Três aeronaves levadas por criminosos armados do aeroporto de Aquidauana em 2021 estão sob custódia na capital Boliviana Santa Cruz. Matrículas conferem com as do roubo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/S/i/auYhBlQG6qp2EO96SC0A/sem-titulo.jpg)
Três aviões roubados há quase cinco anos do aeroporto de Aquidauana (MS) foram encontrados na Bolívia. Segundo as autoridades bolivianas, entre eles está uma aeronave do cantor e compositor Almir Sater.
Os aviões foram levados em 2021, durante uma invasão ao aeroporto que envolveu ao menos 18 criminosos armados. A informação foi confirmada ao g1 pelo secretário de Segurança Cidadã de Santa Cruz, Jorge Santiesteban, na manhã desta sexta-feira (28/08).
Segundo ele, as três aeronaves estão no Aeródromo Mondaca, em Santa Cruz, sob custódia das autoridades bolivianas. O g1 também entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que orientou que os questionamentos sobre a localização dos aviões fossem encaminhados às autoridades da Bolívia.

As matrículas informadas pelo secretário são as mesmas dos três aviões roubados em Aquidauana em setembro de 2021:
-PT-DST, um Cessna 182 Skylane, de Almir Sater;
-PT-ING, um Bonanza V35B, do pecuarista e ex-prefeito de Aquidauana José Henrique Trindade;
-PT-KDI, um Cessna 182 Skylane, do pecuarista Zelito Alves Ribeiro e do sócio Joel Jacques.
Santiesteban não informou quando os aviões foram localizados nem deu detalhes sobre as condições em que foram encontrados. A assessoria do cantor diz que não foi informada oficialmente.
Suspeita sobre Bolívia já existia
A Bolívia já aparecia como possível destino das aeronaves desde o início da investigação. Em janeiro de 2023, o g1 mostrou que o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apurava a suspeita de que aviões apreendidos no país vizinho pudessem ser os mesmos roubados em Aquidauana.
Suspeita sobre Bolívia já existia
A Bolívia já aparecia como possível destino das aeronaves desde o início da investigação. Em janeiro de 2023, o g1 mostrou que o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apurava a suspeita de que aviões apreendidos no país vizinho pudessem ser os mesmos roubados em Aquidauana.
Uma testemunha relatou à polícia que ouviu o barulho das aeronaves levantando voo, mas acreditou que se tratasse de uma emergência médica e não foi verificar.
Ainda nas primeiras horas após o roubo, a Bolívia surgiu como um dos possíveis destinos. O Dracco chegou a manter contato com a Força Aérea Brasileira (FAB) para verificar se os radares instalados na região de fronteira haviam registrado os voos.
Ao menos seis pessoas haviam sido presas durante a investigação até janeiro de 2023, conforme informações divulgadas pelo g1 na época. Um dos suspeitos foi localizado na Bolívia.
Avião de Almir era usado no Pantanal
Após o roubo, Almir Sater contou ao g1 que usava a aeronave nas atividades das propriedades rurais da família no Pantanal, principalmente durante os períodos de cheia.
“A aeronave atendia minha fazenda, não era para shows. Atendia nossa vida pantaneira”, afirmou o cantor na época.
Com informações do Portal G1






