Consórcio se dá bem no rentável negócio do transporte coletivo

Passageiro da Capital paga mais para andar de ônibus e continua sem dispor de um serviço que preste

Após conseguir a decisão do juiz Marcelo Andrade de Campos Silva, da 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, obrigando a prefeitura reajustar a passagem de ônibus em Campo Grande, o Consórcio Guaicurus entra em 2025 com a garantia de melhorar, e muito, os seus rendimentos. O último reajuste do transporte coletivo de Campo Grande foi em março do ano passado, quando a tarifa passou de R$ 4,65 para R$4,75. Agora, cada passagem passa a custar R$ 4,95.

Transporte coletivo: negócio rentável para empresas e dor de cabeça para os usuários

O Consórcio pleiteava um aumento ainda maior, para R$7,74. Mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nos últimos cinco anos, a tarifa subiu 25,32%. Em 9 de janeiro de 2020, o usuário desembolsava R$3,95. Naquele mesmo ano o preço foi alterado duas vezes, para R$ 4,10 e depois para R$ 4,20. A tarifa técnica também aumentou a partir deste mês, chegando a R$ 6,17.

ANTIGA AFLIÇÃO – Se por um lado a choradeira dos empresários colou e sensibilizou as autoridades, assegurando o atendimento aos seus direitos – alguns deles questionáveis -, pergunta-se por quanto tempo se arrastará a antiga aflição dos usuários diante do escasso com que são tratados. No negócio rentável do transporte coletivo – monopolizado por um grupo -, o que não falta é gente para por dinheiro todo dia nos cofres empresariais. Todo santo dia, de domingo a domingo, tem gente tomando ônibus nesta cidade de quase um milhão de habitantes.

Porém, o dinheiro que entra religiosamente na conta do Consórcio sai de sacrificadas economias domésticas, do bolso e da bolsa de homens e mulheres que dependem do transporte coletivo e são obrigados a utilizar um serviço dos mais precários. O Consórcio Guaicurus garantiu na Justiça o direito que reclamou e o preço da passagem subiu. Mas segue ignorando a obrigação de prestar um serviço decente e efetivo a milhares de pessoas.

Estão gastos e batidos os anúncios e promessas – tanto do Consórcio, como da Prefeitura – de modernização e agilidade do serviço. Os ônibus continuam sem oferecer conforto e condições humanas de uso, sobretudo pela falta de ar condicionado e excesso de veículos envelhecidos, em uma frota que se renova parcialmente e a conta-gotas. Não há cobertura regular e adequada para todas as linhas, a grande maioria dos pontos de parada e descida não possuem cobertura, os terminais precisam de manutenção e segurança e vários trechos das vias urbanas estão deteriorados ou não têm asfalto. E o preço da passagem está entre os mais altos do País.

Nelsinho investe contra limitação de rastreamento mamográfico

Proposta da ANS fere direito da mulher à saúde e estreita o campo de combate e prevenção ao câncer de mama

“Seria um retrocesso dos mais absurdos, um risco potencial à saúde da mulher, sobretudo porque 40% dos casos de câncer de mama ocorrem a partir dos 40 anos”

Uma consulta pública idealizada pelo Ministério da Saúde para avaliar operadoras de planos de saúde em relação ao tratamento de câncer levou entidades médicas e ativistas a entenderem que o órgão pretendia aumentar a idade mínima para realização de mamografia na saúde privada. O caso gerou críticas e marcou mais um problema de comunicação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que negou qualquer mudança no exame.

Nelsinho Trad: “Se for intenção limitar a faixa etária, vamos lutar para barrar esta ideia

CLAREZA E COMPETÊNCIA – Diante da polêmica, questionamentos e dúvidas instaladas, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) propõe ampla mobilização da sociedade contra a possível mudança de critérios para encurtar a faixa etária destinada ao rastreamento mamográfico. “O governo assegura que foi mal-entendida a Consulta Pública 144. Entretanto, se houve falha de comunicação, que esclarecesse item a item uma consulta feita em termos ambíguos, dando a entender que, de fato, existe a intenção de garantir esse rastreamento às mulheres entre 50 e 69 anos. E isto não aceitamos, de forma alguma”, afirmou.

Apresentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na Consulta Pública nº 144, a proposta avalia a criação de um selo de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica, que estabelece como critério o rastreamento mamográfico na rede privada apenas para mulheres entre 50 e 69 anos, com periodicidade bienal. Médico e senador, Nelsinho insiste que a questão precisa ser tratada com seriedade, clareza e competência.
Em vídeo publicado na internet, ele diz: “É um retrocesso imenso, porque 40% dos cânceres de mama são exatamente na faixa dos 40 aos 50 anos. E 22% de morte, exatamente nesse período. Não podemos deixar isso prosperar”. Para participar da consulta pública, basta acessar o link https://licitacoes.apps.sa-1a.mendixcloud.com/link/ConsultaPublica/144) e escrever sua opinião: “Discordo da recomendação de rastreamento bienal entre 50-69 anos.

O ideal seria mudar o rastreamento para o que o CBR, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) preconizam: rastreamento anual a partir de 40 anos. Caso a recomendação de mamografias de rastreio a partir dos 50 anos avance, Nelsinho se comprometeu a apresentar Projeto de Decreto Legislativo para impedir este avanço. “É um grande retrocesso em tudo que a gente fez e já avançou na questão da prevenção das doenças da mulher, em especial o câncer de mama”, concluiu.

