Senador é o presidente de duas comissões estratégicas na defesa dos interesses nacionais no Congresso.

Presidente de comissões que defendem no Congresso Nacional os interesses estratégicos do Brasil, o senador Nelsinho Trad (PSD) já está à frente de providências institucionais e políticas que analisam os impactos da decisão do governo dos Estados Unidos da América do Norte (EUA) de enquadrar como terroristas as organizações criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).
“Estamos empregando os meios institucionais e dentro da seara diplomática para resguardar os interesses do nosso país”, afiançou.
O senador pessedista preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI).
Segundo Trad, uma reunião de trabalho aprovada pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) vai cuidar do tema. “A intenção é reunir especialistas, representantes da área de inteligência, do Ministério da Defesa, do Itamaraty, das forças de segurança e demais órgãos envolvidos para avaliar os efeitos da medida sobre a segurança pública, a soberania e a economia brasileiras”, disse.
Para o parlamentar, é preciso compreender e dimensionar todos os impactos da decisão norte-americana. Ele não descarta uma nova atuação diplomática junto aos EUA, semelhante à missão suprapartidária que ele liderou durante a crise do tarifaço sobre produtos brasileiros. “Se houver necessidade de uma comissão pluripartidária, sem viés político, e ir aos Estados Unidos verificar quais procedimentos precisam ser tomados, é evidente que todos faremos isso”, reforçou.
Cautela
Segundo Trad, o combate às facções criminosas é uma prioridade e toda iniciativa de segurança pública deve ser vista com seriedade. Ele sugere cautela diante dos efeitos jurídicos, econômicos e diplomáticos decorrentes da decisão norte-americana. “É essencial sair da polarização e olhar para o interesse do Brasil. A questão envolve segurança pública, relações internacionais, inteligência, soberania e atividade econômica. O momento exige responsabilidade, pragmatismo e diálogo”, recomendou.
O senador citou a preocupação entre parlamentares de variadas correntes quanto aos reflexos sobre setores produtivos, operações financeiras e até relações internacionais.
A classificação de grupos criminosos como organizações terroristas já foi usada pelos EUA em relação a cartéis mexicanos, à MS-13 e ao Tren de Aragua, conforme registros oficiais do Departamento de Estado e do Federal Register.








