Veja as orientações oficiais da Receita Federal e o que mudou com relação às contas bancárias.

Informações divergentes sobre movimentações financeiras começaram a se espalhar nos últimos meses pelas redes sociais, gerando dúvidas sobre uma possível fiscalização do Pix, monitoramento integral das contas bancárias e até novos tributos.
Para esclarecer o que realmente mudou em 2026, veja as orientações oficiais da Receita Federal, entenda como ocorre o compartilhamento de dados bancários, quais são os limites definidos e quais medidas práticas pessoas físicas e empresas devem adotar para evitar pendências com o Fisco.
Desde 1º de janeiro de 2026, bancos e demais instituições financeiras passaram a encaminhar à Receita Federal, por meio do sistema e-Financeira, dados consolidados mensais sobre a movimentação financeira de pessoas físicas e empresas quando os valores ultrapassam limites previamente estabelecidos.

De acordo com o órgão, não são enviados detalhes de operações individuais nem a identificação específica de pagamentos, transferências ou transações via Pix.
As informações repassadas incluem apenas os montantes totais movimentados no mês, organizados em:
-Créditos (entradas de dinheiro);
-Débitos (saídas de dinheiro).
O que muda para pessoas físicas (CPF)
As informações são enviadas à Receita quando o total mensal de créditos ou débitos é igual ou superior a R$ 5 mil.
A Receita Federal esclarece que esses valores não são considerados automaticamente como renda. Eles são utilizados para cruzamento de dados com as informações declaradas no Imposto de Renda, com o objetivo de identificar incompatibilidades relevantes.
Na prática, o foco está em verificar se as entradas de dinheiro representam acréscimo patrimonial não declarado, e não em somar todas as movimentações como se fossem renda tributável.
O que muda para pessoas jurídicas (CNPJ)
Para empresas, o limite mensal que dispara o envio das informações é de R$ 15 mil. Esses dados são cruzados com:
-Faturamento declarado;
-Regime tributário adotado;
-Obrigações acessórias entregues.
Caso sejam identificadas inconsistências relevantes, a Receita pode gerar alertas fiscais e solicitar esclarecimentos.
Se não houver comprovação adequada, o processo pode resultar em autuações, cobrança de impostos, multas e juros.