O “jeito Trump” de dar botinadas e semear medo no planeta

Legitimado pelo voto da maioria dos norte-americanos, presidente inicia mandato com medidas que preocupam o mundo

No dia 20 deste mês, o bilionário republicano Donald Trump tomou posse como 47º presidente dos Estados Unidos. Este pode ter sido o início de um dos mais angustiantes ciclos de poder na história da humanidade – e, o que é pior, legitimado pela aprovação popular. Trump, eleito pelo voto majoritário dos norte-americanos, com ampla maioria nas duas principais casas legislativas e Suprema Corte, adonou-se de um poder absoluto e vem dando sinais de que pretende impor suas vontades, dogmas e caprichos, que abrigam intolerância e belicismo.

Fotos Edgar Clemence/AP e Melina Mara/Reuters

Desde o primeiro dia de seu mandato, já baixou ordens e decretos que revelam seu caráter centralizador e absolutista. Uma de suas primeiras medidas foi anistiar e libertar mais de 1.500 pessoas que em 6 de janeiro de 2021 invadiram e destruíram móveis do Capitólio. Depois retirou os EUA da Organização Mundial de Saúde, suspendeu as políticas públicas voltadas aos direitos dos LGBTQs e outros segmentos, proibiu o registro de norte-americanos para imigrantes recém-nascidos no País.

REPRESSÃO – Contra os imigrantes, suas ordens vêm sendo cumprida rigorosa e abusivamente. Além de redobrar as forças do Estado na fronteira. emitiu resolução encerrando o CBP One (aplicativo voltado para imigrantes) e passou a deportar todas as pessoas encontradas em situação de ilegalidade no país. Desde então, são muitos os latinos que vivem na incerteza de não saber o que acontecerá. Têm medo de ser presos em uma das muitas ações policiais.

Fotos Edgar Clemence/AP e Melina Mara/Reuters

Um grupo de 88 brasileiros foi deportado dos EUA sob algemas e correntes, durante um voo marcado por humilhações e agressões físicas dos agentes do serviço de imigração norte-americano. Só quando o avião fez seu primeiro pouso no Brasil, em Manaus, os passageiros se livraram das algemas por intervenção do presidente Lula, que não permitiu a sequência da viagem na aeronave dos EUA e enviou um avião da FAB para concluir as escalas.
Embora este processo de deportação seja fruto de um acordo entre o governo anterior, de Joe Biden, e o Brasil, a maneira como o transporte foi feito causou forte impacto mundial, em vista das humilhações aos homens, mulheres e crianças que, em sua maioria, não são criminosos. A Casa Branca se defende, afirmando que “a administração Trump deteve 538 imigrantes ilegais criminosos”.

O governo brasileiro já ingressou com procedimentos cobrando das autoridades norte-americanas os relatórios das operações. Na Europa e na Ásia diversas organizações dos direitos humanos também se associaram na cobrança de responsabilidades. Indiferente a tudo, Trump mantém a mesma postura de cinismo, como a que exibiu tentando desqualificar o gesto da ao que usou para minimizar as cobranças que lhe foram feitas na terça-feira, 20, pela reverenda Mariann Edhgar Budde.

Durante um culto na Catedral Nacional de Washington, um dos atos de posse, a religiosa pediu “misericórdia” a Trump, citando sentimentos de medo entre as comunidades LGBT e imigrantes passaram a sentir com as medidas de perseguição. Irônico, Trump disse que não achou nada de bom no culto. E continua a reinar, absoluto, no afã de ampliar seus domínios, pois já avisou que quer “tomar” o Canadá e a Groenlândia.

Pesquisa confirma que 2025 começa bem para Eduardo Riedel

Gestor tucano entra em seu terceiro ano de mandato com índice recorde de aprovação ao governo

Divulgada no final de semana, a pesquisa IPR-Correio do Estado sobre avaliação dos campo-grandenses para a gestão e o gestor de Mato Grosso do Sul encaixou-se com peça perfeita na montagem do quebra-cabeças deste início de exercício político-administrativo em Mato Grosso do Sul. Tanto o governador Eduardo Riedel (PSDB) como seu governo estão muito bem avaliados, com marcas recordes.

Riedel: gestão aprovada, de bem com o povo e confiança revigorada

O Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) ouviu 412 moradores de Campo Grande entre os dias 20 e 22, com, 4,9% na margem de erro e 95% de grau de confiança. Os entrevistados são todos eleitores a partir dos 16 anos, de ambos os sexos e escolhidos aleatoriamente. A gestão de Riedel é aprovada por uma larga maioria (76,46%). Apenas 12,14% reprovam e os que não souberam ou não quiseram responder são 11,41%.

Para 38,35% dos moradores da Capital sul-mato-grossense Riedel faz uma boa gestão, enquanto 5,58% a consideram ótima. Os que a taxam regular são 36,41%, ao passo que 3,40% a classificam de ruim e 4,85% que é péssima; 11,41% não sabem ou não quiseram responder. Para o diretor e coordenador do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, os números demonstram que a população reconhece a capacidade de Riedel como gestor, dando a ele mais de 76% de aprovação.

