PL e bolsonaristas do PP, PSD, Republicanos, Novo, União Brasil e PSDB enfrentarão Alcolumbre e Tereza Cristina.
O líder oposicionista ao governo Lula (PT), o senador Rogério Marinho (PL/RN), lançou sua candidatura à presidência do Senado na quarta-feira (04/11), em Brasília, respaldado por lideranças de seu partido e os apoiadores bolsonaristas ou de direita de outras agremiações.
Entre os reforços, o congressista potiguar recebeu com entusiasmo o incentivo e o engajamento dos dois senadores eleitos pelo PL em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado Capitão Contar.
O senador Rogério Marinho é o homem certo para o cargo, por sua história, capacidade e patriotismo. Vamos agora buscar os demais votos para assegurar sua vitória”, conclamou Azambuja.
A chapa vai enfrentar o atual presidente da casa, senador David Alcolumbre (União Brasil/AP) e, provavelmente, a senadora Tereza Cristina (PP/MS). Ela continua com a ideia de manter sua candidatura, impedindo a direita de fechar consenso em torno de um único nome, já que Marinho tem a maioria nesse bloco.
Nelsinho em ação
Primeiro suplente de Azambuja, o senador Nelsinho Trad (PSD) é um dos operadores políticos que atuam em favor do candidato do PL. Nelsinho e os senadores sul-mato-grossenses eleitos não criticam Tereza Cristina, mas no âmbito das relações afetivas e políticas que compartilham não faltam abordagens sobre a importância de construir a chapa única da direita.
Capacidade de diálogo e de avaliação estratégica é uma das qualidades comuns entre Azambuja e Nelsinho.
No entanto, até quinta-feira (05/11), a senadora seguia irremovível ao leme de sua disposição para fazer este enfrentamento.
A eleição para a Mesa Diretora do Senado será na primeira semana de fevereiro de 2027, provavelmente no dia 1º. Até lá, Azambuja, presidente regional do PL, e Nelsinho, dirigente máximo do PSD em Mato Grosso do Sul, estarão se desdobrando em contatos e interlocuções para fortalecer a candidatura e o programa de gestão de Marinho.
Para o ex-governador, o Senado terá seus papéis institucionais e políticos ainda mais valorizados a partir da próxima legislatura. Por esta razão ele classifica como de importância máxima garantir na presidência uma liderança com o perfil de Rogério Marinho.
“Já demonstrou, e por inúmeras vezes, que é um competente defensor do nosso programa, mas acima de tudo é um democrata convicto, que exercita a prática do diálogo e respeita a autonomia das instituições. Ele entende que é preciso fazer mudanças estruturais e sabe quais são as que de fato interessam ao País”.
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