Na abertura da COP15, acompanhada por Lula e mais de 130 países, governador defendeu a sustentabilidade.

“Com três grandes biomas em seu território, o estado reforça seu compromisso com a preservação ambiental e com um modelo de desenvolvimento que integra produção e conservação”.
Iniciada ontem (domingo, 22/03), a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, a COP15, desde sua abertura já demonstrou que é intensa e generalizada a preocupação global com as condições da vida humana diante das agressões à natureza.
Mais de 130 países estão representados neste evento, chancelado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e realizado no Brasil pela primeira vez, tendo Campo Grande como sede.
O governador Eduardo Riedel (PP) chegou ao local do evento ao lado da sua esposa Mônica Riedel, e do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.

Um dos primeiros a discursar na abertura, Riedel destacou a importância de debater questões impostergáveis associadas à preservação de espécies migratórias e à conservação dos biomas, entre os quais o Pantanal.
Além do governador, discursaram também o presidente Lula, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; a secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), Amy Fraenkel; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin; e o presidente designado da COP15, João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.

Os desafios
“Aqui convivem três grandes biomas: Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, um dos ecossistemas mais preservados do planeta, com cerca de 84% de sua vegetação nativa mantida”, pontuou Riedel. “Este patrimônio não é apenas uma paisagem, ele abriga vidas em movimento. São 70 espécies migratórias e mais de 600 espécies de aves, que encontram no território condições para sobreviver, se reproduzir e seguir seus ciclos”, completou.
Em seguida, enfatizou que proteger o Pantanal é proteger fluxos ecológicos que ultrapassam fronteiras e conectam continentes. “Nosso maior desafio é crescer preservando. E organizamos nossa agenda de conservação em três grandes eixos: biodiversidade, água e carbono”, assinalou.
O governador explicou que o que diferencia Mato Grosso do Sul não é apenas o que se preserva, mas como escolhe se desenvolver.
“Nas últimas décadas, o Estado vem experimentando um processo consistente de transformação produtiva. Diversificamos nossa matriz econômica, intensificamos a produção de tecnologia e ampliamos os investimentos em infraestrutura. Tudo isto dentro de uma concepção desenvolvimentista amparada na sustentabilidade”, argumentou.
Riedel destacou diversas iniciativas, entre elas a edição da Lei do Pantanal.

Querido amigo
Um dos momentos que marcaram o dia de abertura da COP15 foi a calorosa troca de gentilezas entre Riedel e Lula.
O presidente disse que tem contado com a “ajuda inestimável” dos líderes locais e referiu-se ao governador como “meu querido amigo”, ofuscando qualquer cenário de ranço ideológico entre líderes que estão em fronteiras opostas, o PP e o PT.
Ao discursar, Lula fez questão de manifestar sua gratidão a Riedel e à prefeita Adriane Lopes (PP): “Eu queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado de Mato Grosso do Sul”. E emendou:
“Organizar este evento em Campo Grande é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre os países cujas fauna e flora atravessam fronteiras”.






