Estado alcança R$ 3.727 de rendimento mensal, 1,46 milhão de ocupados e mais de 20 mil novos empregos formais em 2026.

Mato Grosso do Sul registrou avanços nos indicadores de renda, emprego e redução da extrema pobreza, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Novo Caged e do Centro de Liderança Pública (CLP).
O rendimento médio mensal da população sul-mato-grossense cresceu 64% entre 2021 e 2025, passando de R$ 2.265 para R$ 3.727. O valor ficou acima da média nacional, de R$ 3.406, conforme os dados apresentados pelo governo.
Na avaliação do Executivo estadual, os indicadores refletem a evolução do mercado de trabalho e o avanço de iniciativas relacionadas à qualificação profissional, à geração de renda e à inclusão social.
Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição entre os estados com menor desigualdade de renda, de acordo com o ranking do Centro de Liderança Pública (CLP).
Outro indicador destacado pelo governo é a redução da extrema pobreza. Entre 2021 e 2024, o percentual da população nessa condição passou de 4% para 1,6%, uma queda de 60% que, segundo os dados divulgados, beneficiou mais de 70,5 mil pessoas.
No Brasil, a taxa de extrema pobreza foi de 3,5%. O indicador considera pessoas com renda domiciliar per capita inferior a US$ 2,15 por dia, conforme a referência utilizada no levantamento.
O Estado também aparece na primeira posição nacional em mobilidade social, com índice de 2,90%, segundo o indicador citado pelo governo estadual.
O mercado de trabalho sul-mato-grossense alcançou, em 2025, o maior patamar da série recente de pessoas ocupadas, com 1,46 milhão de trabalhadores. O resultado representa crescimento de 4% em relação a 2024.
A qualificação profissional também integra os indicadores apresentados pelo Executivo. Desde 2023, início da atual gestão estadual, o acumulado ultrapassa 550 mil qualificações, conforme os dados divulgados.
A ampliação da formação profissional é apontada como uma das frentes para preparar trabalhadores para as vagas abertas pelos diferentes setores da economia.

Empregos formais cresceram 26,7% em cinco anos
Os dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que Mato Grosso do Sul registrou saldos positivos na geração de empregos formais entre 2020 e 2025.
Mesmo em 2020, período marcado pela pandemia de covid-19, o Estado apresentou saldo positivo de 8.470 vínculos formais e encerrou o ano com estoque de 524.770 empregos com carteira assinada.
Entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, o estoque de vínculos formais cresceu 26,70%, passando de 524.770 para 664.889.
A construção apresentou o maior crescimento percentual entre os setores, com expansão de 49,41%. Já o setor de serviços registrou o maior aumento absoluto, com 49.681 vínculos adicionais no período.
Segundo os dados apresentados, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram crescimento superior a 20% no estoque de empregos formais em cinco anos.
Estado acumula mais de 20 mil novos vínculos em 2026
Entre janeiro e agosto de 2026, Mato Grosso do Sul acumulou saldo positivo de 20.456 vínculos formais, alcançando estoque de 685.345 empregos.
Os setores de serviços e construção lideraram a geração de vagas no período, com saldos de 8.644 e 7.392 vínculos, respectivamente.
Os números reforçam a participação desses segmentos na ampliação do mercado de trabalho estadual ao longo de 2026.
Desafio é transformar crescimento em qualidade de vida
Os indicadores de renda, ocupação, emprego formal e redução da extrema pobreza compõem o panorama apresentado pelo Governo de Mato Grosso do Sul para demonstrar a evolução econômica e social do Estado.
O crescimento do rendimento médio e a ampliação do número de pessoas ocupadas indicam avanços no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, os dados sobre desigualdade e extrema pobreza ajudam a dimensionar os desafios relacionados à distribuição de renda e à inclusão social.
A manutenção desses resultados dependerá da continuidade da geração de oportunidades, da qualificação dos trabalhadores e da capacidade de ampliar os benefícios do desenvolvimento para a população sul-mato-grossense.