“Digo isso porque, no sentido positivo, a aprovação dele foi de mais de 76%. Se você pegar a avaliação do presidente Lula, o resultado é quase o inverso”, comparou Barbosa. Ele observou ainda que os 76% de Riedel ficam ainda mais gigantescos diante dos 26,28% de aprovação atribuídos a Lula. Esta opinião é compartilhada nos vários segmentos políticos, sociais e econômicos que registram a afirmação cada vez maior de Mato Grosso do Sul no cenário nacional de crescimento e qualidade de gestão.

Disclaimer: é um lembrete viciante de que nada é como parece

Aqui está A série de TV da temporada. Você assiste Disclaimer no Apple TV +, pensando que aconteceu algum tipo de milagre. E você tem, tamanho é o impacto permanente causado por Alfonso Cuarón, duas vezes vencedor do Oscar (Gravidade e Roma), ao dirigir um elenco de sonho em um thriller psicológico em 7 partes que transborda suspense, calor sexual e gravidade chocante.

O material de origem é um romance de estreia de Renée Knight, de 2015, que leva tempo construindo uma armadilha da qual você não vai querer escapar. Você pode pensar que está um passo à frente do roteiro escrito por Cuarón, que dirigiu todos os sete episódios. Mas você estaria errado. Cuarón nunca para de surpreender.

Cate Blanchett é a perfeição como Catherine Ravenscroft, uma documentarista que volta para casa, para o elegante apartamento de Londres que divide com seu pedante marido Robert (Sacha Baron Cohen). Tendo acabado de receber um prêmio de prestígio, Catherine está em alta.

Cate Blanchett como Catherine Ravenscroft
Sacha Baron Cohen como Robert

Então ka-bum! O que é esse romance, “The Perfect Stranger”, que aparece misteriosamente ao lado de sua cama? Depois de ler algumas páginas, Catherine percebe que a história é sobre ela e o segredo vergonhoso que ela guarda há mais de 20 anos. E o aviso habitual foi alterado para: “Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas NÃO é uma coincidência.”

Quando Catherine descobre que uma cópia do livro autopublicado também foi enviada para seu filho vendedor de eletrodomésticos, Nicholas (Kodi Smit-McPhee) – uma amarga decepção para seus pais esnobes – ela sai em busca do autor do livro que quer arruinar sua carreira.

Kodi Smit-McPhee como Nicholas

A busca por respostas leva Catherine ao grisalho e amargurado professor aposentado Stephen Brigstock, interpretado por Kevin Kline, que é digno de um Emmy e se destaca como um idiota Dickensiano escondido atrás da máscara da velhice que o torna invisível.

Acontece que o livro foi realmente escrito pela falecida esposa de Stephen, Nancy (Lesley Manville superando sua magnificência habitual) como vingança contra Catherine por seduzir seu filho, Jonathan (Jonathan Partridge), que morreu acidentalmente tentando salvar o filho de Catherine do afogamento.

Fim da história? Nem de longe. A série é repleta de flashbacks não confiáveis ​​de pontos de vista alternativos que escondem a verdade com a mesma frequência que a revelam. Cuaron nos provoca com pistas que não levam a lugar nenhum, especialmente em flashbacks eróticos que mostram a jovem Catherine, interpretada com erotismo ardente pela sensacional Leila George cujas cenas com Partridge chamuscam a tela.

Kevin Kline como Stephen Brigstock
Lesley Manville como Nancy Brigstock
Jonathan Partridge como Jonathan
Leila George como Catherine Ravenscroft (jovem)

Mas nada em Disclaimer é o que parece. Sem spoilers, exceto para prestar atenção às primeiras palavras de Catherine ao receber seu prêmio: “Cuidado com a narrativa e a forma. Seu poder pode nos aproximar da verdade. Mas também podem ser uma arma com grande poder de manipulação.”

Eu direi. Disclaimer foi interpretado, escrito, dirigido e editado de forma deslumbrante como uma coleção de peças de um quebra-cabeça que só se interligam quando Cuarón está pronto para baixar o boom. E a beleza das imagens, captadas com olhar de poeta por Emmanuel Lubezki (Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância) e Bruno Delbonnel (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), consegue deslumbrar e distrair com uma habilidade perversa que beira a magia negra.

OK, você pode mergulhar em Disclaimer já que a ousadia visionária de Cuarón criou um mundo no qual nos perdemos um poucos e mas no caminho, um mapa aparece para encontrarmos uma maneira de compreender o todo.

5 pipocas!

 

 

Disponível no Apple TV +.

Indicados ao Oscar 2025: dessa vez a lista saiu

Depois de a Academia de Ciência e Artes Cinematográficas de Hollywood adiar 2 vezes o anúncio das indicações do Oscar 2025, por causa dos grandes incêndios que atingiram a região de Los Angeles, nos Estados Unidos, a lista finalmente saiu hoje, 23 de Janeiro e para nós, o Brasil, a coisa foi histórica e trouxe sorrisos aos rostos tupiniquins.

Pra você que acha o cinema brasileiro não nos leva a lugar nenhum artisticamente, pense melhor. Se você escolher bem o que ver – não sendo as comédias pastelões de você já sabe qual emissora produzindo ou os épicos religiosos de você sabe qual outra emissora, encontrará grandes obras que já receberam ótimas críticas no centro mundial do cinema que é Hollywood.

