MS deve criar barreira sanitária devido a surto de gripe aviária na Bolívia

Jaime Verruck informou que ação é uma medida preventiva, em Mato Grosso do Sul não há registros de casos e nem suspeitas.

O surto de gripe aviária na Bolívia tem acendido o alerta em autoridades de Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com o país por meio de Corumbá, a 450 km de Campo Grande. Em entrevista nesta manhã (15) ao Bom Dia MS na TV Morena, o secretário Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, confirmou barreiras sanitárias no Estado para evitar que a doença chegue ao território sul-mato-grossense.

Secretário em entrevista à apresentadora Maureen Mattiello no Bom Dia MS. — Foto: TV Morena

“Nós estamos com um surto de gripe aviária na Bolívia. Temos que evitar de todas as formas que ela chegue no Brasil. Estamos com uma ação com o Ministério da Agricultura para estimular barreiras sanitárias. A partir de hoje (15) quem vir de Corumbá ou fazer essa passagem por Corumbá-Bolívia, terá o seu veículos verificado. Hoje teremos uma reunião com o Ministério da Agricultura e Iagro para estabelecer as barreiras. São medidas de prevenção”, explicou na entrevista.

No começo do mês foi instituída, em primeira instância, uma emergência sanitária animal por 120 dias, situação que pode ser reduzida ou prolongada consoante a situação epidemiológica.

A disseminação do vírus altamente contagioso é uma preocupação para os governos e para a indústria avícola, pois interrompe o abastecimento, aumenta os preços dos alimentos e representa um risco de transmissão para humanos. Em outras partes da América Latina, surtos de gripe aviária altamente patogênica foram encontrados entre aves na Colômbia, México e Equador.

 

Governo de MS reforça tratativas com a Bolívia para ampliar fornecimento de gás

O secretário Jaime Verruck com o ministro conselheiro da embaixada da Bolívia, Horácio Villegas

Em reunião realizada nesta segunda-feira (6), em Brasília, o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), reuniu-se com o ministro conselheiro da embaixada da Bolívia, Horácio Villegas. O objetivo foi o de reforçar, em nome do Governo de Mato Grosso do Sul, as tratativas com o Governo boliviano em pautas como a ampliação do fornecimento de gás natural, além de questões logísticas e de controle sanitário na região da fronteira Corumbá-Bolivia.

“Queremos aumentar a venda de gás natural no Brasil, via Gasbol. Hoje, existe uma ociosidade média de 30% no gasoduto. Para isso, é necessário ampliar o fornecimento do gás natural, com ativação o gasoduto da MSGÁS, em Corumbá. Também tratamos do controle sanitário na fronteira e ficou definida a realização de um encontro oficial, em Corumbá, para tratar desses e de outros assuntos, como a integração ferrovia Bolívia-Brasil e da Rota Bioceânica Ferroviária, além da integração Hidrovia e Portuária no Rio Paraguai”, informou o secretário Jaime Verruck.

Ainda será definida uma data para a realização do encontro oficial, em Corumbá, para tratar desses temas, que deverá contar com a presença do governador Eduardo Riedel, do secretário Jaime Verruck, do ministro de Hidrocarburos y Energías da Bolívia, Franklin Molina, e do presidente executivo da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos, empresa boliviana responsável pelo transporte do gás), Armin Dorgathen Tapia.

“Na reunião com o ministro Horácio, nos foi informada a preocupação do governo boliviano com a questão do fornecimento gás. Houve sinalização muito clara de que a Bolívia deve investir na exploração do gás natural, pois já está demonstrado que não há capacidade de ampliar o fornecimento. O ministro nos informou que já estão ocorrendo investimentos de exploração novas reservas de gás natural e isso é importante para Mato Grosso do Sul”, finalizou Jaime Verruck.

Bolívia quer ampliar logística ferroviária com Mato Grosso do Sul

Os bolivianos têm interesse em ampliar a relação de logística com Mato Grosso do Sul por meio da malha ferroviária. Na sexta-feira (29), o secretário de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) Jaime Verruck, esteve reunido com a equipe da Prefeitura de Corumbá, formada pelo secretário municipal de Planejamento Cassio Augusto da Costa Marques, e do secretário Luciano Leite, Gladys Cardona, subgerente de Logística internacional do CIN (Centro internacional de Negócios da Fiems) e dois diretores da Ferrovia Oriental: Angel Sandoval Salas- Gerente de Relaciones Externas´, e Gustavo Pinto, Gerente General de Puerto Continental, subsidiaria de Ferroviária Oriental.

Outro assunto em pauta foi o projeto da Transamericana, ferrovia saindo de Corumbá indo a Cochabamba no sentido da Argentina Foto Divulgação

A Ferrovia opera na Bolívia, a partir de Porto Quijarro até Santa Cruz de La Sierra. Hoje é a principal empresa de transportes ferroviários do país vizinho, que está operacional e faz o transporte de ureia.

De acordo com Verruck, a principal discussão discorreu sobre os gargalos logísticos que existem hoje na fronteira. A empresa boliviana, segundo o secretário, poderia estar operando com maior volume de caminhões e vagões. “Por isso decidimos que vamos fazer discussões junto com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a prefeitura de Corumbá para melhorar e ampliar capacidade da área alfandegada para que possa agilizar a exportação e importação pela ferrovia”, salientou.

A diretoria da Ferrovia Oriental ainda demonstrou interesse em operar a Malha Oeste e fazer uma operação até Campo Grande. “A ideia é trazer estes produtos, diminuindo o fluxo de tráfego inclusive na BR-262, que é um grande gargalo, um problema hoje isso, que já foi apresentado no nosso diagnóstico de logística. Então eles têm interesse”, acrescentou o secretário.

Da mesma forma, Verruck lembrou que o Estado vai tentar criar um acordo operacional que tem que ser autorizado pela ANTT para que eles possam fazer a operação, entrando com os trens bolivianos ao Mato Grosso do Sul. “Hoje a Malha Oeste somente tem uma operação de transporte da empresa Arcelor de vergalhões. Então é a única operação no trilho por meio da Rumo até Bauru”, explicou.

Outro assunto em pauta foi o projeto da Transamericana, ferrovia saindo de Corumbá indo a Cochabamba no sentido da Argentina. “No encontro eles apresentaram estudo de quanto é viável hoje fazer essa operação, uma ferrovia Bioceânica, que foi um projeto que o Governo do Estado já tratou há muito tempo fazendo a operação de Bauru até Corumbá, Corumbá até Cochabamba descendo na Argentina. Tudo isso já tem os trilhos prontos, como é nosso caso. Mas precisamos de investimentos”, concluiu.