Apreensões de cocaína crescem em quase 60% nos primeiros meses de 2023 em MS

Para policiais, Mato Grosso do Sul é uma das principais rotas de escoamento das drogas estrangeiras para os outros estados brasileiros. Cães farejadores auxiliam no processo de identificação dos entorpecentes

Em Mato Grosso do Sul, o número de apreensões de cocaína cresceu 57,94% nos quatro primeiros meses de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo os números da secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Em alguns casos, drogas foram encontradas com ajuda de cães farejadores. — Foto: Reprodução/PRF

Só nos quatro primeiros meses deste ano, 13.351 toneladas de cocaína foram apreendidas em Mato Grosso do Sul, neste ano. O número representa uma médica de 111 quilos da droga sendo tirada de circulação todos os dias no estado.

As fronteiras com Bolívia e Paraguai coloca o estado como um dos principais na rota do escoamento dos entorpecentes. Para a polícia, o aumento nas apreensões de drogas estão ligadas a uma mudança no comportamento do tráfico.

O superintendente do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Eduardo Garcia, comenta a mudança é uma forma para escoar mais drogas e despistar as fiscalizações dos policiais.

“São diversos fatores que contribuíram para o aumento nessas apreensões de cocaína. Em um deles, é o investimento do estado na região de fronteira através de tecnologia, onde foram instalados diversos radares, fazendo com que os criminosos mudem o modus operandi. Os criminosos estão deixando de utilizar o modal aéreo e passando a tentar escoar por via terrestre”.

Só neste ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 6,3 mil kg de cocaína. Nestes casos, a ajuda de cães farejadores tem sido primordial para a encontrar as drogas.

“Essa droga que sai daqui da fronteira vai abastecer os grandes centros de todo o país. Essa droga abastece grandes centros do sudeste, norte e nordeste. A droga se ramifica pelo Brasil. Combater aqui na fronteira, na saída, é fundamental”, comentou o chefe de Serviços de Operações da PRF, Vinícius Figueiredo.

Apreensões de droga pelo estado

Com a ajuda de cães farejadores, a PRF realizou a maior apreensão de cocaína da história da corporação em Mato Grosso do Sul. Os policiais encontraram 1,9 tonelada da droga no tanque de um caminhão, em fevereiro deste ano, em Sidrolândia (MS).

O condutor confessou ter recebido a carga em Corumbá, com a intenção de entregar os tabletes até Campo Grande. — Foto: Reprodução

A equipe da Força Tática da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), com apoio do Batalhão de Choque, apreenderam 819 quilos de cocaína em um galpão localizado na Avenida Gury Marques, no bairro Universitário, no dia 14 de abril.

Um homem foi preso após bater o caminhão em que ele transportava 402 kg de cocaína, na lateral de um guincho da Polícia Federal (PF), em janeiro deste ano, em Corumbá, a 413 km de Campo Grande. A apreensão foi feita pela PF e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a PRF, o nervosismo demonstrado pelo motorista ao conversar com os policiais, que seguiam pela rodovia BR-262, acabou provocando a desconfiança da equipe.

Moraes libera 60, mas 1.399 seguem presos por atos extremistas

Já houve 1.459 audiências de custódia; ministro já analisou 200 casos: manteve 140 em prisão preventiva e só mandou soltar 60

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proferiu 200 decisões sobre casos de presos envolvidos nos atos extremistas em Brasília no 8 de Janeiro. Ao longo de 3ª feira (17.jan.2023) 140 prisões em flagrante foram convertidas em preventivas.

Ministro Alexandre de Moraes (foto) deve analisar 1.459 atas de audiências de custódia realizadas de 13 a 17 de janeiro

Nos outros 60 casos, o ministro considerou que não foram juntadas provas das práticas de violência e vandalismo. Assim, decretou liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleiras.

Ao todo, 1.459 atas de audiências de custódia realizadas de 13 a 17 de janeiro serão analisadas pelo ministro. Ou seja, 1.259 ainda aguardam análise do ministro. A previsão de conclusão da análise de todos os casos é na 6ª feira (20.jan).

Nos casos já analisados, Moraes relatou os crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime.

“O ministro considerou que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos Poderes constitucionais constituídos”, diz trecho da nota divulgada pelo gabinete do ministro.

As audiências de custódia foram realizadas de 13 a 17 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e por juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Todos os casos serão analisados pelo STF, que está responsável por decidir quem segue preso e quem eventualmente pode responder em liberdade e as decisões serão enviadas a direção do presídio da Papuda e à PF (Polícia Federal) para que sejam cumpridas.