerca de um mês, período em que foi torturada com choques elétricos e pauladas na frente do filho de 1 ano.

Condenado chegou a fugir após o crime. — Foto: Reprodução/RedesSociais

Adailton foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, em 18 anos e 4 meses. O feminicida ainda foi condenado pelos pelo crimes de tortura, 2 anos e 9 meses de reclusão; e cárcere privado, 3 anos e 1 mês.

A mulher foi morta estrangulada em 26 de janeiro de 2022. O agora condenado chegou a ficar foragido por cinco dias, sendo preso posteriormente na rodoviária de Cuiabá (MT).

O corpo da vítima foi encontrado dentro da própria casa. Além dos indícios de estrangulamento, a mulher tinha perfurações nas costas, dentes quebrados e os cabelos cortados.

“Em mais de 10 anos de polícia, nunca vi um caso tão forte como este”, disse o delegado que recebeu o caso, Camilo Kettenhuber.

Segundo Kettenhuber, na casa da vítima foram encontradas roupas da mulher com sangue, bandagens usadas devido à gravidade dos ferimentos e o colchão onde a vítima era deixada.

“Também no local, apreendemos um pedaço de madeira supostamente utilizado na prática das agressões e também um pedaço que pode ter sido utilizado para estrangulá-la, o que causou sua morte”, relatou Camilo.
Ao falar dos dias de agressão, Adailton confessou que punia a mulher quando se sentia “inseguro” no relacionamento.

Francielle teve os dentes arrancados com alicate de unha, foi esfaqueada nas costas e costelas pelo homem, que sempre a levava para o quarto para aplicar as punições. Ela só podia ficar perto do filho pequeno.

Vice de Contar é condenado e obrigado e postar verdade após divulgar pesquisa fake

Após utilizar seus perfis nas redes sociais para divulgar uma pesquisa que a Justiça Eleitoral considerou indevida, popularmente chamada de ‘falsa’, o candidato a vice-governador na chapa do deputado Capitão Contar (PRTB), Beto Figueiró, foi obrigado a postar a decisão judicial.

No feriado do dia 12 de outubro, Figueiró compartilhou uma pesquisa falsa que apontava vitória de Contar na disputa contra Eduardo Riedel, e na noite desta terça-feira (18), foi obrigado a restabelecer a verdade em seu perfil.

Figueiró compartilhou uma pesquisa falsa que apontava vitória de Contar na disputa contra Riedel

“A Justiça Eleitoral considerou, nos autos da representação de n. 0601812-20.2022.6.12.0000, em tutela provisória de urgência, que a pesquisa aqui divulgada, no dia 12.10.22, se trata de pesquisa sem prévio e regular registro perante o TSE, ou de pesquisa inexistente, situação que se enquadra na vedação do art. 17, da Resolução 23.600/19, em desconformidade com as normas eleitorais, cuja divulgação indevida é passível de multa no valor de R$ 53.205,00 (cinquenta e três mil, duzentos e cinco reais) a R$ 106.410,00 (cento e seis mil, quatrocentos e dez reais), nos termos do § 3º, do art. 33, da Lei n. 9.504/97, sob pena de multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por dia de descumprimento”, diz trecho da decisão publicada por Figueiró.

Este não é o primeiro revés da campanha de Contar por publicar fake news. Na última semana, os deputados estaduais eleitos João Catan e Rafael Tavares também tiveram que postar a decisão expondo a verdade sobre a pesquisa, sob pena de multa.

Jovem que matou Marielle é preso quase um ano após condenação

Caio Valvassori Staut, 25, foi preso nesta terça-feira (23), quase um ano após ser condenado pelo assassinato de Marielle Andrade Vieira, 18, ocorrido no dia 20 de novembro de 2015, em Ivinhema.

Conforme o Jornal da Nova, Caio se entregou na delegacia de Polícia Civil de Coxim. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Rodrigo Barbosa Sanches no último dia (15), conforme publicação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Foi definida a pena de 12 anos de reclusão no regime inicial fechado.

Familiares e amigos da vítima chegaram a realizar protesto em frente ao Fórum de Dourados no ano passado – Crédito: Jornal da Nova/Arquivo

“Certificado o trânsito em julgado da sentença condenatória, expeça-se o respectivo mandado de prisão, observada a pena aplicada de 12 anos de reclusão no regime inicial fechado”, diz trecho dos autos.

O magistrado também pediu para incluir o nome de Caio Staut no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão). Além disso, a arma usada no crime deverá ser destruída, conforme medidas pré-estabelecidas.