Mas falando em Oscar especificamente lembremos que, o Brasil já tinha sido indicado a prêmios do Oscar em 13 cerimônias, considerando filmes nacionais e coproduções com outros países. Foram várias categorias, mas nunca ganhamos uma estatueta. Na categoria Melhor Filme Internacional, o Brasil agora tem cinco indicações: “O pagador de promessas”, em 1963; “O quatrilho”, em 1996; “O que é isso, companheiro?”, em 1998; “Central do Brasil”, em 1999; e agora, regozijem-se ao saber, “Ainda estou aqui”, em 2025.

Sim, é exatamente o que você leu. “Ainda estou aqui” foi indicado à principal categoria do Oscar 2025, de Melhor Filme, nesta quinta-feira (23). É a primeira vez na história que um filme brasileiro disputa a maior categoria do Oscar. A produção também tem outras duas indicações: Filme Internacional e Melhor Atriz (Fernanda Torres).

Emília Pérez liderou as indicações com 13 nomeações, seguido por O Brutalista e Wicked, que receberam 10 cada. O Conclave e Um Completo Desconhecido também conquistaram um bom número de indicações, oito.

O Oscar 2025 acontece em 2 de março em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien.

Melhor Ator Coadjuvante

Yura Borisov, por “Anora”
Kieran Culkin, “A Verdadeira Dor”
Edward Norton, “Um Completo Desconhecido”
Guy Pearce, de “O Brutalista”
Jeremy Strong, de “O Aprendiz”

Melhor Figurino

“Um Completo Desconhecido”
“Conclave“
“Gladiador II”
“Nosferatu”
“Wicked”

Melhor Cabelo e Maquiagem

“Um Homem Diferente”
“Emilia Pérez”
“Nosferatu”
“A Substância”

Melhor Trilha Sonora Original

“O Brutalista”
“Conclave”
“Emilia Pérez”
“Wicked”
“Robô Selvagem”

Melhor Curta-Metragem em Live-Action

“A Lien”
“Anuja”
“I’m Not a Robot”
“The Last Ranger”
“The Man Who Could Not Remain Silent”

Melhor Animação em Curta-Metragem

“Beautiful Men”
“In the Shadow of the Cypress”
“Magic Candies”
“Wander to Wonder”
“Yuck!”

Melhor Roteiro Original

“Anora”
“O Brutalista”
“A Verdadeira Dor”
“A Substância”
“September 5”

Melhor Roteiro Adaptado

“Um Completo Desconhecido”
“Conclave”
“Emilia Pérez”
“Nickel Boys”
“Sing Sing”

Melhor Atriz Coadjuvante

Monica Barbaro, por “Um Completo Desconhecido”
Ariana Grande, por “Wicked”
Felicity Jones, por “O Brutalista”
Isabella Rossellini, por “Conclave”
Zoe Saldaña, por “Emilia Pérez”

Melhor Canção Original

“El Mal”, de “Emilia Pérez”
“The Journey”, de “The Six Triple Eight”
“Like a Bird”, de “Sing Sing”
“Mi Camino”, de “Emilia Pérez”
“Never Too Late”, de “Elton John: Never Too Late”

Melhor Documentário

“Black Box Diaries”
“No Other Land”
“Porcelain War”
“Soundtrack to A Coup D’Etat”
“Sugarcane”

Melhor Documentário de Curta-Metragem

“Death By Numbers”
“I am Ready, Warden”
“Incident”
“Instruments of a Beating Heart”
“The Only Girl in the Orchestra”

Melhor Filme Internacional

“Ainda Estou Aqui”
“The Girl with the Needle”
“Emilia Pérez”
“The Seed of the Sacred Fig”
“Flow”

Melhor Animação

“Flow”
“DivertidaMente 2”
“Memoir of a Snail”
“Wallace e Gromit: Vengeance Most Fowl”
“O Robô Selvagem”

Melhor Design de Produção

“O Brutalista”
“Conclave”
“Duna: Parte 2”
“Nosferatu”
“Wicked”

Melhor Edição

“Anora”
“O Brutalista”
“Conclave”
“Emilia Pérez”
“Wicked”

Melhor Som

“Um Completo Desconhecido”
“Duna: Parte 2”
“Emilia Pérez”
“Wicked”

Melhores Efeitos Visuais

“Alien: Romulus”
“Better Man”
“Duna: Parte 2”
“O Reino do Planeta dos Macacos”
“Wicked”

Melhor Fotografia

“O Brutalista”
“Duna: Parte 2”
“Emilia Pérez”
“Maria”
“Nosferatu”

Melhor Ator

Adrien Brody, por “O Brutalista”
Timothée Chalamet, por “Um Completo Desconhecido”
Colman Domingo, por “Sing Sing”
Ralph Fiennes, por “Conclave”
Sebastian Stan, por “O Aprendiz”

Melhor Atriz

Cynthia Erivo, de “Wicked”
Karla Sofía Gascón, de Emilia Pérez
Mikey Madison, por “Anora”
Demi Moore, por “A Substância”
Fernanda Torres, por “Ainda Estou Aqui”

