No encontro de governadores, o dirigente sul-mato-grossense reiterou a importância das ações em bloco.

Desafios que já registram avanços – como a melhoria dos sistemas de segurança pública e as políticas de prevenção, combate e monitoramento das calamidades climáticas – tiveram destaque na pauta temática da reunião de quarta-feira, 23, em Brasília, entre dirigentes e representantes dos quatro estados que compõem o Codesul (Conselho de Governadores do Sul).
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), disse que há dificuldades para emplacar todas as demandas, mas os primeiros resultados estão começando a aparecer.
“Renovamos a confiança de agir em conjunto, pois em bloco nossas posições têm maior ressonância”, frisou Riedel, que preside o Conselho. Os governadores Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, e Jorginho Leite Mello (PL), de Santa Catarina, e o vice-governador Darci Piana, do Paraná, completaram o grupo que formou o colegiado na agenda. Todos foram unânimes ao avaliar que já estão avançando projetos importantes na segurança pública e na criação de um sistema integrado de monitoramento climático para estes estados.
Memorandos
No encontro ficou ajustado um memorando com o Banco Mundial para criação de um sistema integrado de monitoramento climático e gestão de riscos, além do avanço em temas estratégicos como segurança nas fronteiras, infraestrutura logística e criação de um fundo constitucional para a região. O objetivo é que estes projetos de integração fortaleçam o combate ao crime organizado e o enfrentamento de eventuais crises climáticas.
“O Banco Mundial é um parceiro para discutir a integração dos estados no que diz respeito a toda prevenção e atuação em efeitos da mudança climática, como desastres naturais, enchentes e queimadas”, comentou Riedel. “Vivemos isto de maneira muito intensa nos últimos anos. Por isto, é essencial o alinhamento estratégico dos quatro estados em suas ações”, reiterou.
Sustentabilidade
Na reunião, foi apresentado o plano estratégico Visão Regional 2040, com diretrizes para desenvolvimento sustentável da região. O documento foi construído com apoio técnico da Unisinos e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Entre os destaques estão ações coordenadas nas áreas de meio ambiente, educação, logística e segurança. O projeto busca a mobilização de outros estados e até a participação da iniciativa privada.
Riedel insistiu na necessidade do trabalho conjunto para a segurança pública. “A atuação de maneira harmônica, com inteligência compartilhada, vai ser essencial para fazermos frente ao crime organizado, para termos ótimos resultados em 2025”, defendeu.
Os governadores também trataram de agendas a ser encaminhadas com a mobilização das bancadas federais. Entre elas estão as mudanças no Fundo de Participação dos Estados), o Tratado Internacional Rodoviário, a perda dos estados na distribuição dos royalties do petróleo e gás natural e a regulamentação fundiária da faixa de fronteira.