“Após cumprida a ordem de prisão, expeça-se a guia de execução da pena e a encaminhe para o juízo da Vara de Execuções Penais competente. Proceda-se, ainda, com as comunicações necessárias. Em relação à arma e munições apreendidas, nos termos do art. 25 da Lei n. 10.826/03, determino o seu encaminhamento para o Comando do Exército para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas”, diz trecho do documento.

A defesa se manifestou dizendo que aguardava a expedição do mandado de prisão para que Caio Staut se apresentasse, espontaneamente, perante a autoridade competente no município de Coxim, o que foi feito nesta terça-feira (23).

Em 23 de setembro do ano passado, Caio foi julgado pelo Tribunal do Júri de Dourados. Inicialmente a pena do autor seria de 16 anos, mas além do réu ter confessado o crime, era menor de 21 anos na época que o cometeu, a mesma foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicialmente fechado -relembre aqui-.

Caio Valvassori Staut chegou a ser preso em flagrante no dia do crime, mas desde o habeas corpus concedido em 1º de março de 2016, respondeu ao processo em liberdade, o que muda de figura apenas agora, quase 7 anos após o crime .

Marielle foi morta com um tiro na nuca dentro de uma casa, no centro de Ivinhema, durante uma festa. A defesa alegou que Caio queria dar apenas um susto em Marielle e que achava que a arma estava sem munição.

Por fim, a maioria dos jurados concordou que a conduta de Caio, “por provocar a morte da vítima, decorreu de culpa, consistente em imprudência de disparar a arma de fogo, sem a devida cautela, infringindo o dever de cuidado”.

Familiares e amigos da vítima chegaram a realizar protesto em frente ao Fórum de Dourados pedindo por Justiça, em setembro de 2021

Condenado à morte no Texas pede para ter execução adiada por 30 dias para doar um rim

Ramiro Gonzales, 39, está preso por assassinato cometido em 2001

Um preso no corredor da morte do Texas pediu ao governador para adiar sua execução programada por 30 dias na quarta-feira para que ele possa doar um rim, um projeto que seus advogados dizem que decorre de seus esforços para se redimir do assassinato que cometeu.

Os advogados de Ramiro Gonzales, 39 anos, condenado à morte pelo assassinato de Bridget Townsend em 2001, solicitaram um adiamento em uma carta datada de 29 de junho do governador Greg Abbott, escrevendo em parte que, a pedido de Gonzales, doar um órgão a um desconhecido era ” de acordo com seus esforços para expiar seus crimes”.

Ramiro Gonzales, que deve ser condenado à morte na quarta-feira pelo Texas, pediu que sua execução seja adiada temporariamente para que possa doar um rim
Reprodução/ CNN

Mas o Departamento de Justiça Criminal do Texas, que permitiu que Gonzales fosse aprovado para doação de órgãos, se opôs aos esforços por causa de sua execução iminente, escreveram seus advogados.

Gonzales de fato solicitou uma doação de órgãos antes de sua execução médica, mas foi considerado impróprio pela política de atendimento do departamento, um porta-voz do departamento confirmou à CNN em 3 de julho.

“Ele ainda quer salvar uma vida”, disse Michael Zoosman, um clérigo judeu cuja correspondência com Gonzales primeiro catalisou o projeto do preso de doar um rim, à CNN. “E o Texas está negando isso a ele.”

A CNN entrou em contato com o gabinete do governador para comentar.

Gonzales deve ser executado na quarta-feira por sua condenação de 2006 por homicídio culposo no caso de assassinato de Townsend.

Gonzales, que tem 18 anos na época, estava procurando comprar drogas em janeiro de 2001, não no ano de Townsend, que era traficante, seguindo um parecer do tribunal de apelações de 2009.

Quando ela ligou, Townsend atendeu o telefone e disse a Gonzales que seu namorado estava no trabalho. Gonzales então foi à casa “com o propósito de roubar cocaína”, roubou dinheiro, amarrou as mãos e os pés de Townsend e a sequestrou, dizem os registros. Gonzales então levou Townsend para uma área cercada do rancho de sua família, a agrediu sexualmente e atirou nela, matando-a.

Em outubro de 2002, sentado em uma prisão do condado aguardando a prisão por um assunto não relacionado, Gonzales levou as autoridades ao corpo de Townsend e acabou confessando o assassinato, mostram os registros.

Desde que Gonzales e Zoosman começaram a enviar cartas em janeiro de 2021, O Recluso “nunca deu uma desculpa pelo que fez”, disse Zoosman, capelão de um hospital federal e fundador do ¡L’chaim! Judeus contra a pena de morte, disse ele à CNN.