Melhor Direção

Sean Baker por “Anora”
Brady Cobert por “O Brutalista”
James Mangold por “Um Completo Desconhecido”
Jacques Audiard por “Emilia Pérez”
Coralie Fargeat por “A Substância”

Melhor Filme

“Anora”
“O Brutalista”
“Um Completo Desconhecido”
“Conclave“
“Duna: Parte 2”
“Emilia Pérez”
“Ainda Estou Aqui”
“Nickel Boys”
“A Substância”
“Wicked”

 

 

 

Duna – A Profecia: a irmandade reina suprema na emocionante série prequela

É impossível ler os romances Dune de Frank Herbert ou assistir a qualquer uma de suas adaptações cinematográficas e não se sentir encantado e aterrorizado pela Bene Gesserit. A irmandade misteriosa e superpoderosa é uma força sempre presente e sinistra que paira sobre o Império em ambos os episódios, manipulando silenciosamente a galáxia a partir de suas sombras mais escuras em sua busca para garantir um herdeiro masculino cuidadosamente criado por todos os meios necessários. No entanto, na emocionante nova série prequela da HBO, Duna – A Profecia, é revelado que a autoridade da ordem nem sempre foi tão garantida.

Ambientado 10.000 anos antes dos romances de ficção científica originais de Herbert, Duna – A Profecia é baseado na prequela de 2012 de seu filho Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Irmandade de Duna, e conta a história de origem da Bene Gesserit em todos os seus aspectos sangrentos, sexy e, pelo menos, ás vezes, uma glória absolutamente assustadora. O drama segue duas irmãs Harkonnen – Valya (Emily Watson) e Tula (Olivia Williams) – enquanto elas administram uma escola para jovens superdotados e tentam evitar um acerto de contas há muito profetizado que poderia muito bem destruir a humanidade… ou, pior ainda, seus planos de décadas.

Emily Watson como Valya Harkonnen (adulta)
Olivia Williams como Tula Harkonnen (adulta)

Veja, as Bene Gesserit pretendem garantir uma irmã no trono casando sua futura aluna, a princesa Ynez (Sarah-Sofie Boussnina), filha e futuro líder da família governante, a Casa Corrino, com um menino da Casa Rico. Tudo está acontecendo sem problemas até a chegada de Desmond Hart (Travis Fimmel), um soldado desgastado pela batalha que retornou de vários períodos em Arrakis com poderes sem precedentes e um verdadeiro machado para atacar a Bene Gesserit. Enquanto Desmond e Valya disputam o controle do Imperador Javicco (Mark Strong), Tula e as irmãs restantes devem usar seus talentos para aprender mais sobre o dia do juízo final que se aproxima rapidamente e, de alguma forma, relacionado ao verme da areia.

Sarah-Sofie Boussnina como Ynez
Travis Fimmel como Desmond Hart
Mark Strong como Javicco

Em meio a toda essa conversa sobre planetas, Harkonnens e herdeiros, é importante notar que os espectadores não precisam tecnicamente ter lido nenhum dos livros dos Herberts ou mesmo visto os filmes de Denis Villeneuve ou David Lynch para desfrutar de Profecia. A série fornece contexto de seu mundo épico quando necessário, mas tem distância suficiente dos romances originais de Duna para se destacar como sua própria série de fantasia de ficção científica, com as Casas e a Bene Gesserit servindo cada uma como suas próprias facções que não têm medo de massacrar, trair e usar táticas políticas clandestinas para garantir a sua sobrevivência. No entanto, o conhecimento do mundo épico dos Herberts certamente fornecerá contexto extra para os espectadores e tornará as cenas de prática de espada com holograma e a localização de alguns dos parentes mais velhos da Casa Harkonnen, Corrino e Atreides muito mais emocionantes.

Apesar de ter tantos poderes para estabelecer, Profecia rapidamente ganha força por meio de sua narrativa não linear, que leva os espectadores de volta no tempo para testemunhar os primeiros dias de Valya (Jessica Barden) e Tula (Emma Canning) como filhas da desgraçada Casa Harkonnen por um momento e depois os coloca na vanguarda de uma história angustiante. ritual de agonia com especiarias no próximo. A showrunner, escritora e produtora executiva Alison Schapker mantém cada um dos episódios de uma hora de duração em um ritmo controlado e metódico, explorando o significado da irmandade – tanto como membros da Bene Gesserit quanto o vínculo entre Valya e Tula – enquanto fornece apenas o suficiente pistas para seu mistério e lançando uma bomba ocasional. (Confie em nós: ninguém na Profecia está seguro.)

Jessica Barden como Valya Harkonnen (jovem)
Emma Canning como Tula Harkonnen (jovem)

A série é ancorada por atuações magistrais de suas irmãs centrais. A dupla ganha vida como líderes da Bene Gesserit, interpretados por Watson e Williams, e em flashbacks como irmãs mais novas por Jessica Barden e Emma Canning, cada um revelando um aspecto único de seu vínculo em constante mudança. Como Madre Superiora Valya, Watson é ousada e inabalável enquanto corta implacavelmente as pessoas para completar seus objetivos, enquanto a versão de Barden usa sua angústia e ressentimento desenfreados pela desonra de sua família para trazer à tona A Voz que moldará a Bene Gesserit nos próximos anos. No entanto, apesar de toda a natureza teimosa de Valya, é gratificante ver o rosto de Watson se contorcer em uma emoção recém-descoberta – medo – quando o Imperador começa a ficar do lado de Desmond e o destino da Bene Gesserit de repente fica em terreno rochoso.

