Presidente da Alems considerou produtiva a reunião com o chefe da PRF-MS para tratar do assunto.

Uma das maiores preocupações das autoridades rodoviárias de Mato Grosso do Sul e do governo federal é o grande número de acidentes na BR-163, que corta 847 km no Estado, entre Mundo Novo e Sonora.
São municípios que fazem divisa com o Paraná e Mato Grosso, e por isso a rodovia tornou-se um dos mais movimentados corredores rodoviários de escoamento da produção. Em consequência, o colossal volume de tráfego impacta dolorosa e diretamente na ocorrência de graves acidentes, com significativa parcela deles no trecho entre Campo Grande e Coxim.
A necessidade de novas e consistentes medidas de prevenção, controle e combate às suas causas levou o deputado estadual Gerson Claro (PP), presidente da Assembleia Legislativa (Alems), a reunir-se na última terça-feira (25/08), com João Paulo Pinheiro, superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Eles analisaram aspectos gerais e específicos da rodovia, inclusive os trechos urbanos, entradas e saídas de municípios. Um dos trechos é o do Km 575, no Distrito de Congonhas, perto do Posto São Pedro, em Bandeirantes.
A pauta deu continuidade a uma demanda que vinha sendo acompanhada por Gerson, que em setembro de 2024 solicitou redutores e radares de velocidade no local.
O pedido acionou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a concessionária responsável pela BR-163. Gerson reforçou o clamor das comunidades e usuários, especialmente em relação ao abuso da velocidade e ao mau comportamento de condutores.
Agenda produtiva
“Foi receptiva e produtiva a conversa com o chefe estadual da PRF. Ele concordou com nossas observações, falou da preocupação da cúpula do órgão e disse que novas providências estão sendo encaminhadas”, relatou. O empenho de Gerson Claro tem motivações humanitárias, econômicas e estatísticas.

De janeiro a agosto deste ano foram registradas 38 mortes na BR-163. Em 2025 foram 30 óbitos. Subiu de 6,1 para 7,6 mortos a cada 100 acidentes, com 497 sinistros, 130 dos quais considerados graves. Só este ano 534 pessoas ficaram feridas após os acidentes. O número de feridos em todo ano passado foi de 508.