A primeira vez que Gonzales trouxe a ideia de doar um rim foi quando Zoosman mencionou que alguém em sua congregação de Maryland precisava de um transplante, disse Zoosman à CNN.

“Eu mencionei isso a ele do nada em uma carta… e ele aceitou”, disse Zoosman, acrescentando que Gonzales estava “muito disposto” e até escreveu uma carta para a pessoa que precisava do rim.

“Era algo que eu queria fazer para expiar a vida que tirei”, disse Zoosman.

Um tipo sanguíneo raro faz de Gonzales um “excelente candidato”
Gonzales foi “ativado” para doação de órgãos desde então, disseram seus advogados, Thea Posel e Raoul Schonemann, da Clínica de Punição Capital da Universidade do Texas em Austin, em comunicado à CNN na semana passada.

No início deste ano, o departamento de justiça criminal do estado permitiu que ele fosse examinado pelo departamento médico da Universidade do Texas em Galveston (UTMB), onde Gonzales foi considerado um “excelente candidato”. ao governador. No entanto, o raro tipo sanguíneo B de Gonzales significa que não é compatível com a congregação de Zoosman.

“Mas isso não impediu Ramiro”, disse Zoosman. “Por sua própria vontade, estou buscando através de sua equipe jurídica outra maneira de fazer isso, tornar-se um doador de rim altruísta”, ou seja, doar seu rim sem um destinatário conhecido ou pretendido.

Mas, de acordo com os advogados de Gonzales, o Departamento de Justiça Criminal do Texas disse a eles em maio que não permite a doação de rim altruísta porque poderia introduzir um “calendário incerto, possivelmente interferindo na data de execução ordenada pelo tribunal”. de custas, conforme declaração dos advogados.

No entanto, o centro médico – que se recusou a comentar para esta história, citando a lei federal de privacidade médica – disse aos advogados de Gonzales que seu tipo sanguíneo raro o tornaria “uma excelente combinação com pessoas que estão na lista de espera da UTMB há cerca de 10 anos. anos devido ao mesmo tipo sanguíneo B raro”, de acordo com a declaração dos advogados. O hospital garantiu à equipe de Gonzales em março que o processo de doação poderia ser concluído em um mês, segundo os advogados.

Nas últimas semanas, os advogados de Gonzales pediram repetidamente ao departamento de justiça criminal estadual que reconsiderasse sua posição sobre doações altruístas, de acordo com a declaração de Posel e Schonemann. O departamento negou os pedidos, disseram eles.

“Ele nunca esperou que isso levasse à clemência”
Os advogados de Gonzales também pediram ao Conselho de Indultos e Liberdade Condicional do Texas que recomende ao governador que a sentença de seu cliente seja comutada para prisão perpétua, de acordo com seu comunicado. Eles também solicitaram um adiamento de 180 dias para concluir uma possível doação de rim.

O conselho se recusou a comentar com a CNN, embora um porta-voz tenha observado que os membros votam por clemência dois dias antes de uma execução programada, de acordo com sua política.

Gonzales também tem outros processos pendentes nos tribunais que podem atrasar sua execução: em um deles, ele queria que o departamento de justiça criminal do estado permitisse que seu conselheiro espiritual – que não é Zoosman – colocasse a mão em seu peito, segurasse sua mão e orar audivelmente no momento da execução. Esse pedido havia sido negado anteriormente, mas um juiz federal decidiu neste mês em uma liminar que o estado só poderia executar Gonzales na quarta-feira se permitisse, mostram documentos judiciais.

Mas enquanto esses procedimentos legais podem ser esforços para parar ou atrasar a execução de Gonzales, Zoosman acredita firmemente que a tentativa do preso de se tornar um doador de rim não é.

“Em sua correspondência comigo, ele nunca indicou que achava que isso seria uma saída ou uma maneira de salvar sua vida. Ele nunca esperou que isso levasse à clemência”, disse ele. Na verdade, segundo Zoosman, Gonzales não quis revelar publicamente que queria doar um rim. Só foi decidido, disse ele, porque seu pedido foi negado.

“Tem havido muita discussão na imprensa ultimamente sobre quem é pró-vida e quem não é”, disse Zoosman, referindo-se às contínuas lutas pelo direito ao aborto após a decisão da Suprema Corte dos EUA de anular a decisão do caso Roe vs. Wade. “E, claro, isso é outro assunto.”

“Mas posso dizer o seguinte: não consigo conceber uma postura mais amigável à morte do que a de um Estado que não apenas se envolve no assassinato patrocinado pelo Estado de seres humanos indefesos”, acrescentou, “mas impede aqueles que estão na cauda desse assassinato para doar seus órgãos para salvar a vida de outros”.