Por outro lado, a Reverenda Madre Tula de Williams serve como o proverbial coração do show – uma tutora atenciosa com uma queda por uma jovem acólita chamada Lila (Chloe Lea), a quem ela criou. Embora ela possa parecer a irmã “mais gentil”, tanto Williams quanto Canning provam que Tula também não é fácil e fará de tudo para proteger sua família e obter a aprovação de sua irmã. Quando Valya a deixa para defender o forte, ela se apoia no treinamento de sua irmã, e os experimentos descobrem mais sobre o acerto de contas antes que ele possa prejudicar outro de seus alunos.

Chloe Lea como Lila

No entanto, ao isolar as irmãs em suas buscas individuais, Duna – A Profecia às vezes pode ter vontade de assistir a dois programas separados que estão ligados apenas pelo nome Bene Gesserit, com cortes frequentes para acompanhar seus últimos desenvolvimentos, apenas prolongando ainda mais. seu tempo separados. Embora ainda haja tempo para elas se reunirem (apenas quatro episódios estavam disponíveis no momento da análise), separar Valya e Tula por um período tão longo – e sem contato – priva criticamente a dupla e os espectadores de seu maior poder: a irmandade. Elas não são as únicos deixadas em segundo plano: uma coleção de personagens – como a princesa Ynez, seu irmão Constantine (Josh Heuston) e a mais nova classe de irmãs Bene Gesserit como Emmeline (Aoife Hinds) e Theodosia (Jade Anouka) são amplamente subutilizados ao longo da série, com pouco espaço para crescer até agora.

Josh Heuston como Constantine
Aoife Hinds como Emmeline
Jade Anouka como Theodosia

Em vez disso, Profecia está no seu melhor quando todos os seus personagens moralmente cinzentos estão tramando juntos e uns contra os outros para alcançar seus objetivos. Traga as brincadeiras movidas a especiarias para extorquir informações, as decisões médicas eticamente questionáveis, os assassinatos chocantes e as traições românticas! Cada personagem também tem suas razões para sua lealdade, permitindo que os espectadores lutem para decidir de que lado estão em um mundo onde não há heróis ou vilões bem definidos. Até mesmo o adversário de Valya, Desmond Hart, é um curinga encantadoramente sem remorso, com um olhar enlouquecido e uma história emocional que o deixou sofrendo de cicatrizes físicas e mentais (que, se não forem explicadas mais detalhadamente em Profecia, tem o potencial para um grande spin off).

Embora Villeneuve não tenha estado envolvido na produção de Profecia, a influência dele e do co-roteirista de Duna, Jon Spaihts (este último atua como produtor executivo) ainda é profundamente sentida no programa. Várias de suas cenas impressionantes evocam os mesmos visuais atmosféricos e melancólicos retratados em Duna e Duna Parte Dois, justapondo os tons quentes e nebulosos do planeta Salusa Secundus em tons de terra com a região montanhosa implacável de Wallach IX, onde residem as Bene Gesserit. Um banquete visual: cada episódio é repleto de efeitos visuais impressionantes que dão vida a máquinas pensantes e trajes lindos que mostram seu poderoso elenco envolto em vestidos pretos da Bene Gesserit, sobretudos jateados e vestidos de noiva vermelho rubi.

Mas, independentemente de quem sair vivo, uma coisa é certa: Duna – A Profecia é uma incursão sólida nos confins do universo Duna. Que a Bene Gesserit reine por muito tempo.

5 pipocas!

 

 

Disponível na Max.

Globo de Ouro 2025: Fernanda Torres venceu o prêmio depois de quase 26 anos

Nossa Terrinha Tupiniquim disputou, no último domingo, o sonhado Globo de Ouro nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor atriz (drama), com um filme de Walter Salles (outra vez depois de 26 anos com o mesmo diretor: pasmem), e Fernanda. Se liguem na coincidência incrivelmente louca, onde a frase pode fazer sentido tanto para o ano de 2025, com Ainda Estou Aqui – troca só a categoria que agora se chama Melhor Filme em Língua Não Inglesa, e Fernanda Torres, quanto para 1999, quando Central do Brasil e Fernanda Montenegro conseguiram feito semelhante. E lá em 1999, caso não se lembre, Fernanda Montenegro e Central do Brasil acabaram por ganhar esse almejado troféu, e de quebra levaram uma possibilidade, que virou realidade, de serem indicados ao Oscar. Naquela vitória, no auge dos 69 anos de Fernanda, é difícil não lembrar de cenas da nossa diva da interpretação conversando com Meryl Streep, que era só sua CONCORRENTE (só isso, galera, só isso), ou do incrível e histórico abraço de Steven Spielberg nela, além é claaaaaaaaaaaro, do notável e iconico “V da vitória”, feito de longe por Gregory Peck em sua direção. E poxa, junto a todas essas lindas memórias AINDA vencer o prêmio de melhor atriz da Associação de Críticos de Los Angeles, outra entidade respeitadíssima em Hollywood.

Dessa vez em 2025, o resultado, foi um pouquinho diferente. E te conto já já, segura aí. Antes, como foi a cerimónia e bastidores?

