Petista derrotou Flávio Bolsonaro com uma diferença que passou dos 4,4 milhões de votos.

O pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fará 81 anos terça-feira (27/10), foi reeleito ontem presidente da República. Ele derrotou o fluminense Flávio Bolsonaro (PL), 45. O petista obteve 64.256.232 votos (51,79%), enquanto o liberal alcançou 59.826.041 votos (48,21%), uma diferença de 4.430.191 votos. No primeiro turno Flávio saiu na frente, com 56.104.503, e Lula teve 53.879.538.
Os rivais tiveram a menor diferença histórica no primeiro turno, desde a redemocratização: cerca de 2,2 milhões para Flávio. No segundo turno, a diferença entre ambos quase dobrou, aumentando para 4.392.907 votos em prol de Lula.
Do primeiro para o segundo turno, Lula ganhou dez milhões (10.376.694) de votos. Já Flávio Bolsonaro conquistou três milhões (3.721.538).
Em 132 anos – a contar desde 1894, quando aconteceu a primeira eleição presidencial no País -, nunca um presidente havia conquistado o voto popular para governar o Brasil quatro vezes. Lula é o primeiro. Ele foi eleito em 2002 e reeleito em 2006. Voltou a ser vitorioso em 2022 e agora em 2026. Atualmente, ele é o 39º presidente brasileiro.
Com Lula também foi reeleito o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ex-governador de São Paulo por quatro mandatos, até abril deste ano Alckmin era ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele foi uma das peças importantes na engrenagem vitoriosa da campanha no segundo turno, juntamente com figuras como o deputado federal André Janones (Rede/MG), os ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet e o deputado federal Guilherme Boulos.
Mudanças
Depois do anúncio oficial dos resultados, Lula e Alckmin fizeram saudações e agradecimentos à população brasileira. O presidente disse que vai mudar o jeito de governar. “Nós vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões. A comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, frisou.
Lula quer ampliar as políticas de atenção aos idosos, a valorização das mulheres, a educação pública e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Na educação, vai ampliar o ensino em tempo integral e criar uma versão universitária do programa Pé-de-Meia.
Defendeu investimentos na formação científica e tecnológica para reduzir a dependência brasileira de tecnologias estrangeiras e cuidar ainda mais do meio ambiente.
“Queremos universalizar a escola de tempo integral para o ensino médio. Vamos criar o Pé-de-Meia universitário para que nenhum jovem ou menina pare de estudar porque tem que trabalhar”, declarou. “Vamos ensinar mais matemática e engenharia porque eu não quero depender de IA americana ou chinesa, quero criar uma brasileira”, acrescentou.







