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Campo Grande, 06 de outubro de 2026

Casa Branca eleva taxas para 245% e China responde

  • 16 de abril, 2025
  • Economia, Internacional
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Porta-voz chinês afirma que país não teme a guerra tarifária.

Na guerra tarifária EUA passa na frente aumentando as exigências – 245% agora.

A Casa Branca anunciou um aumento das tarifas sobre produtos chineses, que agora chegam a até 245%, em resposta às “ações retaliatórias” da China. Este novo percentual representa um aumento de 100% em relação às tarifas anteriores, que eram de 145%. No entanto, o governo dos Estados Unidos não detalhou como esse aumento foi calculado, conforme reportado por diversos meios de comunicação americanos.

Em um comunicado, a Casa Branca justificou a medida como uma forma de “manter o campo de atuação e proteger a segurança nacional dos Estados Unidos”. Ao ser questionado sobre a situação, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que o país continua a se defender na guerra tarifária iniciada pelo ex-presidente Donald Trump. Ele declarou: “Podem solicitar aos EUA os valores específicos das tarifas de imposto”, e acrescentou que “a guerra tarifária foi iniciada pelos EUA. A China tomou as contramedidas necessárias para proteger seus direitos e interesses legítimos, o que é completamente razoável e legal. Guerras tarifárias e comerciais não têm vencedores. A China não deseja travar essas guerras, mas não tem medo delas”.

Lin Jian não comentou sobre a possibilidade de uma nova resposta da China. Ele também enfatizou que os Estados Unidos precisam abandonar a tática de “pressão máxima” se desejam retomar as negociações com o país asiático.

Em um comunicado divulgado na terça-feira (15/04), a Casa Branca informou que mais de 75 países estão em discussões para novos acordos comerciais, exceto a China, que retaliou. Recentemente, a China proibiu a exportação de gálio, germânio, antimônio e outros materiais de alta tecnologia com aplicações militares para os Estados Unidos.

Além disso, nesta semana, o país suspendeu as exportações de seis metais pesados de terras raras e ímãs de terras raras, visando cortar o fornecimento de componentes essenciais para montadoras, fabricantes aeroespaciais e empresas de semicondutores.

Na semana passada, Trump anunciou uma pausa de 90 dias nas tarifas retaliatórias contra todos os países, limitando-as a 10%, exceto para a China, que continua sendo o foco do conflito comercial.

Em meio a esse cenário, o PIB da China cresceu 5,4% no primeiro trimestre de 2025, superando as expectativas dos economistas. Esses números não refletem o impacto das tarifas elevadas que entraram em vigor em abril, que chegam a 145% sobre os produtos chineses. O vice-diretor do Departamento de Estatísticas da China destacou que a economia teve um bom início de ano, com a demanda interna em expansão, mas reconheceu a necessidade de enfrentar as incertezas externas geradas pela guerra comercial com os Estados Unidos.

Outros indicadores mensais, também divulgados na terça-feira (15/04), mostraram resultados positivos, com as vendas do varejo crescendo 5,9% e a produção industrial avançando 7,7%, a maior expansão em um ano, impulsionada pela forte demanda por exportações. Economistas alertam que as tarifas elevadas de Trump devem ter um impacto significativo nas exportações chinesas já em abril.

Foto capa:Kevin Lamarque

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