Fatia de impostos cobrada pelo país cresceu na comparação anual.

A carga tributária total do Brasil subiu para 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, o maior nível da série histórica levantada pelo Tesouro Nacional, iniciada em 2010.
O que aconteceu
A fatia de impostos cobrada pelo país cresceu na comparação anual. O índice subiu de 32,22% em 2024 para 32,40% em 2025, segundo estimativas divulgadas pelo Tesouro Nacional hoje.
A alta ocorreu por causa da arrecadação do governo federal. A parcela da União passou de 21,34% para 21,60% do PIB no período, o que também representa o maior patamar da série histórica.
Os municípios também registraram leve aumento na cobrança de taxas. O índice das cidades brasileiras passou de 2,40% para 2,43% do PIB em um ano.
Os estados foram na contramão e tiveram queda na arrecadação. A carga tributária estadual diminuiu de 8,48% para 8,38% do PIB entre 2024 e 2025.

O que explica a alta
O aumento no governo federal ocorreu devido ao imposto de renda e encargos financeiros. O imposto retido na fonte subiu por causa do aumento da massa salarial dos trabalhadores.
A volta da cobrança de impostos sobre a folha de pagamento também influenciou. A arrecadação da Previdência Social cresceu impulsionada pela reoneração patronal e pela alta do emprego.
A queda estadual reflete o comportamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O tributo cresceu menos que a economia, impactando negativamente as contas dos estados.
O setor de serviços ajudou a impulsionar a arrecadação das cidades. O crescimento da área no ano passado elevou a cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) nos municípios.
Avaliação do Tesouro
O órgão afirma que operações financeiras puxaram a alta federal. “Em relação aos impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto do PIB no IOF (Impostos sobre operações financeiras), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito”, diz o Tesouro.
O relatório explica o motivo da queda de impostos nos estados. “Esse movimento também reflete a composição do crescimento econômico em 2025, concentrado em setores sobre os quais não há incidência do ICMS, ou sua incidência é reduzida”, completa o documento.
Com informações da Agência Estado.