A comediante Nikki Glaser foi a primeira mulher a apresentar sozinha o Globo de Ouro. Glaser foi anunciado em agosto como apresentador após uma apresentação durante o programa “The Roast of Tom Brady” do Comedy Central. Glaser disse ao “CBS Mornings” que o ex-apresentador do Globo de Ouro Ricky Gervais ligou para ela e lhe deu alguns conselhos. “O conselho dele foi: ‘Seja você mesmo. Você não é um deles. Não tente sair por aí agindo como se fosse uma celebridade só porque foi convidado'”, disse ela. Os prêmios mais interessantes, além do nosso incrível momento, é claro, foram O Brutalista ganhando o prêmio de melhor filme de drama e levou para casa prêmios de atuação e direção, enquanto Emilia Pérez ganhou o prêmio de melhor filme na categoria musical ou comédia. Nas categorias de televisão, Hacks ganhou o prêmio de melhor comédia e Xógum: A Gloriosa Saga do Japão conquistou o prêmio de melhor drama. Dois artistas vencedores do Globo de Ouro serão reconhecidos com prêmios especiais: Viola Davis será homenageada com o Prêmio Cecil B. DeMille e Ted Danson será homenageado com o Prêmio Carol Burnett.

E enfim, a melhor coisa da noite, fez o Brasil se emocionar com a novidade gigante: a vitória inesperada da noite de Fernanda Torres que, ganhou o prêmio de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres disputava com Nicole Kidman por Babygirl, Angelina Jolie por Maria Callas, Kate Winslet por Lee, Tilda Swinton por O Quarto ao Lado e Pamela Anderson por The Last Showgirl. E de quebra estamoa com grandes chances de vencer o o prêmio de melhor atriz da Associação de Críticos de Los Angeles que foi adiado para 26 de Janeiro. Portanto, nos resta somente esperar a chance de sermos indicados ao Oscar na lista definitiva que vai ser divulgada dia 17 de Janeiro.

Enfim, BORA TORCEEEEEEEEEEEEERRRR! Fernando Torres tá marcada, Brasiiiiiiiiiiiiiiiiilllll!!!!!!!!!

5 pipocas!

 

Uma Segunda Chance para Amar: um presente festivo de férias com Emilia Clarke

 

No que pode ter sido um dos romances de férias mais surpreendentes da última década, Uma Segunda Chance para Amar (2020) é um recheio cativante para o público nesta temporada, que certamente aquecerá até os corações mais frios. Cheia de alegria natalina, performances sinceras e músicas animadas, é difícil de resistir história de amor festiva inspirada em Wham!: o clássico de mesmo nome é um conto terno que vai muito além do reino habitual das comédias românticas de Natal.

Embora alguns possam esperar uma história do tipo Lifetime ou Hallmark Channel que inundou a televisão nos últimos anos, o filme dirigido por Paul Feig certamente se destaca com seu próprio estilo e narrativa liderada pela sempre contagiante e alegre Emilia Clarke.

Recém-saída de seu papel ardente em Game of Thrones, Emilia Clarke ilumina cada cena com puro carisma como a azarada Kate, uma aspirante a cantora e atriz que recentemente enfrentou uma crise de saúde – especificamente o transplante de um importante, e desde então tem sido inclinada a perpetuamente tomar más decisões. Mas, por acaso, a funcionária de uma loja de decorações de Natal, de 26 anos, conhece o peculiar e alegre Tom (Henry Golding), um mensageiro de bicicleta e voluntário em um abrigo para sem-teto, cuja presença contínua dá à sua vida um significado totalmente novo – ou seja, até que as coisas eventualmente se mostrem boas demais para ser verdade.

Emilia Clarke como Kate (Katarina, seu nome de nascença)
Henry Golding como Tom

Sinceramente engraçado e brincalhão, com uma infinidade de momentos de ternura iluminando cada canto dos quadros do filme, Uma Segunda Chance para Amar é um filme de férias luminoso que parece mais moderno em seu tom do que sentimental, permitindo alguns diálogos muito genuínos que tocarão seu coração.

Henry Golding como Tom e Emilia Clarke como Kate (Katarina, seu nome de nascença)
Henry Golding como Tom e Emilia Clarke como Kate (Katarina, seu nome de nascença)

Embora qualquer coisa mais relacionada ao enredo pudesse entrar em território de spoiler, o filme, co-escrito pela co-estrela de Clarke e mãe na tela, Emma Thompson, oferece uma reviravolta que é muito mais sutil do que o público poderia esperar. Embora Uma Segunda Chance para Amar se atenha a alguns dos tropos anteriores do gênero, ele supera a norma através de uma infinidade de camadas e performances credíveis que são genuínas e escassas nos filmes de férias habituais produzidos.

De todas as atuações, não há dúvida de que Clarke é uma bola de fogo fácil de cuidar. Embora sua personagem possa ser uma mistura peculiar de charme e cinismo, a ex-Mãe dos Dragões consegue isso com uma atuação sincera e poderosa que o deixará totalmente investido e curioso. Clarke também compartilha uma química doce e fácil com Golding, já que o sarcasmo de seu personagem é mais proveitoso com seu otimismo, dando vida a alguns momentos sinceros entre os dois. A dupla é complementada de forma impressionante por Thompson como a mãe imigrante superprotetora de Kate, Petra e a co-estrela de Podres de Ricos de Golding, Michelle Yeoh, que interpreta a chefe de Kate na loja de decorações de Natal, Santa, aberta durante todo o ano. As duas lendas animam o filme sem esforço e conseguem completar os momentos difíceis do filme que refletem um realismo sincero nas circunstâncias encontradas.

