A meta do governo para 2025 é conectar 100% dos prédios públicos estaduais elegíveis

Um dos projetos inovadores desenvolvidos pelo governo estadual em Mato Grosso do Sul, a instalação das placas solares nas escolas da rede pública vem registrando ganhos expressivos em economia, gerando condições que garantem aos estabelecimentos custos sustentáveis. Até agora, de acordo com Secretaria de Educação (SED), 40 unidades da Rede já dispõem do benefício.
As cidades atendidas são 19: Campo Grande (11), Dourados (05), Maracaju (04), Corumbá (03) e Anastácio (02). E as demais, com uma escola beneficiada, são: Três Lagoas, Água Clara, Amambai, Antônio João, Aquidauana, Caarapó, Corguinho, Coxim, Eldorado, Nova Andradina, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Tacuru.
Na atual gestão, desde 2023, já foram investidos quase R$ 5 milhões nas instalações. O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, informou que a meta governamental em 2025 é conectar todos os prédios públicos do Estado. “Buscamos assegurar uma infraestrutura moderna, de qualidade, com espaços acolhedores e funcionais para os estudantes e profissionais”, comentou. O trabalho segue o compromisso de promover escolas mais sustentáveis, observando o contexto de cada unidade.

Entre essas iniciativas está a instalação de placas para captação de energia fotovoltaica. Antes, esse tipo de equipamento era mais comum nas escolas mais afastadas, no campo ou locais de difícil acesso. “Agora, temos a instalação em escolas urbanas. É um investimento que retorna em economia e sustentabilidade”, completou. O Governo desenvolve também outros projetos, como a Parceria Público-Privada (PPP) de energia solar fotovoltaica, que tem a Secretaria de Administração (SAD) como responsável pelo gerenciamento.
ECONOMIA
Desde janeiro passado, 183 escolas registraram uma redução média de 40% na conta de luz, com início da compensação energética a partir de dezembro de 2024. Esta energia é processada por usinas fotovoltaicas no interior do Estado. A SAD gerencia a PPP desde outubro de 2024, estruturado pelo Escritório de Parcerias Estratégicas e Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog). A parceria tem duração de 23 anos e é operada pela empresa HCC Energia Solar.
Em Campo Grande, um dos estabelecimentos com placas solares é a Escola Amando de Oliveira, na Vila Piratininga. Com 50 anos de história e abrigando 460 alunos de ensino em tempo integral, a unidade recebeu as placas quando ganhou a sua reforma geral, fruto da reestruturação realizada pelo Estado. O diretor, Henrique Ramos, festeja: “Isto demonstra foco em sustentabilidade e economia de gastos. Tivemos outras mudanças como gás natural encanado, ou seja, nós recebemos uma estrutura preparada para nova realidade”, reverberou.