Emilia Clarke como Kate (Katarina, seu nome de nascença) e Emma Thompson como Petra
Michelle Yeoh como Santa

Escusado será dizer que entre o fascínio do filme está a atração nostálgica do clássico do Wham! com George Michael dos anos 1980, Last Christmas, que, de forma muito vaga, deriva seu título e história da premissa da música, entrelaçando muito do magnetismo do falecido cantor.

Oferecendo uma infinidade de acessórios essenciais para filmes de férias, Uma Segunda Chance para Amar ‘poderia se tornar um clássico entre os amados filmes festivos modernos, como Simplesmente Amor ou O Amor Não Tira Férias, com sua premissa doce e comovente. Com uma conclusão comovente e uma mensagem que equilibra cada momento capturado perfeitamente, Uma Segunda Chance para Amar consegue tudo com um elenco querido, um cenário londrino maravilhosamente chamativo e rende risadas e lágrimas – muitas das quais até ocorrem na mesma cena. Calorosa e encantadora, a colaboração de Feig e Thompson é uma brincadeira divertida que consegue puro escapismo por uma joia rara de férias, deixando você sentindo o melhor tipo de sentimentos calorosos e confusos de um Natal em família.

3 e meia pipocas!

 

 

 

Disponível na Netflix até 15 de Janeiro e no Prime Video.

Piano de Família: sobre história, herança e obrigação

August Wilson escreveu uma peça para cada uma das décadas do século 20, todas ambientadas em Pittsburgh e explorando temas de raça, família e traumas geracionais e a lição aqui não é sobre alguém aprendendo a tocar piano. É a luta entre os irmãos da família Charles que representam 2 visões opostas sobre história, herança e obrigação. John David Washington e Danielle Deadwyler apresentam atuações incríveis como Boy Willie e Berniece (seu nome possivelmente é uma referência a uma personagem de O Membro do Casamento).

John David Washington como Boy Willie
Danielle Deadwyler como Berniece

Boy Willie, descrito por Wilson como “ousado e impulsivo, falante e um tanto grosseiro na fala e nas maneiras”, chega à casa em Pittsburgh compartilhada por Berniece, sua filha e seu tio Doaker (Samuel L. Jackson). Ele não é convidado, não é anunciado, é inesperado e indesejado. Ele e seu amigo Lymon (Ray Fisher) dirigiram um caminhão cheio de melancias de sua comunidade rural no Mississippi. O plano de Boy Willie é vender as melancias para conseguir dinheiro para comprar um imóvel. É mais do que uma chance de ser seu próprio patrão. A propriedade já foi propriedade da família Sutter, que escravizou seus ancestrais. O patriarca Sutter acaba de morrer ao cair em seu poço.

Samuel L. Jackson como Doaker
Piano de Familia Danielle Deadwyler como Berniece e Ray Fisher como Lymon

A família Sutter também já foi proprietária de um piano que ganhou em troca de escravos, separando mãe e filho da família Charles do marido e pai, um carpinteiro talentoso, considerado valioso demais para ser vendido. Ele gravou a história de sua família no piano, e uma geração posterior o roubou dos Sutters. Agora está na sala da casa de Berniece. O conflito do filme é entre Berniece, que não toca piano, mas se recusa a vendê-lo pelo que representa sobre a dor, a habilidade e a coragem de sua família. Boy Willie está determinado a vendê-lo para construir um futuro que, em sua mente, também honre a história da família. Se roubar o piano foi um triunfo sobre a escravidão e o abuso, possuir a propriedade Sutter é ainda mais.

Washington é um artista fascinante e seu Boy Willie é elétrico, carismático e perigoso. Deadwyler tem um papel mais tranquilo, especialmente na primeira metade do filme, mas tem a chance de mostrar a determinação ardente de Berniece. Wilson, sempre um mestre na criação de personagens complexos e cativantes, tem dois dos seus melhores nos dois irmãos. Uma história convencional faria a viúva Berniece encontrar um final feliz com o pregador que a ama (Cory Hawkins, excelente como sempre). Mas as peças de Wilson abordam grandes questões existenciais e ele não hesitou em ir a extremos para demonstrar a intensidade das lutas de seus personagens. Quanto a história da sua família os apoia? Quanto isso pesa para eles? O que você faz quando a resposta é ambas?

Os pais devem saber que este filme tem uma linguagem forte, incluindo muitos usos de palavrões. Personagens bebem e fumam. Há referências à triste morte de um marido e pai e aos abusos e privações da escravidão e da intolerância. A história também inclui alguns eventos sobrenaturais/de terror com imagens perturbadoras.

Discussão familiar: Quem está certo, Berniece ou Boy Willie? O que eles poderiam ter dito para explicar melhor o que sentiam? Sua família tem uma herança preciosa mas, quem se importa mais com ela?

5 pipocas!

 

 

Disponível na Netflix.